sexta-feira, 18 de julho de 2008

Viver a vida como?



Hoje vi um filme muito bonito. Seu nome é "Antes de Partir", sobre dois homens que descobrem que vão logo morrer, e decidem fazer a vida valer a pena antes.
Mas ele se tratava de uma coisa muito importante, e simultaneamente, pouco refletida pelas pessoas.
"Porque nesses últimos meses de sua morte, eu vivi os melhores meses da minha vida"


Você...Leitor. Você, que vive e que goza da vida, já encontrou a sua alegria de viver?
Nós nascemos, ganhamos carinho, roupa, comida. Estudamos. Nos desenvolvemos, formamos a nossa personalidade, começamos a sonhar mais alto. Começamos a lutar para não permanecer sob as asas de nossos mentores.
Conquistamos. Trabalhamos. Nos formamos.
Mas enfim!! Somos felizes? Estamos satisfeitos?
Por que queremos sempre mais?
Viver a vida como? Como viver a vida?

Nós sempre vamos querer mais. É o nosso lado sonhador de ser. É o nosso lado que está em constante busca. A busca por se sentir completo, por se sentir realizado...A alegria de viver.
É como se quiséssemos para sempre sentir aquilo que sentimos quando ganhamos aquilo que tanto desejávamos, quando temos sonhos realizados, quando passamos em vestibular, quando somos promovidos, quando nos mudamos para o nosso próprio apartamento...Esse tipo de sensação. Por que não poderíamos simplesmente permanecer daquela forma para sempre?
Eu acho que essas sensações são apenas meios de nos mover adiante. Querendo mais disso, estamos dispostos a prosseguir.
Um dia a minha irmã disse que todos nós nascemos para ser felizes.
E nascemos, de verdade! É isso que buscamos a nossa vida toda.
E deve ser maravilhoso você chegar ao fim dela, olhar para trás, sorrir e dizer "Nossa, valeu a pena..."
As vezes tenho lembranças de meu passado que me trazem essas alegrias. Como eu fui feliz! Ou aquela frasezinha que uns dizem "Eu era feliz e nem sabia!", principalmente, naqueles dias gostosos da infância, que subíamos nas árvores, aprontávamos todas, e toda comida gostosa era o paraíso para o nosso paladar. Ali dávamos mais valor à vida.
E é por isso que todos devem sempre carregar a "criança que há em todos nós".
Ser feliz é agir que nem criança. E ser criança é tão bom! Eu sou menina moça, sou adulta e criança, sou madura e ainda estou aprendendo.
Vivo cada dia de cada vez, não como se fosse o último, mas como se fosse o primeiro.
E sempre, e gradativamente, e sem pressa, vou aos pouquinhos, encontrando a minha alegria de viver.
E você, já encontrou a sua? :)

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Colhendo frutos.


Ahhh não sei exatamente o que dizer, apenas...PASSEIIIII!
Hoje acordei nervosa, tremendo por dentro. Estudei tanto durante o semestre...Plantei todas as boas sementes...Será que crescerão?
Eu tive medo...Eu chorei, eu me senti só, eu quase desisti.
Mas não estava só, de maneira alguma. Profissionais maravilhosos, amigos, namorado, família...Todos estavam presentes, de alguma forma, me dando o apoio que eu precisava.
Bem, hoje, umas 16:30, tomei o ônibus rumo a Universidade de Brasília. Corri, e ali, em frente à lista, estava meu querido, sorrindo para mim em meio à fuzuê dos aprovados. Disse enfim que eu consegui, que eu havia passado. A ficha não caiu. Corri para o mural. Ali estava: Luiza Callafange dos Reis
Não sei descrever o que eu senti no peito...Só sei que abracei meu companheiro e chorei de despejo de medo bobo e alegria intensiva. Corri para a multidão, onde professores e funcionários do meu cursinho se encontravam, torcendo pelos alunos. Levei ovadas, farinhadas e tintadas, abraços e carinhos. Esse tipo de felicidade é indescritível.
Enfim, queria apenas compartilhar com meus leitores a prova concreta de que minha ausência temporária neste blog foi muito bem justificada.
Aqui deixo esses poucos relatos de uma caloura entusiasmada.
E claro, eu gostaria muito de agradecer a todos que me apoiaram. Pai, Mães, irmãos, amigos, namorado, professores...Muito obrigada!
Não vi muitos nomes que gostaria de ter visto naquela lista. Pessoas com quem compartilhei batalhas, e que merecem essa Glória tanto quanto eu. Estou torcendo por elas, assim como elas sempre estiveram torcendo por mim.

