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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Um dia desses

Assusta-me a velocidade do tempo. Ele passa sem a gente sentir. Um dia desses colecionava álbum de adesivos, fazia shows particulares de cantora mirim para toda a família. Dei meu primeiro beijo, tive as primeiras paixões. Um dia desses fui pra uma escola particular fazer meu Ensino Médio. Um dia desses tive meu primeiro amor, um dia desses fiz loucuras de paixão, vivi as minhas primeiras fossas, me formei, entrei para a faculdade. Foi num dia desses. Apaixonei-me pela corrida, participei de pesquisas científicas, projetos comunitários, me formei. Fiz pós graduação, peguei dengue pela primeira vez, descobri a síndrome vasovagal, fiz minhas primeiras cirurgias (no olho, septoplastia...). Um dia desses fiz um montão de coisas!
As vezes fico perdida no tempo e não sei mensurar exatamente quando se deram os fatos. Penso que algo aconteceu ano passado e na verdade já faz bem mais tempo. Fico assustada ao ver que uma porção de tempo de passou depois. Fiquei mais velha, aprendi mais, sofri mais, sorri mais, vivi mais. Mas tenho certeza que foi um dia desses, meus 16, meus 18, meus 19 anos. Recuso-me a aceitar minhas próximas casas decimais, minha alma sempre viverá nas dezenas.

"Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo"
(Oração ao Tempo - Maria Gadu)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Esperança Dana!


Hoje vim dividir um pouco de informação e esperança com vocês.


Essa é a Dana ainda internada, com sorinho no braço.

Meu padrasto Alexandre e minha mãe Glória compraram uma cadelinha num dia desses, a coisinha mais bonitinha do mundo, uma mistura de Basset com um viralata de porte menor. O nome dela é Dana e ela é super animadinha quando a chamamos, vem correndo balançando o rabinho.
Três dias depois de ser comprada, ela estava tão fraca que mal conseguia se levantar. A levamos ao veterinário de descobrimos que ela estava com uma forte virose, tudo por não ter sido vacinada corretamente. Ela ficou muitos dias internada, e tudo o que a vendedora disse foi "Se ela morrer, eu troco o cachorro." Fico pensando quantas pessoas mais existem dessa forma no mundo. Tantas piores.
O local foi a Feira dos Importados, onde atualmente abre uma mini-feira de filhotes aos finais de semana. Esses filhotes são pequenos, indefesos, ficam expostos ao sol e sabe-se lá o jeito que são tratados fora daqui. Quando compramos a Dana, ela já estava com febre, barriga quente, e tudo o que a vendedora disse foi que ela havia acabado de comer.
Demos sorte, o veterinário disse que a cada dez cachorros que ele recebe comprados nesse local, nove morrem, e parece que a nossa Dana foi uma sobrevivente, ainda que esteja precisando de muitos cuidados e carinho.
Fui visitá-la no veterinário nesse sábado, minha mãe vai todos os dias. Ela foi liberada nesse mesmo dia, mas ainda está fraca, magra, abatida e com anemia. Rezem por essa pequenininha, ela é cheia de vida e ainda tem muito pra aproveitar!
Levamos esse caso a alguém que pudesse ajudar. A Globo gravou uma pequena reportagem e mostrou hoje no Bom dia DF, as 6:30 da manhã. Para quem não viu, segue a entrevista - tem vídeo - aqui nesse link.
Cachorros são tudo de bom, e só descobrimos isso quando temos um!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Doe vida!




Ontem fui doar sangue. Tentei postar mas as vezes meu computador não colabora com nenhum site do Google...

