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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Parabéns, Escritor!

Ontem foi dia do escritor. Eu gostaria de parabenizar a todos os escritores, todos, seja às crianças que escrevem suas primeiras composições, aos grandes autores, aos pequenos autores, aos meus autores preferidos, e aos autores invisíveis, que escrevem coisas bonitas para si e teimam em desfazer-se delas e não compartilhá-las ao mundo!

Minha mãe é uma dessas pessoas, com um talento nato, um coração imenso, mas muita vergonha para ser notada. Não tem problema, pois pelo menos a si mesma ela satisfaz ao jorrar ideias e sentimentos sobre uma folha de papel. Mas mãe, que coisas bonitas! 

Em homenagem ao dia do escritor, gostaria de compartilhar um dos poucos textos que minha mãe disponibilizou através da Usina das Letras. E Feliz Dia, escritor! E se você pudesse criar o par perfeito só com a escrita? Indico também o filme Ruby Sparks, a namorada perfeita, para te inspirar e encher de ideias!









Eu te amo
Gloria Callafange


Eu te amo
Acima de todas as pessoas
Além de todas as coisas
E não é preciso pensar
Que estamos fisicamente
Separados por uma multidão.
Eu te amo
E isso me basta
Alimenta e tranqüiliza
Porque eu sei que você
Corresponde meu amor.
Mesmo quando impossível
Existindo amor,
A luta é eterna.
O fogo que nos consome
Passará as gerações
E sobreviverá à própria morte
Por ser a mágica permanente
Que abastece de esperança
O nosso pálido viver.
Eu te amo
E isso é eterno
Totalmente terno,
Infinitamente perfeito
São dois corpos
E um só coração
Que não vê a hora
De unir para sempre
As suas duas metades.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

CineMeme da Lu (:


Vamos lá, mais uma MEME, indicada pela Jun, e como eu achei interessante por ser sobre filmes, resolvi responder.
Já vou avisando que é muita coisa, afinal, tenho todo um histórico de filmes e também tem os gêneros distintos, o repertório é grande mas procurei colocar alguns vídeos com trailers, cenas ou músicas pra dar uma ilustrada, além de algumas imagens divertidas e bonitinhas (:








1. QUAL SEU FILME PREFERIDO?

Estrelas na Terra - Taare Zameen Par,
um filme indiano MUITO lindo que me mata de chorar e de emoção toda vez que eu assisto. Me faz pensar um pouco no porquê de eu continuar a fazer e estar me formando agora em Pedagogia, porque há uma paixão, que é a criança e a educação especial, mas também porque o filme é muito lindo, envolve a gente com as músicas e os acontecimentos. Vale MUITO a pena!
Mas é difícil citar o meu filme preferido, eu sempre fui apaixonada por Fantasma da Ópera, Moulin Rounge, O Estranho Mundo de Jack, Patch Adams e alguns romances básicos (Cidade dos Anjos, Um Homem de Família, Amor Além da Vida) xD

2. QUAL TIPO DE FILME VOCÊ MAIS CURTE: ANIMAÇÃO, ROMANCE, AÇÃO, DRAMA, COMÉDIA, TERROR?
Em geral romances, mas como a Jun, acho que isso está muito de acordo com o meu dia e meu momento. As vezes só quero relaxar e rir um pouco, daí nada melhor do que uma boa comédia romântica (que nem "A proposta", amei, ri horrores e já vi umas 3 vezes. Bridget Jones também!
As vezes estou mais romântica e quero ver algo mais profundo, como desenhos e romances romances (estilo Amor além da vida) ou musicais (Moulin Rouge, Fantasma da Ópera \o\).
Por último, quando estou mais animadinha, gosto de ver filmes de ficção científica, tipo Thor, Capitão América, Senhor dos Anéis, etc.



3. QUAL FILME DE EFEITO ESPECIAL VOCÊ MAIS CURTIU?
Harry Potter, Avatar e um antigo só pra não ficar muito global e tecnológico: Labirinto (David Bowie *-*)



4. CITE UM FILME DE: ROMANCE, AÇÃO, DRAMA, COMÉDIA E TERROR.
Romance: Da magia à sedução (AMO)
Ação: Piratas do Caribe \o/
Comédia: De repente 30
Terror: O sexto sentido

5. SE PUDESSE TER ATUADO EM ALGUM FILME, QUAL TERIA SIDO?
Da Magia a Sedução de Novo...Ou As Brumas de Avalon. Ou Harry Potter! Eu ia me divertir horrores. xD hehe



6. CITE, NA SUA CONCEPÇÃO, UM MELHOR ATOR E ATRIZ E SUAS MELHORES ATUAÇÕES.
Sandra Bullock em "A proposta", Nicole Kidman em "Moulin Rouge" e "Os outros", Johnny Deep em TODOS os filmes, Hugh Jackman em "Kate e Leopold" e "X men origins", Gerald Butler em "A verdade nua e crua" e "PS eu te amo" e outros...

