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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Adotar é tudo de bom!

Esses dias saí no Correio Braziliense de novo, e gostaria de dividir com vocês o assunto, não o que foi divulgado, mas o meu real depoimento. Falo da real diferença que os bichinhos fazem nas nossas vidas, seja para alegrar mais ainda uma casa, ou para ajudar com casos de depressão, solidão e até transtornos como do espectro autista ou bipolaridade.
Um animalzinho pode mudar tanto a vida de uma pessoa que não se tem ideia do quanto! Seja cachorro ou gato, todos sentem amor, saudades e gratidão.


Sempre gostei de bichinhos. Já tive cachorro, peixe, hamster e até um mini caranguejo, mas era muito criança e não entendia o significado que um animalzinho tem na nossa vida. Depois de adulta, passei por muitos problemas relacionados à crises depressivas e ansiosas. Ânsias de pisciano, ânsias de mim. Hoje faço acompanhamento psicoterápico, mas posso dizer que o melhor e mais "caseiro" remédio utilizado, com doses infinitas de carinho e amor, é a companhia dos meus dois gatinhos.
Há cerca de dois anos, eu ansiava por sair de casa. Sonho de anos, esperei pela hora certa para morar sozinha: um trabalho que me fornecesse a estabilidade financeira e as condições necessárias. Nessa mesma época de "preparação", em um lindo sábado resolvi passear por uma feira de adoção. De vez em quando gostava da terapia de ver animais bonitinhos e fofinhos, mesmo que não fosse os levar para casa. Como já disse aqui em outros momentos, já resgatei gatinhos, me envolvi com algumas causas, e sempre que possível ajudo. Na feirinha, notei uma senhorinha com uma caixa de papelão cheia de filhotinhos felinos. Branquinhos e gordinhos, eles eram a atração de todos. No cantinho da caixa, notei uma "bolinha de pêlos" alaranjada, encolhidinha, e fiquei curiosa em conhecê-la. Foi amor a primeira vista: um gatinho ruivo, magro, doentinho, sem abrir um olho, com feridas no corpo. Eu simplesmente precisava tirá-lo dali, e dar-lhe uma oportunidade de ser feliz. Briguei com meu pai para adotá-lo, mas no fim, meu pequeno acabou conquistando a todos. Foi assim que o Tito chegou na minha vida. 


Tito antes :(
Tito depois! :)
Em seguida, eu saí de casa e fui morar sozinha. Junto com isso, uma série de ansiedades e questões relacionadas a minha vida vieram a tona. Eu precisava amadurecer e aprender uma série de coisas, mas ao mesmo tempo que queria, não estava totalmente preparada para lidar com elas, principalmente a solidão. Apesar da companhia do meu namorado, a minha insegurança era maior, gerando brigas em excesso, pensamentos negativos, crises de choro, autoagressões emocionais. Aos poucos, fui perdendo a vontade de sair de casa, de ver os amigos, de cuidar da minha aparência. Tentava desafogar as angústias na academia, mas não era suficiente, pois eu não estava procurando outras pessoas e outras formas de me sentir melhor, nem mesmo conseguindo colocar meus projetos de vida em prática. A primeira providência foi procurar a psicoterapia, que me ajudou muito e ainda me ajuda a tratar a minha ansiedade. Gente, terapia é tuuuuuuuudo de bom! No início do meu tratamento, comecei a cuidar mais da casa, de mim e do meu Tito, que me acompanhou em todas essas fases, sempre.
 

As vezes a tristeza me tirava a vontade de tudo, mesmo levantar da cama. Ter um bichinho é uma forma de te obrigar a fazer alguma coisa, pois ele precisa ter as necessidades supridas e isso é um estímulo ao ócio da depressão. Tito sempre foi um companheiro fiel e amoroso, e por ser um gato simpático e sociável, achei que buscar por uma companhia felina o faria muito bem.

 

Nem imaginava que o bem maior seria a mim mesma. Decidi adotar novamente quando sentisse que era o momento certo. Acompanhava casos de gatos resgatados, mal tratados, de todos os tipos. Um dia, em uma página de adoção de animais, vi a foto acima: uma gatinha estilo "Frajola", com menos de dois meses, carinha de Batman, resgatada com as irmãs num dia de chuva, procurando por um lar. Meu coração bateu mais forte: fui atrás da cuidadora, mas a gatinha já tinha sido adotada. Por um milagre, o adotante desistiu e ela veio para a minha vida: pequena, meiga e muito carinhosa.