Pois bem, foi suuuper legal! Realizei uma das minhas metas para os próximos tempos, e definitivamente pretendo me tornar uma doadora de carteirinha!
Foi bem assim, eu cheguei, disse que queria doar sangue, aí o atendente me encaminhou para um médico que me pesou, picou meu dedo, tirou um tantinho de sangue e fez um teste que eu não sei o que é, e depois me encaminhou para um outro médico que me aplicou um questionário sobre meu histórico de saúde. Daí depois eu recebi um lanchinho de biscoito de maisena e suco, e depois de comer, fui chamada, e a enfermeira que me atendeu era um amor!
A agulha é grossa que só, mas a pontinha é fina, por isso, é só uma picadinha, nem dói. Doei 497 ml, parece que não tem aceitam 500 porque não cabe na bolsinha e por causa da coagulação do sangue.
A retirada do meu sangue demorou nove minutos. Precisei ficar apertando uma bolinha pro fluxo aumentar. Depois, usei um algodão para pressionar o local onde foi injetada a agulha, e depois aquele curativo pequeno e redondo. Ao final, recebi um super lanche que contava com uma maçã, um iogurte de côco, um suco de morango e um pão careca (de cachorro quente) grande com queijo, presunto e manteiga. Banquete!
E ainda, o melhor: Não tive nenhuma reação ou efeito colateral, no máximo, um soninho e mais sede. Nas próximas doze horas à doação não se pode realizar atividades físicas e deve-se beber bastante líquido. O site do Hemocentro de Brasília tem todas as explicações para quem ficar interessado.

É como dizem... Doe sangue e salve vidas!
Acho que o meu atual estágio supervisionado no hospital também me motivou a isso. Mas com certeza é uma ideia que deve ser praticada!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Carta de uma Cartomante

Bom, em primeiro lugar, quero dizer que sou adepta ao espiristismo segundo Alan Kardec. Se não lhe agrada tais assuntos, leias outras postagens que todas são boas.

Continuando. Minha mãe trabalha como psicógrafa e psicopictógrafa num centro espírita aqui pertinho, e esse mês elas nos trouxe uma mensagem muito importante, que gostaria de compartilhar com vocês, que com certeza são tão vislumbrados pelo exoterismo de poder saber um passado ou um futuro distante. Isso mudou um pouco a minha visão, e espero que mude a daqueles que estejam abertos a compreender o que outros tem a nos falar de tão longe...



"Boa noite. Fui cartomante em minha vida passada, recebi de Deus um dom. Conseguia em apenas um olhar, saber a vida presente e a passada dos meus clientes. Muito me endividei, mas não foi por querer. Cobrava o serviço por pura ignorância. Fui ensinada pela minha mãe, que também era cartomante, a cobrar pelo dom que recebi. Ela não o possuía, mas mesmo assim, arriscava palpites e recebia uma boa soma por eles. Uma ilusão momentânea que aqui fiz o mesmo, aceitei minha sorte sem pestanejar. Com a diferença de que eu possuía o dom, ou, como vocês chamam, a mediunidade.

Fazia o possível para deixar meus clientes satisfeitos, pois sabia cobrar bem. mesmo que estivessem em seu futuro a pobreza, a infidelidade ou a doença, nunca o informava pois as pessoas que me procuravam geralmente não queriam saber de desgraças. O cliente satisfeito paga bem. E era o que eu fazia.

Não foi minha culpa essa minha ocupação. Nasci em uma família que descendia de ciganos romenos, que vão, pelo mundo todo em peregrinação e muitas pessoas enxotam como a animais.
Não tive uma vida encarnada longa, mas vivi em abastança pela profissão que escolhi.
Ao desencarnar, encontrei alguns tanto clientes quanto espíritos que inspiravam as prestidigitações. Os clientes, alguns, me agradeceram, pois seguiram meus conselhos e venceram na vida; Outros, porém, me recriminaram por não ter falado a eles a verdade mesmo sabendo. Mas nada foi pior do que a cobrança feita pelos espíritos que me ajudaram a saber a sorte das pessoas. Eles me escravizaram por anos em regiões iminagináveis.

Sei que todos desejam saber se vão ser felizes, pois, ao reencarnar, esquecem as tarefas que escolheram. Mas nada é feito em acordo com elas pois não se quer o sofrimento e a dor. Então, os clientes desejam que lhes digam que terão vidas promissoras, serão sortudos.
Para vocês, deixo meu conselho: olhem para dentro de si e saberão o passado, desta e das outras vidas, pelas próprias tendências. Trabalhem para melhorar espiritualmente e materialmente e saberão o futuro.