7. QUAL O PIOR FILME QUE VOCÊ JÁ ASSISTIU?
Quando em roma, muito bestinha u.u

8. FILMES QUE VOCÊ NÃO ASSISTIRIA?
Transformers u.u nunca tive interesse.

9. INDIQUE ALGUNS FILMES…
Todos os que eu citei antes (menos Transformers :x) e mais:

A Viagem de Chihiro
e mais três do Hayao Miyazaki:

O Castelo Animado

Meu vizinho Totoro

Ponyo


Fora esses bonitinhos, eu penso em desenhos da Disney (A pequena sereia, Pocahontas, A bela adormecida, A Bela e a Fera, A princesa e o Sapo, Encantada, outros), Anastacia e também:
Memórias de Uma Gueixa
Coração Valente
E se fosse verdade
E se eu fosse você
Olga
Johnny e June
O príncipe do Egito
Em busca da Terra do Nunca
Chocolate (PERFEITOOOOO)
A corrente do bem
Cartas para Julieta
Outros - Tem tantos que vários que eu gostaria de compartilhar me fogem no momento, se eu lembrar de mais outro importante eu coloco depois.

É isso! Não vou indicar ninguém pra fazer essa listinha, mas convido os que se sentirem dispostos, eu mesma adoro indicações para filmes bons - e os que quiserem me indicar algum, sintam-se a vontade, eu vou adorar! :)

Boa semana para vocês!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Prêmios e Castigos


Minha mãe me mandou um email:

PRÊMIOS E CASTIGOS

Conta-se que uma menina muito estudiosa, ao ser promovida à série seguinte na escola com ótimo aproveitamento, perguntou ao seu pai:
— Papai, qual o presente que irei receber do senhor, pela minha promoção na Escola?
— Nenhum, minha filha! respondeu o pai com naturalidade.
— Como assim, meu pai? Então não mereço uma recompensa pelo meu esforço nos estudos?
— Filha querida, você vai à escola para estudar e assim, o trabalho desempenhado com as tarefas escolares e o esforço despendido para alcançar essa excelente promoção, que merece os nossos aplausos, nada mais representam do que o cumprimento do seu dever, demonstrando a sua responsabilidade da palavra empenhada por ocasião da sua matrícula. Portanto, não há motivo para receber presente como recompensa, entendeu?
— Compreendo meu pai, eu não tinha pensado nisso, e agradeço-lhe o ensinamento.
O estudo com os trabalhos decorrentes do desenvolvimento do processo educativo, constituindo um dever atural na vida do estudante, não se justifica oferecer prêmios pela promoção no fim do período escolar.
A verdadeira educação não recompensa e nem castiga.
As lições ministradas pelos professores, e especialmente o seu exemplo, demonstrado em seu comportamento, seguindo o fenômeno natural da aprendizagem, irão penetrando na mente do aprendiz, para a conquista da sua responsabilidade pessoal.
Quantas vezes presenciamos as escolas concederem prêmios aos alunos que são classificados nos primeiros lugares, colocando os seus nomes no "quadro de honra" ou mesmo, oferecendo presentes, e ainda, sendo também agraciados aqueles que mantiveram a freqüência integral!
Analisando as condições dos premiados, e comparando com as dos outros alunos, chegaremos a conclusões que preocupam qualquer educador. Atentemos para as diferenças individuais, o grau de inteligência, o sistema de vida da família, as condições de saúde, que sem dúvida, exercem a maior influência na aprendizagem.
Desta forma, às vezes, a criança que obteve menor classificação se esforçou talvez muito mais, do que aquela mais bem dotada de inteligência e que vive uma situação mais equilibrada, podendo ass imilar melhor as lições apresentadas nas aulas.
Os pais e educadores devem transmitir à criança as noções de responsabilidade no estudo, fazendo-a sentir a necessidade do conhecimento para a evolução do seu espírito.
Assim sendo, a criança compreenderá que o aproveitamento escolar é uma conseqüência natural do estudo metódico e perseverante, promovido pelo seu esforço e pela freqüência regular às aulas. Não será, então, pelo interesse dos prêmios e presentes que se aplicará nos estudos, realizando uma aprendizagem consciente, isenta de orgulho e vaidade.
E, quando houver a falta do cumprimento das tarefas determinadas, o professor deverá oferecer ao aluno uma nova oportunidade para a elaboração do trabalho exigido, explicando-lhe que não representa um castigo, mas apenas a necessidade do atendimento dos deveres estabelecidos.
Logo, concluímos que, nem prêmios nem castigos, mas sim, a formação do caráter, no sentido de plasmar no espírito infantil o senso da responsabilidade, com as idéias do respeito e da dignidade humana.
(“Crianças e Jovens”, de Izabel Bueno)