 

A Lily veio no momento em que eu mais precisava. Ao contrário do Tito, que é um companheiro amoroso, porém inquieto em relação a colo, ela é carente e carinhosa, o tempo todo pedindo colo, atenção e tomando a liberdade de me fazer carinho (o famoso "amassar pãozinho" que os gatos fazem). Ela me conquistou, e quebrou o gelo e o muro de solidão que construí a minha volta. Como uma filhinha pequena, o tempo todo necessitada de atenção e amor, a Lily trouxe alegria para a casa e para a minha vida. Ela e o Tito são os filhos que não cresceram na barriga, mas no coração. Filhos sim, pois foram criados desde bebês, fazendo parte da minha vida e dividindo momentos de alegria, tristeza, saúde e doença. Eles sabem quando estou feliz e sabem quando não estou bem, pois ficam mais próximos e atentos. Sou muito grata a eles, que equilibram o meu bem estar e compartilham uma infinidade de coisas boas do meu dia a dia.
Não podemos mudar o mundo, mas podemos mudar o mundo de um animalzinho. Tirá-lo das ruas, dar todo o amor que ele merece e que nós temos dentro de nós e nem nos damos conta.
Adotar, um ato de amor. Um ato de humanidade, de caridade e bondade. Minha amiga Paula Leon  (instagram @adotarumatodeamor e @paulinhaleonfotografia) criou o projeto sob o título em destaque a fim de registrar pessoas que adotaram bichinhos como parte da família e a contar suas histórias, de forma a incentivar as outras pessoas a adotarem animais também. Adote! Desabandone! Eu garanto, vale a pena para a vida inteira!





terça-feira, 5 de janeiro de 2016

2015: Fim de Ano

2015 chegou ao fim de um jeito bastante inesperado para mim. Após 6 anos sem férias, esperei ansiosamente por um recesso de fim de ano. Consegui comprar de última hora passagens para passar alguns dias no Rio de Janeiro. Eu teria o Natal, a viagem e o Réveillon para aproveitar! Entretanto, o destino, cruel ao meu ver, me deixou doente antes de tudo isso. 
Foi tão frustrante! A garganta inflamou com tudo! Traqueíte, faringite e um pouco de rinite. Uma ida ao médico. Antiinflamatório, analgésicos. Tosse quase tuberculosa. Um Rio de Janeiro quente e lindo pela frente, e uma menina adoecida e louca para passear. Nada de melhorar. Duas idas ao médico. Antibiótico, corticoide, analgésicos. Tosse piorada, seca, alta, desesperada. A garganta não aguentava mais tossir. Eis que surge a questão: e se essa tosse for alérgica? Antialérgico. Começou a fazer efeito!
Após 10 dias doente, passados Natal, viagem e Ano Novo, enfim começo a melhorar. Hoje minha garganta está machucada, a voz ainda sai rouca, e o que mais me incomoda é uma dor que nunca achei que fosse sentir na vida: uma distensão do músculo abdominal, provocada por tosse forte. Já viram isso? Estiramento de músculo de tanto tossir! Foi um fim de Ano bastante conturbado. Mesmo assim, pude ver a família. Meu irmão de Floripa, João, veio celebrar conosco. Passei Natal com a família do namorado e depois com a minha mãe. Ano Novo passei com os meus dois irmãos.

Sobre a minha viagem... Gostaria de ter feito mais. Ter ido ao Jardim Botânico, Bondinho, praia. Mas minha saúde frágil não permitiu. Ao menos pude tomar deliciosos cafés na Starbucks, os quais não consigo compreender por que ainda não vieram para Brasília, passear no Botafogo Praia Shopping, um Shopping de escadas com uma série de coisas bonitas, passear no Shopping RioSul, conhecer o famoso Museu do Amanhã (cuja fila de duas horas de espera não compensa a belíssima exposição), passear pelo Shopping da Tijuca, ver os amigos Lucas e MareLINDA, assistir Star Wars (que eu adorei!) e claro, estar em companhia do meu digníssimo namorido, que esteve firme e forte ao meu lado, me acompanhando onde foi possível e saindo às 2 da manhã na rua atrás de um xarope antitussígeno que freasse minha tosse alucinada e me deixasse dormir em paz.

Fui à praia de Ipanema, mas nem pus os pés na água T_T

Pergunto-me: por que fiquei tão doente? Um ano de hábitos saudáveis e pouco ou nenhum episódio de enfermidades, e chegando ao fim, adoeço. Como disse a minha psicóloga uma vez, "é o meu corpo me obrigando a descansar". Sei que algumas vezes "forcei a barra", sabendo que eu estava cansada demais e mesmo assim me obrigando a fazer as coisas. Todos nós temos um limite, mas é difícil saber quando chegamos a ele. Tem gente que "psicossomatiza", tem gente que surta, tem gente que adoece. Eu peguei uma baita tosse! Mas enfim, está passando, e vai passar.
Isso me fez pensar um pouco sobre as coisas que tenho feito, para onde tenho direcionado as minhas energias. Decidi que devo mudar um pouco as direções, tentar algumas coisas, resgatar outras. É necessário nos permitir momentos de descanso e de prazer. Quando fazemos coisas que gostamos, também descansamos, espairecemos. Por isso também fiz minhas reflexões das coisas que me acalmam e me enaltecem, num devaneio anterior. Sugiro de coração a todos, que também o façam.

A mim mesma, prometo que 2016 será melhor nesse sentido.

Fico lisonjeada de receber visitas em meio a meus devaneios aleatórios. Desejo a todos um excelente ano, que tenha rumos melhores para a política e a economia do Brasil, como também para paz mundial. Que 2016 seja benéfico e favorável para a realização dos planos e das surpresas de todos.

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
"Navegar é preciso; viver não é preciso".

Quero para mim o espírito [d]esta frase,
transformada a forma para a casar como eu sou:

Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande,
ainda que para isso tenha de ser o meu corpo
e a (minha alma) a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade;
ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso.