Bem...Então, "plantem e decorem o jardim de suas almas", como disse Shakespeare, pois o dia da colheita há de chegar!

:)

terça-feira, 15 de julho de 2008

E viva alguns clichés!



Cá estava eu aqui na calada da noite, divagando...
Ouço por aí muita gente dizendo "Ah, isso é muito cliché..."
E qual o problema de ser? Se hoje existem frases feitas, alguém as fez, não é mesmo? Isso por acaso quer dizer que estamos imitando alguém, ou expondo o que sentimos?
Eu te amo hoje em dia já virou cliché. Isso é um absurdo! Falar que se ama alguém não é falta de originalidade, é apenas sinceridade. Amor sincero é a coisa mais pura e difícil de se ver por aí, não acho que deveria ser cliché. Mas também, há outros casos...Existem "Eu te amo" s falsos por aí, crus e frios, sem intensidade ou significância. Pessoas exageram e extrapolam. Mas...Pessoas não são iguais. E no fundo, são tão parecidas!
Afinal de contas, quem criou esse tal de cliché? Vão dizer que nunca pensaram em algo que alguém já pensou antes? Muitas vezes eu tive idéias que achei super criativas por ter plena certeza de que ninguém mais teria pensado nisso, e quando vou ver...Lá estão elas, prontas e montadas, exatamente como idealizei.
Clichés não passam de meros estereótipos.
E sabem o que mais? Eu quero mais é ser feliz!
Eu te amo é quase que a voz do meu coração. Comédia romântica com final feliz é prazeroso ao meu ver, e fotos em preto e branco são lindas de viver. E não me importo com aqueles que reclamam por criarem seus conceitos de "mesmisse". A vida é maravilhosa, não importa quantas vezes haja repetições, por mais parecidas que sejam, tão diferentes são!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Em memória de um passarinho


Acho que a Vida está tentando me dizer alguma coisa...
Um dia desses, enquanto saí com a intenção de finalmente conseguir caminhar ao lado de minha irmã, nos deparamos com um filhotinho. Um passarinho bem pequenininho, com as peninhas ainda crescendo. Ele estava paralizado no chão e mal se movia, tremendo de frio e medo. O acolhemos...tão pequeno! Como faríamos? Passei um dia o alimentando e aquecendo, mas tive medo de deixá-lo morrer nas minhas mãos...E logo consegui alguém para acolhê-lo. Aí recebi depois a notícia de que ele não sobreviveu.
Quando o encontramos, ele parecia estar quase desistindo de resistir..Mas na manhã seguinte, acordamos com seu pio, e o danado já tentava voar, com pouco sucesso. Tentei até fazer com que ele voasse para casa, perto da árvore de onde o encontramos, mas ele voou em direção a minha blusa...
O pequeno até se empoleira no dedinho e come toda a bananinha amassada que é colocada pertinho do bico.
Eu cuidei bem dele, e poderia muito bem continuar fazendo.
Mas não quis, tive medo, queria desesperadamente entregá-lo a alguém que cuidasse melhor que eu. Talvez isso seja porque quando pequenina, costumava pegar pequenos bichinhos junto com a minha irmã, e por falta de experiência, sempre acabávamos os matando...Mas agora vejo que ninguém faria melhor. E a prova crua disso está no perecer do passarinho.