____

Fiquei pensando nesse texto. Vocês concordam com ele? Assim, eu também acho que a escola sempre focar nos melhores visando à imagem da instituição é um absurdo, o mundo não se globalizou e desenvolveu só pelas mãos dos mais inteligentes e primeiros da turma, Albert Einstein só destacou nas séries finais, tinha dificuldades de fala no começo; Pablo Picasso tinha dificuldades com a escrita, Agatha Christie, escritora de mistérios, tinha dificuldade pra ler e escrever, e tantas outras pessoas foram imperfeitas em sua trajetória escolar! Isso não lhes tirou nenhum mérito no futuro!
Eu não acho que a escola tem que focar nos melhores, ela tem que focar em todos, eu sempre me esforcei muito apesar de não ser a primeira e não ter esse reconhecimento muitas vezes - tive, e era muito bom sim, me motivava a continuar tentando! O que faz diferença mesmo é o carinho que você recebe por ser você, por se esforçar à sua maneira, não importa se você tem dificuldade ou não, todos nós temos direito de nos desenvolvermos, mesmo que sejam de formas diferentes!
Não acho que devemos deixar de parabenizar uma criança que conseguiu se sair bem na escola. A questão não é dar sempre alguma coisa por esse mérito, mas reconhecer que as vezes o esforço foi dobrado e que a criança merece uma palavra de carinho, afinal, imagina nunca sermos promovidos em nossos trabalhos, nunca ganharmos um dia de folga, nunca sermos reconhecidos por quem somos e fazemos? Não acho que devemos ser extremistas nem de um lado nem de outro. Eu como pedagoga reconheço o esforço de todos, mesmo da criança mais difícil de conviver mas que de uma forma ou de outra é capaz de se mostrar uma pessoa melhor quando é valorizada. Todos nós merecemos atenção, carinho e reconhecimento. Todos.

Sobre isso, recomendo o meu filme preferido pra vocês, "Estrelas na Terra: toda criança é especial", ou o título original, Taare Zameen Par, um filme indiano que conta a história de um menininho com dislexia que sempre era excluído na escola por nunca aprender a ler ou escrever, até que ele entra em depressão profunda por ser desprezado pelos professores e pais, por sentir falta de alguém que olhasse aquilo que ele tem de bom. Até que aparece alguém assim, e transforma tudo! Ai, meu olho enche d'água, rs! Não vou contar não, nesse link tem um pouco mais sobre o filme e tem um trailer, e no youtube tem o filme fragmentado em partes, a começar por esta.



Ai quero ver de novo! É um filme assim que sensibiliza qualquer pessoa! Assisti acredito que umas cinco vezes, e todas me arrancou lágrimas! Uma delas foi junto com o meu pai, meu avô e meu irmão, TODOS choraram! Rs!
Sério, assistam!!! *_* Vale a pena. Não tem ele nas locadoras porque ele nunca veio ao Brasil, mas é por isso que temos internet!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Marco Histórico: Harry Potter!

Bom, é claro que eu tinha que fazer uma postagem dedicada à série que acompanhei em livro e em filme desde os meus dez anos de vida, certo?
Lembro-me muito bem da primeira vez que li Harry Potter. Estava no Rio de Janeiro de férias, na casa da minha avó, e o levei junto para ler, pois minha irmã Lillian já havia lido e me indicou. Foi amor à primeira vista, aquela coisa mágica, maluca, cheia de histórias e cervejas amanteigadas...(Sempre quis provar uma!)
Cada ano em que saía o livro eu o devorava como um doce; Lembro-me de ler até tarde, receber bronca da minha mãe por ainda estar acordada, e quando as luzes se apagavam, acender uma lanterna e continuar lendo escondida... Lembro sempre de ler almoçando, ler trocando de roupa, ler compulsivamente.
No dia 16 de novembro de 2001, lançaram o primeiro filme. Achei o máximo ver um filme de um livro que eu gostei tanto, apesar de sentir saudade de trechos, personagens e momentos que a literatura trouxe e o filme não. Mas acabei me acostumando, pois todos os outros filmes correram muito com os acontecimentos que os livros traziam nas 500, 600 páginas bem descritas e detalhadas...Impossível acompanhar com tamanha verossimilhança! Era sempre divertido também comparar em quanto tempo as pessoas haviam lido os livros... Lembro de ler "A Ordem da Fênix" em três dias e sair me gabando disso...