Cada vez mais ponho da essência anímica do meu sangue
o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
para a evolução da humanidade.

É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.
(Fernando Pessoa - Navegar é Preciso)


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Caso Antigo de Mim

Aperte o "play"e entre com os pés descalços e o coração palpitante.


Esse é o meu mundo. Meu eu. Meu infinito particular. Mas deixo-te entrar, permito-lhe sonhar. Vem, vem comigo, faço-me presente para amar...



Eu era tão nova quando senti a nostalgia pela primeira vez. Mamãe mostrava canções que contavam histórias, melodiosas, gostosas, apaixonantes. Como se me embalassem dentro de uma esfera agradável de paz e tranquilidade. Essas canções despertavam algo muito profundo dentro de mim. Não sei explicar até hoje o que era. Saudade do que não vivi? Vontade de viver?
E aconteceu.
Serendipity. Descobri algo que não procurava. 



Minha alma dançava junto com aquelas músicas. E ao fechar meus olhos, podia me ver em outros lugares. Vi um eu diferente de mim. Ainda assim, tinha toda a certeza de que outrora era eu. Podia me ver sorridente, com cabelos tão longos e tão rubros quanto as chamas da fogueira alta que estalava no centro da floresta. Podia me ver em êxtase, cantando lindamente, bailando suavemente, dançando em uma noite interminável, banhada pelas estrelas e pela lua em minha pele branca e ardente. 
Era tão frio, mas meu coração estava tão quente, meu sangue pulsava de prazer envolvente, meu corpo flutuava e rodopiava, dentro e fora da mente.
A sensação e a certeza de pertencer a isso é única e incomensurável. Maravilhosa, certa e cálida como o amor. Tudo faz sentido. Estou de volta! 

E acordei do transe após a música terminar.

Mas volto inúmeras vezes, quando estou a cantar,
Volto, quando começo a dançar,
Volto, quando a música recomeça a tocar.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Um dia desses

Assusta-me a velocidade do tempo. Ele passa sem a gente sentir. Um dia desses colecionava álbum de adesivos, fazia shows particulares de cantora mirim para toda a família. Dei meu primeiro beijo, tive as primeiras paixões. Um dia desses fui pra uma escola particular fazer meu Ensino Médio. Um dia desses tive meu primeiro amor, um dia desses fiz loucuras de paixão, vivi as minhas primeiras fossas, me formei, entrei para a faculdade. Foi num dia desses. Apaixonei-me pela corrida, participei de pesquisas científicas, projetos comunitários, me formei. Fiz pós graduação, peguei dengue pela primeira vez, descobri a síndrome vasovagal, fiz minhas primeiras cirurgias (no olho, septoplastia...). Um dia desses fiz um montão de coisas!
As vezes fico perdida no tempo e não sei mensurar exatamente quando se deram os fatos. Penso que algo aconteceu ano passado e na verdade já faz bem mais tempo. Fico assustada ao ver que uma porção de tempo de passou depois. Fiquei mais velha, aprendi mais, sofri mais, sorri mais, vivi mais. Mas tenho certeza que foi um dia desses, meus 16, meus 18, meus 19 anos. Recuso-me a aceitar minhas próximas casas decimais, minha alma sempre viverá nas dezenas.

"Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo"
(Oração ao Tempo - Maria Gadu)

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Danos

Depois de todos esses anos
Você disse que não era sério
Depois de todos esses anos
Seu coração se tornou um mistério

Os dias passaram, sozinha fiquei
Os dias passaram, mais e mais me afastei
Depois de todos esses anos
Não temos mais planos
Debaixo dos panos, desenganos
Depois de todos esses anos

E mesmo assim, pra mim você importa
E mesmo assim, você sempre terá muito valor

Embora não haja tal reciprocidade
Saiba que eu te amei de verdade.
Depois de todos esses anos.



"Couldn't save you from the start
Love you so, it hurts my soul
Can you forgive me for trying again?
Your silence makes me hold my breath
Oh, time has passed you by

Oh, for so long I've tried to shield you from the world
Oh, you couldn't face the freedom on your own
Here I am left in silence

You gave up the fight
You left me behind
All that's done's forgiven
You'll always be mine
I know deep inside
All that's done's forgiven"