Bom, aqui está um devaneio bastante pessoal - mas de certa forma, todos são...
Nós temos muito medo de fazer as coisas que conturbam o nosso padrão de cotidiano, não? É só aparecer qualquer coisa incomum que já ficamos com o pé atrás, com medo de arriscar, de falhar, de perder. Eu, particularmente, sempre tive dificuldades de me arriscar.
Entretanto...Confesso que as vezes em que me arrisquei sempre foram maravilhosas, de alguma forma. Se não prazerosas, me ensinaram algo muito importante. Sempre enxergo a minha volta pessoas com medo de se arriscar, mas no fundo, quem tem mais medo sou eu. E é por não perceber isso que se perde o que se poderia ganhar.
Sou bastante imatura para muitas coisas, reconheço. Mas se dizem por aí que sábio é aquele que sabe admitir seu erro...Estou progredindo! Não sou incapaz, quando fui maior que meu medo vi a veemência e a instância com que as coisas se desenrolaram.
Somos muito mais capazes do que temos idéia. É por isso que determinação e sonho são mister em nossa caminhada da vida.
Não tenham medo de dizer do que gostam, o que pensam, o que sonham, o que amam. Não tenham medo de fazer coisas novas, de fugir da rotina, de se aventurarem, de serem felizes.
É isso que tenho a dizer do que eu percebi, porque sempre sabia.
Em memória de um pequeno passarinho.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Você já olhou para o céu hoje?



"Você é apenas um pontinho minúsculo, que ousa saber que é feito da mesma matéria das estrelas, mas insignificante, no meio da imensidão de muitas galáxias que você está vendo no céu. Ao mesmo tempo, esse firmamemento que o encanta é apenas o reflexo do passado. A luz do astros viajou milhões ou bilhões de anos terrestres para chegar até aqui. O que você está vendo é um céu de diferentes idades, variando as idades com a distância de cada corpo celeste que você consegue ver a olho nu. Contemplando o cosmos, tudo o que vemos é passado.
(...)
A emoção que nos causa um céu realmente estrelado, daqueles que só podemos ver ao longe das grandes cidades e, preferencialmente, na montanha, é algo difícil de descrever. Se nos dispusermos a deitar no chão e fitar o firmamento por algum tempo, logo nos sentiremos mergulhados nele, como se as estrelas nos abraçassem, como se velhas conhecidas.
Esse é um caminho para viver os mágicos momentos de harmonia, ou de sintonia, com a natureza, com o mistério da nossa vida, do qual fugimos sempre, fingindo-nos imortais e muito ocupados com a nossa sociedade."

Eis aí um trecho interessante do livro que estou lendo: "...Todas as mulheres são bruxas", de Isabel Vasconcellos. Não julguem o título, é um livro maravilhoso com lições muito importantes que todos deveriam ter ao menos uma ligeira noção. Enfim, aqui coloco o devaneio que tal leitura me provocou. Na verdade, cada capítulo explicativo me cria idéias para escrever, mas muitas vezes acabo deixando-as ao léu, e acabo por não compartilhá-lhas. Minhas sinceras desculpas, leitores, realmente acabamos "fugindo" das coisas sem nos dar conta...