Ahn mas era muito bom ter aquela expectativa louca de ver como o filme ia mostrar os fatos narrados por Joanne Kathleen Rowling! Sempre procurei ir nas estréias e pré-estréias, para matar a ansiedade louca de ver minha imaginação ganhar vida nas telas do cinema!

Mas isso não vai mais acontecer...

No dia 14 de junho de 2011 fui assistir à pré estréia do último filme, Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte II. O coração fica a mil com aquela musiquinha básica do John Williams, Hedwig's Theme. Cheguei às 18:30 no shopping, havia comprado meus ingressos antecipadamente, mas como não dava para comprar lugar marcado, nos concentramos em filas amontoadas e absurdas até a hora da porta de vidro se abrir, 00:01. Não podíamos sentar no chão, não podíamos sair da fila, todos em euforia e vibração intensa. Conversei horas com um grupo de fãns e depois me assustei ao ver que elas só tinham 13, 14 anos. Eu ali, parecendo uma delas, com aquela adolescência de leituras e estréias assíduas reavivada. Achei o máximo pela idade, cor, sexo, gênero, nacionalidade não ter diferencial nenhum quando se trata de uma paixão em comum, e fiquei feliz porque a minha adolescência ainda sobreviveu por várias gerações com essa história tão divertida e magnífica!
Ah, não podia deixar de citar, fomos fotografadas e ganhamos jornal da Potterish, o maior site brasileiro de Harry Potter Brasileiro, com noticias, fanfics, fics, galeria de imagens, videos e tudo sobre JK Rowling e os filmes. Como eles dizem, o filme acabou, mas eles continuam...!
Quando a porta abriu, foi uma gritaria que só. Formamos filas dos filmes dublado/legendado, e aos poucos fomos entrando. Graças ao empenho meu e da minha irmã, conseguimos um bom lugar pra sentar. A emoção foi tanta que ela até chorou (coisa raríssima em filmes!), todos ficamos elétricos com cada acontecimento do filme e o tempo voou como um segundo de prazer... Quando nos demos conta, 2:30 da manhã, fim de tudo, pessoas desesperadas, aos prantos, felizes, e hora de voltar para casa.
O sonho acabou? Eu acho que não. Se na minha época me cativou tanto e ainda cativou tantas eras, o que dirá mais algumas? Parabéns J.K. Rowling! Você conseguiu fazer pessoas do mundo inteiro se unirem por sua história! Quem diria que ela surgiu numa viagem de trem, quando a vida estava difícil e havia filhos para sustentar...
Hoje ela realizou o sonho de escrever um livro e é uma das escritoras mais ricas do mundo. Fez por onde!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Auto-Motivação



Um dia desses saí para correr, depois de cerca de 2 meses sem fazer tal atividade. Depois de um tempo, percebi que eu mesma me incentivava a continuar, pensando na minha cabeça "Faltam só mais x quadras!", "Já passou o ponto tal!", "Força, força, força!", "Não para, não para!" !
Fiquei refletindo. Quantas pessoas devem fazer isso?
Não só num esporte, claro. Mas para outras coisas da vida. Você acredita em você mesmo? Acredita que tem o potencial de continuar, de conseguir, de persistir até atingir uma meta? Acredita REALMENTE nisso?
Me lembro de mim mesma há um tempo atrás. Eu acreditava que não. Pensava que ia sempre ser feia, gordinha, solitária, anti-social, deprimida, tímida. Mas as coisas podem mudar quando a gente quer que mudem. Hoje, mesmo hesitando um pouquinho... Posso cantar para quem quiser, posso fazer qualquer atividade (qualquer mesmo, em janeiro fiquei orgulhosa ao me ver pular na água do alto de uma grande pedra, onde apenas homens se aventuravam), qualquer coisa mesmo, me entroso com todo mundo, procuro ser sempre simpática, de mente aberta, solidária e gentil, pago mico com as besteiras que eu faço mas não tenho mais vergonha de quem eu sou, ou se hoje estou mais desarrumada, ou se tenho celulites e estrias, ou se estou ou sou isso e aquilo. Eu sou o que sou. Você é o que é. E quer saber? Aquilo que a gente sempre ouve por aí está certo: Quando nos damos valor, quando nos amamos primeiro, nos tornamos naturalmente capazes de amar outros e de ser imensamente amados. Eis aqui a experiência viva de alguém que foi firme, corajosa, que cresceu consigo, para provar isso para vocês.
Pensamento positivo, e mais além: motivador! E não é tão fácil quanto imaginamos, ou como eu apenas falo. Para mim, foi algo que demorou muito tempo para se consolidar. É preciso persistência, sabedoria e direção. Afinal, como sabiamente nos disse Sêneca, "Se uma embarcação não sabe aonde quer chegar, nenhum vento poderá lhe ser favorável".