sexta-feira, 3 de maio de 2013

Estilo de Vida: exercício



Estava refletindo esses dias sobre meu estilo de vida, que está o tempo todo em constante transformação, e como as pessoas sempre me perguntam, resolvi compartilhar.
Eu me lembro que com 9 anos fui matriculada em uma academia junto com a minha madrasta. Íamos juntas, mas ela nunca malhava de verdade, só ficava na bicicleta e queria que eu a acompanhasse. Logo paramos, e eu tive uma fase longa sedentária e gordinha. Já cheguei a 73 quilos com 1,64m! Aos 15 resolvi retomar a academia porque gostava, mas nunca levei a sério, portanto quase não tive resultado, pelo contrário!
Desde meus 17 anos de idade, tomei gosto pela corrida. Não me lembro como tudo começou, simplesmente deu vontade e fui tentando aos pouquinhos. Tive que parar para estudar pro vestibular e depois retomei com tudo, no início com caminhadas e trotes (recomendado para quem quer começar), até conseguir completar um percurso inteiro correndo. Era bem assim (vamos ver se consigo explicar pra quem não é de Brasília): eu morava na quadra da minha mãe, uma quadra composta por duas quadras distintas, mas com uma única entrada para os prédios, forma tipo um quadradão. Comecei contornando o lado que era da quadra da minha mãe, ia caminhando, virava e subia até uma outra quadra que ficava mais em cima. Quando chegava ao final da direção e tinha que virar novamente, começava a correr (onde a seta vermelha está pintadinha), atravessava a rua andando, ia pra outra quadra correndo, virava e começava a descer de novo até chegar à quadra que fica junto com a da mãe. Ao final, antes de fazer a volta novamente e chegar em casa, já tinha perdido o fôlego e ora voltava andando ora correndo. Aos poucos os tempos de caminhada diminuíram e os de corrida aumentaram, e comecei a fazer essa voltona só correndo. Olha aí o percurso (Se não me engano deve dar uns 4km):


Foi assim que tudo começou :) aos poucos senti vontade de ir aumentando o percurso, e ia fazendo esse quadradão de quadras até o fim da Asa Sul, acrescentando mais quadras ao meu trajeto. Logo que eu conseguia ir até o fim, comecei a fazer um caminho sem voltas em quadras, retinho do ponto de partida (só que pro outro lado), da quadra da minha mãe até a última quadra da Asa Sul. Dá um total de cerca de 10 quilômetros, e eu fazia esse trajeto todo dia, correndo cerca de uma hora por dia. Nossa, como era bom! Lembro que no ápice desse momento cheguei até a devanear e escrever um textinho sobre o prazer de correr. Era viciante, a ponto de eu ficar com peso na consciência nos dias em que não corria! Comparado a uns anos atrás, cheguei a perder dez quilos. A rotina era essa: comer, esperar 30-40 minutinhos, alongar, começar a corrida lá pras 18 horas, voltar, fazer um pouco de musculação em casa mesmo (eu tinha os pesinhos, as caneleiras, o tapete, experiência de academia e um padrasto educador físico) e me alongar bem. Depois, com a faculdade, o horário de exercício mudou para de manhã, e fez toda a diferença na minha vida, pois eu percebia que eu rendia mais ao longo do dia, tinha mais disposição e concentração.

19 aninhos, magrinha e com os cabelos curtinhos!
Mantive essa rotina por bastante tempo, mas como a vida de estudante é cheia de altos e baixos comecei a me atarefar demais com trabalhos e estudos, e logo com estágios, portanto relaxei e parei de me exercitar com frequência. Logo, voltei a ganhar os quilinhos, apesar de de vez em quando fazer alguma coisa, mas sem o compromisso de mantê-la. Depois de perceber que eu tinha praticamente voltado para o mesmo lugar, juntei todas as minhas forças de vontade e refiz a minha rotina: eu tinha que voltar para o exercício, e não só pra recuperar o corpo que eu tinha conquistado, mas para melhorá-lo e porque eu sentia falta do meu condicionamento, da minha performance e de correr especificamente. Chegava a ponto de eu ver uma pessoa correndo na rua e me sentir mal porque eu não estava correndo!
Tá, mas e agora? Como começar? Afinal, as circunstâncias tinham mudado novamente! Antes até deu pra me adaptar aos novos horários, mas cheguei a um ponto em que eu estava trabalhando e estudando e meus turnos estavam sempre cheios, mas eu simplesmente precisava. Como incluir uma rotina de exercício se seus horários estão repletos de 8-23 horas? A única alternativa era acordar antes das 8. Pois é minha gente, complicado né? No ano passado a minha rotina ficou bem assim: eu acordava as 6, comia, me aprontava e ia as 6:30 pra aula de cycling/spinning das 6:45 da manhã. Uma aulinha de 45 minutos. Tinha sorte de morar perto da academia e do meu trabalho das 8, portanto conseguia conciliar o tempo: a aula acabava as 7:30, eu ia direto para o chuveiro da academia, me arrumava e ia trabalhar, chegando no máximo 10 minutos atrasada. Daí nesse meio tempo ainda parava pra comprar meu café da manhã ou antes de sair de casa preparava para levar.
Calma, eu sei, você deve ter pensado: sua louca, como dá conta!? Todo mundo ficava de cara quando eu contava, principalmente porque estava trabalhando no turno da manhã em um local, em outro local no turno da tarde e indo para o cursinho a noite. No começo era muito difícil acordar, eu sentia sono, preguiça e tudo o mais, mas percebia que o meu dia rendia demais nos dias que eu malhava cedo e de menos quando eu escolhia dormir mais uma hora antes de trabalhar. Calma, também não virei nenhuma senhora fitness, minha rotina era pesada e me deixava muito cansada, portanto eu tirava as segundas/quartas/sextas para o spinning, terças e quintas ia correr quando tinha pique (eu realmente sentia muito sono!), e os sábados eram reservados para uma hora de spinning ou uma hora e meia de dança (o famoso Tribal Fusion que tanto falo!). E consegui voltar a perder peso!
1 horinha de pedal! Bom demais!
E a musculação? Pois é, meu tempo era muito curto, eu visava a perca de peso e queria me dedicar aos aeróbicos. A musculação entrava apenas quando me sobrava um tempo, e geralmente mais aos sábados.  Mas a rotina da gente muda, e, querendo ou não, correr ou pedalar exige que seu corpo tenha certa estrutura e resistência. Uma hora seu corpo desgasta, e seus músculos precisam de estímulos para sustentar tantos impactos. Daí as coisas mudaram: esse ano comecei a trabalhar só de tarde e algumas vezes por semana tenho pós graduação. Yes, mais tempo pra academia! Isso mesmo, a musculação está entrando aos poucos na minha rotina, e apesar de as vezes ser cansativo fazer todas aquelas repetições e esforços pra levantar peso, o resultado vale a pena, e comecei com duas vezes por semana, agora passei pra três, almejo quatro e espero chegar a ponto de aliar meus exercícios aeróbicos com os anaeróbicos diariamente (exceto o dia de descanso, que geralmente é no domingo).
Minha rotina anterior era a seguinte: faço de uma a duas aulas de spinning (45 minutos) segunda, quarta e sexta e ainda emendava com a musculação. Terça/Quinta, dia de corrida, 60 minutos, cerca de 8-10 quilômetros, variando das velocidades 7.5 a 11 da esteira.
Hoje (post atualizado em 14.08.13) isso já mudou, segunda e quinta eu corro de 11 a 14km, terça e sexta 7km + musculação (braço) e quarta e sábado musculação (pernas) + 5km. A corrida é intensa, apesar de prazerosa, cansa, e pra variar troco a corridinha de sábado por uma aulinha de uma hora de spinning. É isso! Amo demais!