Adeus."

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Auto-Motivação



Um dia desses saí para correr, depois de cerca de 2 meses sem fazer tal atividade. Depois de um tempo, percebi que eu mesma me incentivava a continuar, pensando na minha cabeça "Faltam só mais x quadras!", "Já passou o ponto tal!", "Força, força, força!", "Não para, não para!" !
Fiquei refletindo. Quantas pessoas devem fazer isso?
Não só num esporte, claro. Mas para outras coisas da vida. Você acredita em você mesmo? Acredita que tem o potencial de continuar, de conseguir, de persistir até atingir uma meta? Acredita REALMENTE nisso?
Me lembro de mim mesma há um tempo atrás. Eu acreditava que não. Pensava que ia sempre ser feia, gordinha, solitária, anti-social, deprimida, tímida. Mas as coisas podem mudar quando a gente quer que mudem. Hoje, mesmo hesitando um pouquinho... Posso cantar para quem quiser, posso fazer qualquer atividade (qualquer mesmo, em janeiro fiquei orgulhosa ao me ver pular na água do alto de uma grande pedra, onde apenas homens se aventuravam), qualquer coisa mesmo, me entroso com todo mundo, procuro ser sempre simpática, de mente aberta, solidária e gentil, pago mico com as besteiras que eu faço mas não tenho mais vergonha de quem eu sou, ou se hoje estou mais desarrumada, ou se tenho celulites e estrias, ou se estou ou sou isso e aquilo. Eu sou o que sou. Você é o que é. E quer saber? Aquilo que a gente sempre ouve por aí está certo: Quando nos damos valor, quando nos amamos primeiro, nos tornamos naturalmente capazes de amar outros e de ser imensamente amados. Eis aqui a experiência viva de alguém que foi firme, corajosa, que cresceu consigo, para provar isso para vocês.
Pensamento positivo, e mais além: motivador! E não é tão fácil quanto imaginamos, ou como eu apenas falo. Para mim, foi algo que demorou muito tempo para se consolidar. É preciso persistência, sabedoria e direção. Afinal, como sabiamente nos disse Sêneca, "Se uma embarcação não sabe aonde quer chegar, nenhum vento poderá lhe ser favorável".

Se quiserem pensar mais a respeito disso, indico algumas histórias (tem taaantas!):
- O menino que Enganou o Gigante. Um livro da coleção fantasminha. Baseado na história de Tamara Kitt com o texto em português de Stella Leonardos.
- A história de Jéssica Cox (A primeira piloto sem braços do mundo!). Há um email circulando sobre isso, e nesse blog há uma prévia (aliás, todo o conteúdo do blog é interessante). Busquem no Google, as fotos dela se virando em casa são incríveis!
- O filme "Gabi, uma história verdadeira", baseado na história verdadeira de Gabriela Brimmer, conta a vida de uma mulher que nasceu com paralisia em todos os membros não consegue sequer falar. Ainda assim descobre-se para a vida e para o amor.
- O filme "O óleo de Lourenzo", baseado na história verdadeira de Lourenzo Odone, conta a história de um garoto que levava uma vida normal até que, aos seis anos, ele passa a ter diversos problemas de ordem mental, que são diagnosticados como ADL, uma doença extremamente rara e que provoca uma incurável degeneração no cérebro, levando o paciente à morte em no máximo dois anos. Os pais do menino ficam frustrados com o fracasso dos médicos e a falta de medicamento, tratamento e conhecimento para a doença. Assim, começam a estudar e a pesquisar sozinhos, na esperança de descobrir algo que possa deter o avanço da doença.
- O filme "Estrelas na Terra", que eu particularmente considero maravilhoso, que mexeu muito comigo (já assisti cerca de cinco vezes), conta a história de uma criança que sofreu porque a dislexia e o TDAH provocavam preconceito daqueles que ignoravam as necessidades especiais. Esse filme é incrível, mas infelizmente ainda não veio para o Brasil. Aqui você pode ler mais sobre ele, e aqui baixá-lo.

sábado, 10 de abril de 2010

Depende de você.