Se quiserem pensar mais a respeito disso, indico algumas histórias (tem taaantas!):
- O menino que Enganou o Gigante. Um livro da coleção fantasminha. Baseado na história de Tamara Kitt com o texto em português de Stella Leonardos.
- A história de Jéssica Cox (A primeira piloto sem braços do mundo!). Há um email circulando sobre isso, e nesse blog há uma prévia (aliás, todo o conteúdo do blog é interessante). Busquem no Google, as fotos dela se virando em casa são incríveis!
- O filme "Gabi, uma história verdadeira", baseado na história verdadeira de Gabriela Brimmer, conta a vida de uma mulher que nasceu com paralisia em todos os membros não consegue sequer falar. Ainda assim descobre-se para a vida e para o amor.
- O filme "O óleo de Lourenzo", baseado na história verdadeira de Lourenzo Odone, conta a história de um garoto que levava uma vida normal até que, aos seis anos, ele passa a ter diversos problemas de ordem mental, que são diagnosticados como ADL, uma doença extremamente rara e que provoca uma incurável degeneração no cérebro, levando o paciente à morte em no máximo dois anos. Os pais do menino ficam frustrados com o fracasso dos médicos e a falta de medicamento, tratamento e conhecimento para a doença. Assim, começam a estudar e a pesquisar sozinhos, na esperança de descobrir algo que possa deter o avanço da doença.
- O filme "Estrelas na Terra", que eu particularmente considero maravilhoso, que mexeu muito comigo (já assisti cerca de cinco vezes), conta a história de uma criança que sofreu porque a dislexia e o TDAH provocavam preconceito daqueles que ignoravam as necessidades especiais. Esse filme é incrível, mas infelizmente ainda não veio para o Brasil. Aqui você pode ler mais sobre ele, e aqui baixá-lo.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Saindo do armário!



INFORMAÇÕES TÉCNICAS

•Título original: Le Placard
•Lançamento: 2001 (França)
•Direção: Francis Veber
•Produção:Patrice Ledoux
•Elenco: Daniel Auteuil , Gérard Depardieu , Thierry Lhermitte , Michèle Laroque , Michael Aumont
•Duração: 84 min
•Gênero: Comédia

SINOPSE

François Pignon (Daniel Auteuil) é um homem que está divorciado há 2 anos, mas permanece apaixonado pela ex-mulher e preocupado com o filho que não o vê, pois ambos consideram o pai uma pessoa sem graça e desagradável. Para completar o drama, Pignon está prestes a ser demitido. Deprimido com a vida, o homem decide suicidar-se, quando conhece seu novo vizinho, Belone (Michael Aumont), a quem conta sua atual situação. O novo amigo lhe propõe uma solução inusitada para salvar o emprego de Pignon: Enviar ao seu chefe uma fotomontagem onde Pignon aparece com outros homens, o que faria assumir sua homossexualidade. De acordo com o plano de Belone, a empresa não demitirá mais Pignon por medo de que isto provoque o protesto da ala homossexual da sociedade, a quem os produtos da empresa também são voltados (preservativos). Inicialmente relutante, já que não é homossexual, Pignon acaba aceitando o plano e vê sua vida se modificar totalmente após as fotos se tornarem públicas.