8 quilômetros e muitas calorias! :)
Running na Esteira: Com paciência e perseverança!
Work Out!

De vez em quando, aos domingos, pego para pedalar na rua ou participar de uma corrida tranquila, de 5 km. As de 10k eu ainda pretendo tentar pela primeira vez, hehe...

Corridinha de 5km do VIII Jogos Internos Bacen 2012
Apesar de estar na casa dos 20, meu corpo não é o mesmo dos 17 anos, minha resistência mudou e alguns probleminhas de saúde apareceram, como a síndrome vasovagal, problema na perna, no joelho, dorzinha aqui, acolá, etc. Hoje não tenho pressa, não quero perder peso em poucos dias, não faço dietas malucas, estou bem comigo mesma, recuperando um peso saudável aos poucos, e falta pouco para o peso que me coloquei como meta. Não tenho pressa, mas tenho objetivos.
Quanto a quem quer começar, vá com calma, um corpo que não costuma se exercitar demora um pouquinho pra se adaptar à rotinas de exercícios. Dá aquela dorzinha desviada chata, dói tudo no dia seguinte, mas vale a pena, acredite.

Eu poderia estender minha postagem para falar da alimentação, que é tão ou mais importante que a atividade física para se ter um bom desempenho físico (perder peso, ganhar massa muscular ou simplesmente sentir-se bem consigo mesmo), mas justamente pela importância da coisa vou compor um devaneio um pouquinho mais específico sobre alimentação. O meu intuito hoje foi divagar sobre a vida que quero pra mim e compartilhar as minhas experiências com vocês. Futuramente prometo mais fotos e resultados, estou num processo e ainda tenho metas a atingir! E apesar disso, eu relembro: é um estilo de vida, a maneira que quero viver a minha vida porque me sinto bem com tal rotina, não é passatempo ou fase, é coisa séria. Sabe aqueles velhinhos bonitinhos que caminham de mãos dadas, fazem yoga e pilates? Quero ser que nem eles, até o fim. :)

Idade: 23 anos
Altura: 1,64m
Peso Atual: 65,5
Peso Mínimo: 60,0
Peso Meta: 58,0
Objetivo: Chegar ao peso meta, reduzir o percentual de gordura e aumentar a massa magra. E vamo que vamo!

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Sites que me inspiram (tipo que eu leio todo dia, caso você também precise de uma inspiração):

Pensando Magro História e experiências da Camilla Pires
Acredita Bonita História e Dicas da Penélope Nova
Frango com Batata Doce Receitinhas!



Correndo 10k

Dia de malhar perna!

Meu recorde atual :)



sábado, 30 de março de 2013

Retrospectiva 2012 - um tantim atrasada...

Oi pessoas! Como vão?
Hoje resolvi escrever. Faz tempo que não me sento para bater meus dedos nas teclas na intenção de por tudo pra fora.
Vamos falar do ano que se passou? Eu sei que já estamos quase no quarto mês de 2013 mas eu simplesmente não tive tempo para escrever dessa forma, sabe? Sem pressa, com vontade e com saudades. Essa postagem está sendo feita desde o fim de janeiro, infelizmente só pude terminar agora mas ainda conta pra quem quiser ler!
Sem aparelho! Uhul!
2012 foi um ano muito importante pra mim, porque definiu os próximos passos da minha vida. Eu fiz a minha matrícula em uma academia pertinho de casa, me matriculei também em um cursinho anual com pós graduação para estudar para concurso (falta pouco pra acabar!), comecei a trabalhar como estagiária técnica na UnB (para recém formados), tive a minha colação de grau (cerca de 4 meses após a minha conclusão de curso), tirei meu aparelho e fiquei mais sorridente, comecei a fazer um trabalho no Banco Central do Brasil com coberturas de Secretária Executiva Bilingue em diretorias importantes ( férias e atestados médicos), super me interessei pela área, e recentemente fui contratada!