Ah Deus, que alarme chato! Só mais cinco minutos.
Hoje to com tanto sono...Vou dar mais dez minutos. Acho que dá pra acordar, me arrumar e comer em trinta minutos.

Essa não! Faltam quinze minutos! Levanto em um pulo, já vou enfiando a roupa, os tênis sujos de tanto andar por aí, corro para lavar o rosto, como sucrilhos (que é mais rápido de preparar), escovo os dentes e vôo. Claro que com isso, esqueci no mínimo três coisas que tinha pensado em levar, antes de dormir.

Ao descer as escadas e sair da portaria, vejo ao longe o meu ônibus passando. Adeus, ônibus...O próximo passa no horário exato em que eu chegarei atrasada e a professora olhará para mim com uma cara desaprovadora. O que eu posso fazer? Tem dias que a gente realmente está mais cansado...

Tudo bem. Acontece. Pelo menos o segundo ônibus é menos lotado do que o primeiro. Desço na parada certa (pelo menos isso!), e ultrapasso um terreno baldio, que é o melhor caminho para chegar logo à faculdade. Hoje está uma manhã daquelas assim, até gostosinha, com uma brisa fresquinha e um sol quentinho de bom. Mas infelizmente não tenho tempo para aproveitar isso. Anda rápido, rápido! Corre! E segura as coisas para nada cair no chão.
Chego à aula e obviamente no meio de alguma explicação importante. Além de interromper o raciocínio da professora, tenho que me informar por aí o que está acontecendo.

Olha só, não que eu seja uma aluna irresponsável e tal, acho que até agora é o que pareceu. Eu sou uma boa aluna, até me considero melhor do que a maioria. Mas como qualquer ser humano, tenho os meus dias bons e ruins. Queria que os professores se lembrassem disso, assim como que eles também os tem. Mas, vamos lá.

Li todos os textos que foram pedidos - ontem, antes de dormir, mas li. Levanto a mão, faço indagações, observações e reflexões. Acredito que se alguém não fizer isso, o professor fica constrangido, deixado na mão, e a coisa não segue adiante. E ninguém absorve nada depois. Mas sim sim, eles adoram pessoas que se interessam. Que se interessam, e não puxam o saco, saibam diferenciar ambas as coisas.

Ai não! Trabalho em grupo. Confesso que tenho certa dificuldade para fazê-lo, e por uma série de motivos. Alguns deles:

1 - Sou extremamente perfeccionista. Quero fazer tudo, os textos, os slides, as fotos dos slides, a maneira de como o trabalho será direcionado, a forma de apresentação, tudo tem que sair perfeito!
2 - As pessoas sabem que eu sou meio workaholic, e por isso mesmo se aproveitam, entram no grupo só para trabalhar menos, ou quem sabe, dependendo do meu dia, nem fazerem trabalho! Eu sei eu sei, tenho que aprender a mudar algumas coisas...Mas não quero contar com quem não faz nada e me prejudicar.
3 - Contato. É TERRÍVEL! Você manda e-mail, tenta ligar, marca encontro, e ninguém aparece. Tem tambem aquelas pessoas que somem por um longo período: o trabalho será apresentado no dia seguinte, e elas te mandam um email entre as 23 horas e 00:00 perguntando "Qual é a minha parte/fala?"

Acho que esses três motivos já disseram muita coisa.
Depois de formar o grupo, troco dados para contato, e ninguém mais quer saber de discutir o que pode ser feito ali no momento. Tem que ser sempre depois. Eu sou minoria, nem adianta me impor. E olha que eu já tentei...
Saio da aula, dou um tempinho folheando um livro. Daqui a pouco começa a próxima aula, e toda essa ladainha se repetirá. O que muda é o professor, e ele tem o poder de transformar uma ladainha em algo bom. Sabe aquela aula que você tem gosto em ir, que tem gosto de fazer as leituras, de discutir, de ouvir o professor falar, exemplificar, ensinar e também aprender ao te ouvir? Essa é a aula que eu terei agora.