MINHA CRÍTICA

O filme “O Closet” pode ser considerado muito útil e interessante, por trazer uma série de temáticas que são essencialmente comuns e constantes em nossa sociedade – nota-se que não apenas no país onde se passa o filme (França). Pignon é uma personagem bastante comum: um homem que enfrenta as dificuldades do mercado de trabalho, ainda que tenha formação específica para o trabalho que desempenha; um homem que não se sente satisfeito com a sua vida pessoal, o que influencia a sua atuação profissional e social; um homem cheio de capacidades e valores que precisam ser estimulados e devidamente orientados; um homem que apenas quer se sentir necessário e completo. Quantos de nós já não tivemos problemas semelhantes?
Depois da proposta de Belone, que tinha experiência como psicólogo de empresas, destaca-se sua fala:
- Continue o homem tímido e discreto, não mude nada. O que vai mudar é o olhar dos outros.
Nesse trecho percebe-se o peso da carga de valores morais que a sociedade carrega em si. A formação do homem bom e útil para o trabalho possui um perfil construído historicamente, e tudo o que não se enquadra nesse perfil é destacado. Pignon se encontrava em uma situação dessas, pois ainda que admitisse gostar muito de seu trabalho, não tinha o perfil sociável, animado e amigável que a empresa procurava em seus trabalhadores. Uma pessoa homossexual poderia modificar tal imagem?
A princípio, pensa-se que isso seria mais um agravante na imagem almejada para o mercado de trabalho. E seria em algum outro caso, se aquela empresa específica não considerasse que o produto que lá é fabricado contempla também o público homossexual, e que tal ato de demissão traria para a empresa uma imagem pejorativa e preconceituosa, prejudicando os lucros pela baixa de clientela.
O objetivo dessas palavras não é tratar a questão da sexualidade, mas sim da escolha. Sabendo que sua imagem poderia ser prejudicada, Pignon foi a fundo, assumiu a farsa da homossexualidade, enfrentou as críticas e consequências e abriu novos caminhos para a sua vida, tanto em aspectos pessoais quanto profissionais. Vê-se sua ascensão social, novas perspectivas de desenvolvimento, e amadurecimento. Será que tudo isso pelo simples fato de ele ser considerado homossexual?
De certa forma, o fato gerou polêmica, curiosidade, preconceito de alguns, respeito de outros. Mas Pignon, como sugeriu e orientou Belone, não mudou a sua personalidade, apenas usufruiu positivamente do interesse dos outros como uma forma de mostrar o seu lado divertido, simpático, sutil, enfim, todas as outras características que não tinham espaço na perspectiva de uma pessoa melancólica, chata e sem graça, como assim o personagem tanto foi taxado.
Enfim, o filme gera essa reflexão de melhoria interior de cada um. Pequenos e sutis conselhos de outra pessoa puderam ver a personagem buscar o que há de melhor em si e se melhorar para melhor. Isso foi reconhecido e valorizado, mesmo após a farsa ser assumida pelo próprio farsante, pois o que ficou foram as coisas boas que ele pôde fazer enquanto utilizava-se de outra imagem.
Recomendo o filme. Devemos nos perguntar mais se estamos satisfeitos com a nossa vida, o nosso trabalho, a nossa vida social, e refletir sobre tudo aquilo que podemos melhorar em nós, e consequentemente modificar o ambiente a nossa volta e as pessoas que conosco convivem. Afinal, quanto de nós ainda não “saiu do armário” para mostrar o que há de melhor em si?

domingo, 31 de janeiro de 2010

A lição de Veronika.

Eu assisti ao filme "Veronika decide morrer" esse dias.
Apesar de ser um filme estrangeiro, a obra base é do nosso ator brasileiro Paulo Coelho...Ainda não tive a chance de ler o livro, mas depois de vislumbrar a história cinematográfica, com certeza o farei, principalmente porque geralmente os livros são melhores do que os filmes...

Bom, antes de tudo, vou avisando que vou falar de alguns spoilers. Para quem não sabe, spoiler é quando a gente não omite os fatos da história, quando contamos mesmo, então é bom para: curiosos, pessoas que já conhecem a história e pessoas que não se importam em saber antes. Se você se encaixa em qualquer um desses três perfis, fique a vontade! Senão, recomendo ler o livro ou assistir ao filme antes de continuar...Tem sinopse na Wikipédia http://pt.wikipedia.org/wiki/Veronika_decide_morrer e o trailer abaixo:



__________________________

O filme é realmente incrível e intenso...Não achei que me interessaria porque no começo parece ser muito monótono, mas a própria situação é curiosa...Por que ela decide morrer? Por que ela sobrevive? Por que ela vai parar naquela clínica?
O que eu quero chamar atenção aqui é para a lição do filme...Pois o médico que cuidava daquela clínica psiquiátrica disse à Veronika que ela tinha se prejudicado ao tentar se matar e que só iria viver alguns dias...E isso foi apenas uma forma de ele impulsioná-la a viver todos os dias com toda a intensidade de se saber que pode ser o último dia de sua vida...
Será que todos nós precisamos disso? Precisamos saber que vamos morrer em pouco tempo para valor ao que temos, para aproveitar o que não aproveitamos, para fazer da vida a vida imensa que é? Eu vivo dizendo nesse blog: Carpe Diem, carpe diem!!! Você realmente sabe o que significa isso?
Carpe diem significa não deixar que a sua vida seja uma rotina, é dar valor às pequenas coisas mas saber que o novo é o que sempre dá mais brilho ao que já se tem...Que experimentar o inesperado por ser realmente inesperado, que aqueles momentos insanos e maravilhosos que temos devem ser aproveitados como se fossem os últimos, porque com certeza pessoas dariam tudo para ter esses momentos...! E não os fazem porque o medo é maior, maior do que essa forma de encarar a vida, essa forma louca que faz com que a vida pareça sim ter todo o sentido possível!


Dançar e cantar bem alto na rua. Correr até as pernas não aguentarem. Dar adeus aos ônibus e gastar um dia inteiro andando pela cidade. Comer chocolate. Assistir seriados coreanos. Seriados japoneses. Filmes românticos, comédias...Romance em livros! Ficção. Beber Smirnoff Ice. Rebolar e dançar ouvindo Shakira. Comer pão com sorvete. Escrever coisas aleatórias. Fazer desenhos. Seduzir ele. Sorrir para pessoas desconhecidas. Dar abraços apertados. Experimentar receitas novas. Fazer petit gateau! Fazer amor. Comprar uma coisa bem legal pra você sem pensar duas vezes. Tirar fotos. Revelar fotos! Dar flores. Fazer um tour pela sua própria cidade. Olhar todos os livros possíveis da livraria. Presentear pessoas. Ligar para os amigos. Jogar UNO e Imagem & Ação. Sex on the beach mais doce. Baixar todos os filmes nostálgicos pra assistir. Desenhar. Se arrumar. Fazer piquenique debaixo do prédio. Subir em árvores.

Meu Deus! Tantas coisas bobas e...maravilhosas!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Viver a vida como?



Hoje vi um filme muito bonito. Seu nome é "Antes de Partir", sobre dois homens que descobrem que vão logo morrer, e decidem fazer a vida valer a pena antes.
Mas ele se tratava de uma coisa muito importante, e simultaneamente, pouco refletida pelas pessoas.
"Porque nesses últimos meses de sua morte, eu vivi os melhores meses da minha vida"


Você...Leitor. Você, que vive e que goza da vida, já encontrou a sua alegria de viver?
Nós nascemos, ganhamos carinho, roupa, comida. Estudamos. Nos desenvolvemos, formamos a nossa personalidade, começamos a sonhar mais alto. Começamos a lutar para não permanecer sob as asas de nossos mentores.
Conquistamos. Trabalhamos. Nos formamos.
Mas enfim!! Somos felizes? Estamos satisfeitos?
Por que queremos sempre mais?
Viver a vida como? Como viver a vida?

Nós sempre vamos querer mais. É o nosso lado sonhador de ser. É o nosso lado que está em constante busca. A busca por se sentir completo, por se sentir realizado...A alegria de viver.
É como se quiséssemos para sempre sentir aquilo que sentimos quando ganhamos aquilo que tanto desejávamos, quando temos sonhos realizados, quando passamos em vestibular, quando somos promovidos, quando nos mudamos para o nosso próprio apartamento...Esse tipo de sensação. Por que não poderíamos simplesmente permanecer daquela forma para sempre?
Eu acho que essas sensações são apenas meios de nos mover adiante. Querendo mais disso, estamos dispostos a prosseguir.
Um dia a minha irmã disse que todos nós nascemos para ser felizes.
E nascemos, de verdade! É isso que buscamos a nossa vida toda.
E deve ser maravilhoso você chegar ao fim dela, olhar para trás, sorrir e dizer "Nossa, valeu a pena..."
As vezes tenho lembranças de meu passado que me trazem essas alegrias. Como eu fui feliz! Ou aquela frasezinha que uns dizem "Eu era feliz e nem sabia!", principalmente, naqueles dias gostosos da infância, que subíamos nas árvores, aprontávamos todas, e toda comida gostosa era o paraíso para o nosso paladar. Ali dávamos mais valor à vida.
E é por isso que todos devem sempre carregar a "criança que há em todos nós".
Ser feliz é agir que nem criança. E ser criança é tão bom! Eu sou menina moça, sou adulta e criança, sou madura e ainda estou aprendendo.
Vivo cada dia de cada vez, não como se fosse o último, mas como se fosse o primeiro.
E sempre, e gradativamente, e sem pressa, vou aos pouquinhos, encontrando a minha alegria de viver.
E você, já encontrou a sua? :)