2012 foi um ano especial. Saúde (get fit or get out!), trabalho (workholic!), Amizades novas (João Pedro, Rômulo, Russo e tantos outros que conheci pelas experiências profissionais), aquisições novas (dentre elas uma máquina legal pra tirar fotos pra vocês \o/ ieba!, Uma bike pra eu pedalar de montão, roupas bonitas e novas para me levarem a novos lugares, maquiagens diferentes para me iluminarem, etc etc). Novo. O novo é bom, sabe? A gente tem medo de mudar, medo do novo não ser tão bom, mas depois que a gente passa pelo processo, por mais difícil que tenha sido, olha pra trás, sorri aliviado e satisfeito de ver que as coisas deram certo e resultado.
Pipo, eu, papai e Lillian na colação de grau  :D
Vamos falar de um por um?

Saúde: Eu retornei para a academia, e por mais que com o tempo curto dedicado a dois empregos e cursinho, eu queria começar esse trabalho de ficar mais saudável, perder uns quilos, me sentir bem, afinal, eu gosto taaanto de correr, e em 2012 me redescobri com o pedalar também. Lembro-me quando eu tinha todo o tempo do mundo pra por os fones no ouvido e correr o tempo que eu quiser, era tãoooo bom, e eu fiquei magrinha! Hoje já não é mais assim, o tempo é muito curto e na rotina correndo por vários lugares fica cronometrado para malhar. Além disso, na rua e na pressa do dia a dia, a gente só come coisa gordurosa e cheia de conservante, corante, enfim, que o organismo não precisa! De repente meu sistema digestório ficou mais exigente, não é tudo que ele aceita, descobri um nível de intolerância à lactose e tô tendo que regular algumas coisas que eu amo, como chocolate! Regular, nunca eliminar! Uma alimentação saudável não precisa ser privada de pequenas coisas que nos dão o prazer do paladar, eu adoro de paixão uma boa saladinha, frutas, sopas, caldos, pães integrais, mas uma coisa bem gorda coberta de chocolate as vezes faz tão bem, não é? E o importante é que está tendo resultado positivo, e mais pra frente farei uma postagem só sobre isso.
Running!
Trabalho: Pois é, eu, uma pedagoga, fui trabalhar como secretária executiva bilingue e gostei. Gostei! É um trabalho que exige que eu seja responsável e atenta, dinâmica e objetiva, me ajuda numa série de desenvolvimentos pessoas e profissionais! Tudo começou com a minha irmã, que conseguiu esse trabalho lá no Banco Central, fazendo uma cobertura de férias por um mês. Após isso ela conseguiu um emprego fixo na Confederação Nacional dos Municípios, e, por não ter como assumir mais coberturas, me indicou, aí me chamaram! Comecei cobrindo atestados, depois passei para férias e depois fazendo cobertura de uma pessoa que está de licença maternidade e no comecinho de março fui chamada para ser contrada! Eba! Para ser efetivada o SisDF que é o sindicato das secretárias exige que se tenha a formação adequada, portanto estou me profissionalizando a distância, fazendo uma nova graduação em Tecnologia em Secretariado! Minhas pretensões no momento são estudar bastate e trabalhar direitinho!

Amizades novas: Fazer novos amigos é sempre maravilhoso. Conhecer gostos novos, sonhos novos, mundos novos. Compartilhar o seu mundo com mais, agregar ao seu mundo mais. E assim foram as pessoas que cruzaram o meu caminho em 2012.
No meu estágio técnico da UnB recebi um novo estagiário de graduação, que fazia o mesmo curso que eu e logo viria a se tornar um amigo importante, alguém querido e que sempre está lá pra me por pra cima! Valeu, João, junto da Elisama, da Alcileia, da Leila e da Joyce! :) No trabalho também vieram outros, como o Rômulo e sua voz incrível, o Russo e sua companhia, as meninas do Bacen (Julie, Dani, Andréia, Irene, Neila, Lohanne, Layanne, Débora, Renata, Teresa) que me ensinaram uma porção de coisas e acabaram me incentivando para caramba (obrigada, meninas!), o Ericson Brunno, que me apareceu numa festa aleatória e depois de trocas sobre o amor e amizade veio pra ficar na minha vida, e claro, minhas amigas de longa data. Foi um ano especial, muitas coisas aconteceram na vida de muitas pessoas, minha querida amiga Julia passou por várias transições de vida e nisso pudemos ficar um pouquinho mais unidas, e agora morando (bem) perto fica mais fácil de se ver! Amiga, irmã, importante na minha vida, recém viciada em novelas coreanas, amo muito você!

Eu e João Pedro com os mimos do chefe Nilton
Eu, Brunno e Julia - MMA!