Mas então. Você já olhou para o céu hoje? Sempre me pego obcecada por tal arte da natureza. Sempre me perguntei muito por quê o céu é azul. A resposta está em como os raios solares interagem com a nossa atmosfera terrestre, e aqui posso afirmar que nem sempre o céu é azul, tanto que o vemos negro à noite ou até avermelhado ao pôr do sol. Mas o céu...É esplêndido, seja como for.
Vocês já se perderam no céu? Não há um dia em que eu não o contemplo, há sempre uma janela aonde eu estiver para o fazer. Não importa o tempo em que o observe, me dá sempre uma sensação de paz e tranquilidade, que nem aqueles dias em que ficamos em contato direto com a natureza. Acho que somos muito estressados com a vida cotidiana e muitos de nós acabam não dando valor a essas pequenas coisas...Eu disse pequenas? Não, não mesmo...O céu é imenso! Olha só, parece que não acaba!
Este é realmente um devaneio...Que assunto estranho, é só o céu oras! Mas...Teimo em dizer que "só" o céu...já é um meio maravilhoso de me acalmar, de me relaxar. Por que não para outros?
Ué Luiza, mas e os dias nublados? Adoro eles também. Há muitos anos atrás, escrevi bem assim no meu caderno de escola:
"Chuva são lágrimas de uma planeta que chora por falta de cuidado e valor"
Poético...Mas hoje, já digo que a chuva é linda, como dito em um devaneio anterior, pode até ilibar todo o mal, ajuda a vida a crescer, ainda que as vezes venha a provocar dilúvios...Que todos os que foram prejudicados com eles me desculpem, mas os dilúvios também são necessários...Infelizmente, as pessoas de nosso mundo precisam de dor também para que possam aprender. E mesmo assim, há ainda as que não captam as mensagens que as tragédias da Terra nos trazem.
Algumas vezes em que me vi frustrada com algo, olhei lá fora e vi o céu conturbado, como se ficasse zangado pelo meu sentimento ruim e tentasse me corresponder, me consolar. A chuva que ele me traz também me faz dormir mais aconchegada. O sol que nasce na alvorada também entra no meu quarto para me dar bom dia. As estrelas estão sempre ali, sábias e antigas, brilhando para nós, como se zelassem por nós. E é ali no céu que vejo o meu astro mais querido, a lua linda que resplandesce na noite que cai.
Pintura viva...Cheia de algodões com mil formatos que já tanto brinquei, ou até mesmo o belo azul nu, rosa, vermelho, laranja e amarelo. Tão bonito o céu!
Você já olhou para o céu hoje?

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Expectativas



O que acontece quando as nossas expectativas não são correspondidas?
Sabemos muito bem o que acontece. Ficamos magoados, irritados, deprimidos. Mas isso vem apenas e nada mais além da nossa mente. Por quê criamos expectativas?
Uma pessoa em especial tem me ensinado um pouco sobre isso. É que nós somos muito diferentes em algumas coisas, e as vezes eu acabo idealizando coisas que eu queria que ela fosse ou que ela fizesse. E é claro que ela não vai atender a isso, ela é o que é e não vai se modificar por minha causa. E afinal, eu gosto dessa pessoa porque ela é o que é, não o que eu gostaria que ela fosse, certo?

Uma vez meu pai me disse "É impossível não criar expectativas, uma hora ou outra isso acaba acontecendo." Eu concordo com ele, as vezes perdemos um pouco o controle da nossa mente e somos dominados por sentimentos ruins e egoístas...Mas nós mesmos que escolhemos abrigar ou não esse tipo de pensamento. Não que sejamos fracos...Não somos perfeitos. Mas a maioria acaba por abrigar. Digo isso porque conheço pessoas, e como uma delas, erro também. O mais importante é que se aprenda com isso, que se aceite isso e se saiba que é bobeira, que há a oportunidade de compreender a si mesmo e tentar melhorar, sempre.
Hoje eu esqueci essa história de expectativas, e o meu dia foi lindo.
Recomendo a experiência! E quem sabe...Torne-se prática. :)

sábado, 14 de junho de 2008

O retorno!