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

A Corrente do Bem



Vários filósofos, em suas teorias, afirmaram que o ser humano não pode ser um ser individualista, que necessista de seus semelhantes para viver...

Infelizmente, hoje as coisas não funcionam dessa maneira. O Ser Humano é uma das raças mais magnifícas que existem, porém, uma das que mais fracassaram...pois destroem a si mesmos, aos outros e ao meio em que vieram a existir...Isso é realmente, realmente triste.

O que é para vocês, ajudar ao próximo? É simplesmente fazer uma ação de caridade, doando algo para alguém? É o que a maioria das pessoas pensam.

Um dia, conversando com um amigo, ele me afirmou que jamais salvou a vida de alguém. Eu sorri e disse que isso seria impossível...e ele olhou pra mim e perguntou se eu o já havia feito. E eu confirmei com a cabeça. Nós sempre teimamos em enxergar as coisas sob uma única perspectiva...como eu falei para esse amigo, para mim salvar vidas é se doar um pouco para alguém que esteja ou não precisando. Não é simplesmente chegar e dar alguma coisa, mesmo que não esteja esperando algo em troca. E disse pra ele que eu já tinha salvado a sua própria vida, em um momento crítico em que ele se sentia mal e precisava muito desabafar e ouvir algumas palavras de carinho e consolo. Pra mim, isso é tão importante quanto a ação que eu fiz em um dia de Páscoa, quando uma senhora veio à minha porta pedindo o que comer, pois não o tinha há uma semana. É claro que eu desci com um prato feito, mas isso não foi o mais importante, e sim o abraço que eu dei para sufocar as suas lágrimas e a compahia que eu ofereci enquanto ela saciava a fome.

Nós nos apegamos muito ao generalizar as coisas. Hoje eu ouvi mais de sessenta pessoas falando que nunca conheceram pessoalmente um alguém que pratica boas ações. Poxa, fiquei muito triste ao ver que a maioria das pessoas hoje em dia é assim. E são essas pessoas que decidem não fazer nada, e depois ou até mesmo antes reclamam da situação do mundo. Eu tento muito reverter a situação, é muito difícil, sou apenas um Trevor, sozinha não dou conta, mas não quer dizer que eu irei desistir. Não vou dizer que é fácil nos modificar. Não, não é. Nada fácil. Mas o medo sempre quer aparecer, sempre tenta nos limitar de alguma forma. E é sucumbindo ao medo que deixamos de agir. Que deixamos de tentar. Que deixamos de prosseguir e fazer coisas boas nessa vida.

Eu gostaria muito de fazer o meu melhor, não posso dizer que sairei vitoriosa, mas não quero deixar de tentar. Poxa, nós nascemos para ser felizes, mas será que é possível ser feliz sozinho vendo a desgraça dos outros? Eu tenho certeza, que se cada um fizesse quase nada, coisas pequenas, como salvar vidas, o mundo não estaria tendendo para o fim como está a cada momento que é percorrido pelo tempo. É claro que primeiramente não é possível fazer algo por alguém sem antes fazer algo por nós mesmos. Mas isso não quer dizer que devemos ser tão egocêntricos.

Bom, hoje eu só tive uma pequena intenção de deixar aqui um desabafo de mais um devaneio aleatório provocado por fatos quaisquer da vida rotineira.


Não estou pedindo para ninguém fazer algo, pois cada um de nós tem o seu livre arbítrio. Só peço que reflitam sobre a caridade verdadeira, e que com isso pensem em seus sonhos mais profundos, seus sentimentos, seus erros - grandes professores - seus aprendizados, seus objetivos, suas mágoas, as pessoas que vocês gostam, que estão mais próximas a vocês - família, companheiros, amigos, colegas - e em seguida, olhem para o mundo, e percebam que todos somos humanos como você, sentimos as mesmas coisas, e no fim só queremos ser felizes. E precisamos uns dos outros - sempre.