Aquisições novas: É tanta coisa que eu nem sei direito agora, haha. Comprei uma paleta de sombras e blushs da China, chiquérrimas, para ver se aprendo a fazer maquiagens decentes e parar de ficar só usando delineador (vício e adoro!). Meus novos bicos como secretária me possibilitaram comprar a minha primeira câmera semi profissional que espero assim poder trazer fotos melhores para vocês. A bicicleta eu comprei numa promoção interessante das Lojas Americanas junto com o pai que comprou mais outra pra gente pedalar junto. Já estreamos no eixão, foi uma delícia! Fora isso, tem a famosa Feira dos Goianos de Taguatinga, com peças de roupas incríveis por preços maravilhosamente ridículos (blusas de 5, 10, vestidos de 10, 15 reais!), é um lugar que eu super recomendo pra quem vem à Brasília conhecer (quem gosta de compras e tem paciência pra rodar, porque lá é imenso e pra achar coisa boa tem que procurar bem)!

Paleta de 72 cores + 6 cores para Blushs e Corretivos


Dança:  A dança merece um tópico a parte porque é outra coisa que por mais que atualmente esteja um pouquinho paradinha, também veio pra ficar na minha vida e vai voltar na medida em que o meu tempo permitir. No ano passado eu fiz a minha primeira apresentação oficial de Tribal Fusion, em grupo, e foi muito divertido, eu estava meio apertada e não tinha condições de comprar as roupas, daí criei um evento no Facebook a fim de promover uma vaquinha dos amigos - e deu certo, tive apoio de muita gente e pude comprar a roupa! A apresentação foi o máximo, e tenho certeza que será a primeira de muitas!
Carol, minha prófis Wal, Lidy, Loyd e eu, todas bonitonas pra dançar!
Acho que é difícil citar muuuitos acontecimentos em um ano inteirinho, mas acho que os mais importantes estão aí. E claro, fim do ano, a visita sempre maravilhosa do meu pseudo irmão João, que vem ficar com a gente nas festas e se tudo der certo em breve estará morando pertinho da gente!

Brother Pipo, João, eu, meu pai, minha irmã Lillian, cunhado e minha irmã Amanda
E agora, voltando para HOJE, gostaria de desejar-lhes uma Feliz Páscoa (ou como diz a Lu Pagung, Feliz Ostara!), e aproveito pra deixar uma receitinha superfácil de umas trufas gostosas que fiz junto da Bianca nessa semana. Receitinha aqui!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Gatinhos e outras histórias


Oi gente! Como vai a vida?
Pois é, eu sumi um pouquinho, mas sempre acompanho os amigos blogueiros, viu? A vidinha tá suuuper corrida, acordando bem cedinho pra malhar, inspirada no Pensando Magro (depois vou falar a respeito!) e em mim mesma, trabalhando pela manhã na UnB, à tarde no Banco Central e à noite indo pro cursinho! Final de semana resta só o frangalho! Mas juro que estou felicíssima dando o meu melhor e aproveitando todas as oportunidades que a vida tem a oferecer! Carpe Diem sempre!


Bem, hoje vim falar de gatos.
SEMPRE tive paixão por felinos. Aos 10 anos tive uma gatinha linda chamada Mia, que peguei num clube. Cuidei dela com todo o meu amor, mas ela fugiu e lembro que pra mim foi o fim do mundo - isso até saber recentemente que ela dava muito trabalho e o meu pai quem a levou de volta pra onde foi encontrada ¬¬ e mentiu para evitar maiores problemas (absuuuurdo!).

Depois da Mia, mais tarde minha mãe resolveu tentar adotar um gato, para ver se sua alergia conseguia ser mais resistente: não deu certo, o Sid só ficou alguns dias conosco e logo teve que ir embora. Pense numa fofura ronronenta que pedia colo direto! Saudades...



Mais pra frente ainda, achei o Panqueca. Eu tinha 21 anos, estava indo para a aula, quando vi o porteiro olhando para um canto em frente ao meu prédio. Curiosa, me aproximei e vi algo que parecia ser um rato. Olhei melhor e pelo rostinho, pude identificar um rostinho felino. Desesperada peguei aquela criaturinha desmaiada menor que a minha mão - que o porteiro não fez questão nem de tirar do sol ¬¬ - e levei para casa, tentando acordá-lo e alimentá-lo. Era tão pequeno que parecia de brinquedo. Sem ter conhecimento sobre como lidar com aquele tamanhozinho e vendo a fraqueza daquele serzinho, fui até o Centro Acadêmico de Medicina Veterinária da UnB e procurei alguma aluna que pudesse me ajudar - isso porque eu não sabia onde ficava o hospital veterinário e nem podia ir muito longe porque estava em aula. Minha amiga Cibele me acompanhou.