Claro, ela foi ótima! Hoje até conseguir deixar a professora sem resposta. Talvez um dia eu faça filosofia...Ou escreva um livro. Quem sabe?
Pausa para o almoço. Cansei do restaurante universitário, da última vez me cobraram quatro refeições que eu não fiz. E a gente pode reclamar o quanto quiser, o sistema bugado deles diz que eu não paguei quatro refeições. E é claro que eu joguei todos os comprovantes fora, quem vai ficar guardando comprovante de pagamento de almoço todo dia?
Tentei levar o marmitex mesmo, diariamente, mas as vezes dá preguiça, falta de tempo ou mesmo falta de comida para levar em casa. Então acabo que nos dias que tenho aula o dia todo, como coisas de lanchonete. Até tento ser mais light, e como um sanduíche natural. E morro de fome depois.
Depois de mais uma aula, arranjo alguma força sobrenatural para chegar em casa, trocar de roupa e sair para correr. E ali, enquanto meus pés batem no chão, e ali, enquanto transpiro, suspiro, respiro, flutuo até o meu inconsciente. Meu dia some. Meus pensamentos se tornam cada vez mais vagos. Não existe tensão, não existe preocupação. Estou em um momento perfeito de harmonia, enquanto meu espírito se eleva e meu corpo se cansa. Termino meu trajeto exausta, e então tomo uma chuveirada bem maravilhosa. Impossível descrever a sensação da água lambendo a pele suada de tanto esforço.
Opa, preciso comer alguma coisa! Preparo algo com carne e salada, e depois pego uma frutinha. Ainda tenho tempo de trocar algumas palavras com as pessoas da casa, falar ao telefone, e por fim, ler os textos do dia seguinte.

E tudo isso se repetirá amanhã novamente!...?

Eu quero mais.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Xô pessimismo!



É tão fácil ser pessimista! E temos a mania besta de tender para esse lado...É bem mais prático pensar que é melhor não se arriscar, que isso não ficou bom, que aquilo não vai dar certo...
Sabe, eu cansei. Cansei de ser pessimista. Cansei de dizer que eu não sou bonita, que eu nem canto tão bem assim, que os meus desenhos nem são tão bons. Cansei de morrer de medo do amanhã. Cansei da minha baixa-estima. Quer saber? Eu sou bonitinha sim, me olho no espelho todos os dias e gosto de me ver depois de fazer cooper, quando o corpo vibra de adrenalina. Eu sou soprano um, adoro cantar Fantasma da Ópera e uma porção de coisas românticas melodiosas, e todo mundo acha que eu canto super bem - mesmo que eu não alcance AINDA aqueeelas notas altas!
Eu desenho bem, talvez não tudo, mas com esforço eu consigo fazer coisas muito bonitas, tanto que prefiro dar aos outros - que os deixa felizes - do que guardar pra mim!
Eu adoro elogios, carinho, até mesmo quando eu chamo atenção de um pedreiro - eles fazem mais felizes o dia daquelas que se sentem um pouco inseguras. Adoro meu cabelo, meus lábios, minha cintura, as sardas que estão começando a aparecer nas minhas bochechas (é a genética da família...)
Tenho uma porção de sequelas femininas, como estrias, celulites, gordurinhas localizadas...Mas querem saber? Eu não me importo mais. Cansei de ter vergonha de tirar a roupa e desfilar de biquini até conseguir chegar ao mar ou à piscina para me esconder. Mostro o que eu tenho, quem gostar gostou, quem não gostar, não posso fazer mais do que eu já faço para me melhorar!
Tenho vários projetos de futuro, me esforço para caramba, nunca fui tão boa com física e matemática, mas me esforcei, me saía super bem com química, biologia, história e filosofia. Não posso dizer que tenho o raciocínio mais rápido de todos, mas chego lá já já. Tenho o meu próprio tempo, leio alguns livros em algumas horas, outros em semanas. Adoro ler livros. Adoro escrever também. E as pessoas gostam do que eu escrevo, e isso me deixa feliz!
O artigo acadêmico que eu terei que escrever esse semestre será um sucesso, assim como o estágio rápido que farei no hospital. Terei muito sucesso com tudo o que eu fizer, e vou alcançar tudo aquilo que está no meu foco, eu acredito nisso, eu vejo isso, eu SINTO isso. E é tãããão bom!
Adeus ao "se", "não", "talvez", "ruim", "feio" em demasia, e olá a um novo eu, um eu mais de bem com a vida!
Carpe diem, e xô pessimismo!!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Um dia.