Quando eu encontrei o Panqueca, em 2011... T__T olha que dó!
Recebi orientações sobre como cuidar e me disseram que o bichano só tinha alguns dias de nascido - para ser mais exata, cerca de três: até as necessidades precisavam ser "estimuladas" com um algodão úmido, imitando a língua da mãe! Além disso, como ele era muito pequeno, precisava estar sempre junto a uma fonte de calor, porque não dava conta de se aquecer sozinho. Como não era possível estar sempre com ele no colo, era só colocá-lo junto a uma bolsa de água quentinha envolta em panos. Ah sim, e como alimentá-lo? Ele tomava o pet milk: Pet Milk é o alimento substitutivo do leite. É enriquecido com Vitaminas, Minerais e Aminoácidos necessários para o desenvolvimento do filhote. Também possui Taurina, aminoácido de grande importância na nutrição de felinos, e FOS, um Prebiótico que auxilia no equilíbrio da flora intestinal e consequentemente no melhor aproveitamento dos nutrientes. (Fonte: Vetnil)

Como o Panqueca era só um bebezinho, comia realmente pouco, uns dois dedinhos já davam, apesar das repetidas refeições (3 em 3 horas). Logo ele já estava fortinho, brincando e ronronando por aí!


Maaaaaas, aí vem a próxima parte: eu não fiquei com ele! Na época eu tive medo de enfrentar o meu pai e acabei dividindo as tarefas de cuidar com a minha amiga Cibele, que acabou virando a dona do Panqueca - nome escolhido por ela. Fui visitá-lo um dia desses, ele está um gatão lindo e eu fico hiper mega feliz ao pensar que pude salvar uma vida e ainda dar-lhe um lar.

Olha que lindão :]
Após o Panqueca, a paixão pelos felinos aumentou - não só minha como da minha mãe, que logo arranjou não só um, mais DOIS gatos! A alergia dela não se manifestou devido aos banhos semanais - o que não é recomendado pelos veterinários. Em geral, os gatos são bichos limpinhos e se limpam naturalmente. Gatos com pêlo mais longo precisam tomar banhos mais frequentemente porque não dão conta do recado. Mais importante que banha-lo é escova-los, no mínimo, 3x por semana. A escovação tira os pêlos mortos e ajuda o gato a se limpar com a língua. Também e importante limpar os olhos e as orelhas com algodão. Com esse cuidados, se o seu gato for caseiro, 2 banhos por mês tá mais que suficiente - mais para tratar ou controlar pulgas, limpar um felino aventureiro, tratar um problema dermatológico ou retirar algo perigoso do pêlo.
Vi essas dicas para o banho nesses sites de respostas do Yahoo, que confirmei depois cada item:

- Use água morna, tampe os ouvidos do gato com algodão e use shampoo para gatos.
- Seque com toalhas e use secador. Não deixe seu gato molhado. Secadores de gente servem muito bem.
- Escove bem seu gatinho, limpe os olhos e ouvidos.

Thor e Axl
Voltando, o primeiro gatinho que ela trouxe para casa foi o Thor, um felino alaranjado e nada sociável - por causa do jeito em que viveu bebê, sobrevivendo com o irmão, bebendo a água das chuvas que caía no bueiro. Ele não se dava tão bem com gente, já com a Dana (a cadela que sobreviveu, lembram dela?) era uma paixão doida, ela o adotou e chegou até a amamentá-lo.

Por causa do jeitinho mais na dele, logo a minha mãe arranjou o chamego, chamado Axl. Esse consegue falar até "mamãe" de tão mimado e miado que fica. A gente ainda tem que gravar pra mostrar... é hilário! O problema é que o grude é tão grande que ele pede colo o tempo todo, escandaloso e chorão. É um baita gatão lindo!
Axl e mamãe
Hoje, minha mãe vive bem, espirrando e com seus três gatos e uma cadela em um pequenino apartamento de livros. Três? Pois é, semana passada ela pegou mais um, o Ozzy, que tem apenas 50 dias.
Pense num bichinho arteiro!

Atualização: Depois ela adotou mais dois.
E eu? Bem... Um dia desses minha amiga Tamires postou no Facebook uma foto de um gatinho todo machucadinho, e foi amor à primeira vista. Ele foi mordido por um cachorro mau quando pequenino, e por conta disso perdeu uma parte da boca e do nariz. Minha amiga cuidou do pequenino, acompanhou sua cirurgia e nos entregou-o ainda com os pontinhos. Foi amor à segunda vista...

Dodói ;__;
Depois da cirurgia, com o colar elisabetano (o famoso "abajur)

Rostinho Costurado >_<
Em recuperação, um bebê fofo, carinhoso e companheiro
No primeiro dia que o Kyo chegou - Kyon para os mais íntimos :P - nós ficamos loucas de amor, eu e a minha irmã. Dissemos para o meu pai que seria provisório, até acharmos um dono, mas logo ele foi ficando, ficando... E ele mesmo com a sua fofura convenceu o chefe da casa que tinha que ficar! 

Atendendo as ligações da casa e dormindo em serviço :P
RRRRRRRRRRRRRRRRRRR...
Agora vivemos felizes eu, meu irmão, meu pai, minha irmã, nosso Shi Tzu lindo de viver Lupe (minha
fofura gostosa de 3 anos) e o Kyon, que as vezes é Kionça e as vezes Kianjo, mas amamos muuuuuito! É isso, minha feliz história com os felinos :) vale a pena ter gatinhos, são animais limpos, companheiros, espertos e super apaixonantes!

E só pra vocês conhecerem melhor meu Lupe gostosinho :) companheiro de todas as horas!