Ela acorda. Já é de manhã? Já está tarde? Que soninho gostoso! Ela quer levantar, mas não importa que poses faça,a cama continua tão confortável!
Como é bom ter aquela noite de sono bem proveitosa...
Ela acorda toda bem disposta, faz a cama, lava o rosto, e se direciona à cozinha com um sorriso leve no rosto. Torradinhas com geléia de morango e um delicioso cappuccino são preparados com vontade, ela come cheia de gosto e resolve lavar toda a louça esquecida que se acumulou na pia. O ânimo é tão gostoso, por quê não aproveitá-lo? Assim, ela prepara um mousse de chocolate com morangos vivos e bem lavados, uma saladinha básica e fresquinha de alface e tomate, um arroz todo colorido, com ovo, pimentão e presunto. O armário também podia levar um trato, não? Até feijão velho já foi devorado por bichinhos de armários. Pronto! A cozinha brilha, e a mesa já está posta e arrumadinha para o almoço que está prestes a ser saboreado, apenas na espera de seus inquilinos.
Ela continua sorrindo, se arruma bonitinha simplesmente porque assim o teve vontade de fazer (é tão bom ser vaidosa as vezes! ). Almoça bem, e ainda aproveita para tirar um pedacinho daquele mousse pra ver se ficou bom. Delicioso! Ai, que perdição...Mas só essa vez vai...
O dia está tão bonito! Ela vai andando até a Universidade. O caminho é longo, mas ela está disposta a fazê-lo, mesmo que o sol aqueça por demasia a sua cabeleira de fogo.
Ao chegar ao seu destino, a aula está em tempo certo. Faz tarefa, vê filme, curte a aula e vai embora. Um pouquinho de cólica...Mas pra quê gastar passagem naquele ônibus? Ele faz uma volta tão grande! E lá se põe ela a andar de novo. Andar é tão bom! É aí que ela percebe seu tênis já gasto e sujo pelos caminhos que trilhou. Deveras ter um estoque de tênis!
Ao chegar em casa, nota que o pai ainda não está. Oba, dá tempo de sair para fazer cooper! Ela se arruma correndo e correndo faz seu exercício diário. Proveitosa como sempre, a corrida dá força e vida ao corpo. Ela chega outra pessoa. Ainda malha o braço em casa e faz umas duzentas abdominais, para incrementar as atividades.
O pai chega, e lá vai ela o cumprimentar e o acompanhar no jantar. Mesmo que haja uma deliciciosa massa, ela prefere seguir com as frutas - a noite é a melhor hora para saboreá-las! - Depois, ela anda com o pai até a farmácia: faltam absorventes e shampoos. Satisfeita, em casa toma aquele banho, aquele que revive e lava até a alma. Hmmmm! E o pensamento vai e volta com o sorriso de um homem...Já não lhe basta trocar torpedos pelo celular o dia todo, a saudade bate e ela pira!
Depois, ela reza com a família, acende vela. No quarto, checa e-mail, vê orkut por falta do que se fazer, dá sorrisos e bocejos. As horas passam tão rápido quando sabemos utilizá-las!
Já é tarde, mas ela quis contar o seu dia, que nem teve algo surpreendente, mas das pequenas coisas se fez produtivo e proveitoso.
Carpe Diem, minha gente! :)