Meus felicíssimos cumprimentos a todos!
Primeiramente, gostaria de agradecer à minha amiga Mare, que deixou uma postagem de homenagem e amizade enquanto estive ausente. Obrigada querida amiga...Você faz falta, sabia?
Não pensem que abandonei este canto de devaneios meus, mas como dito anteriormente, estava em uma época de batalhas, não que eu tenha saído dela, mas o semestre de cursinho se encerrou enfim e as provas de vestibular foram realizadas neste fim de semana – Quer dizer, a segunda parte ainda é neste domingo, mas já posso vir aqui contar-lhes um pouco da minha rotina. Não vou dizer como me saí, porque já não importa, dei o meu melhor, assistindo aula de segunda a sábado das 07h20min da manhã até 12h50min e estudando nos mesmos dias das 14 da tarde até as 21:00 da noite, num local que lá nomeiam “Cemitério”, justamente pelo silêncio das mentes que se afundam em esforço...
Dei realmente o que pude de mim mesma, e não quero me descabelar com medo do resultado, porque para mim eu já tive resultado, pude estudar muito e me vi crescer e amadurecer em muitas coisas. É realmente outra coisa quando estudamos não para passar de ano na escola, mas porque queremos fazer algo e queremos aprender... Seria maravilhoso se todos pudessem pensar dessa maneira, não?
De qualquer forma, este semestre valeu e muito a pena para mim. Acabei ficando distante de algumas pessoas que prezo muito, mas também pude ficar um pouco mais próxima de pessoas queridas e pude conhecer pessoas maravilhosas que vieram para ficar na vida – Paulo, Tamires, Natália, Leonardo e Karen.
O Paulo, em especial, ficou ali ao meu lado a maior parte do tempo, batalhando paralelamente à minha luta, e nos apoiamos muito mesmo, gostaria que ele soubesse como lhe sou grata por isso.
Tamires, me perdoe por usar seu nome, mas quero que as minhas palavras soem o mais sérias possíveis, porque quando se trata de sentimento, o meu é o mais sincero possível, e você com certeza tem grande significado nos meus dias ao seu lado – e mesmo nos dias sem você!
Natália... Como foi bom ter conhecido você. Eu não achei que existiria alguém assim tão pertinho de mim com tantas semelhanças! A gente as vezes se questiona sobre “almas gêmeas”, mas com as nossas experiências...É impossível dizer que não existam.
Leonardo, pelo pouco que compartilhamos também me deu muito apoio e sei que sempre estará ali quando eu precisar, assim como ele sabe que eu estarei.
Karen, querida Karen, que veio tão firme para a minha vida. Eu nunca vou esquecer do dia em que você me acompanhou ao shopping para procurar presentes de dia das mães para as minhas duas, a sua insistência, o seu apoio e os momentos que tivemos ali juntas, vendo coisas divertidas, conversando e tomando um Chocomac. Você, sem almoço e tendo uma aula para assistir, ficou ali até se certificar que eu estaria bem e compraria o que precisasse. E ainda pegou um ônibus que dava uma voltinha a mais só pra me acompanhar. Agradeço muito o seu apoio e a sua amizade, desejo toda a felicidade do mundo nesse seu coração, que é tão tão bonito!
Enfim, tinha que falar um pouquinho dessas pessoas, que foram tão importantes para mim.
E além delas, há uma mais. Uma pessoa que eu acabei me distanciando um pouquinho, mas mesmo assim parece que estamos sempre próximas. Uma pessoa que desde que me conhece me deu apoio e força, uma pessoa linda por dentro e por fora que sempre me ouviu, me aconselhou e me deixou chorar. Uma pessoa que eu gosto demais, que entrou comigo para este cursinho, e mesmo em meio a dificuldades que se sucederam, não pretende desistir de seu sonho, não importa quantas vezes tenha de tentar. Alguém que eu amo imensamente, e que estou sempre torcendo. Uma pessoa chamada Tatiane.
Eu realmente sou grata a muitas pessoas, pelo apoio que me deram e pelos sorrisos que me provocaram. Não sou muito de fazer propaganda e essas coisas, mas o Dínatos realmente fez diferença na minha vida. Os monitores maravilhosos que foram sempre atenciosos e pacientes comigo, tirando as dúvidas mais bobas às mais complexas; Professores excelentes que me fizeram entender coisas que na escola odiava por não querer conhecer – E aqui tenho muito que agradecer ao professor Neto, que por ter me ouvido chorar uma única vez influenciou e muito no meu empenho. Aquele lugar é maravilhoso, vou sentir falta, mesmo com força sobrenatural que fiz para me manter.
Enfim, esse post é só uma pequena forma de comunicar-lhes que meus textos voltarão. Talvez não tão constantemente, já que ainda tenho muito a conquistar, mas sempre que possível, virei, com os meus Devaneios Aleatórios.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Amar-te.

Olá, leitores. Como no poste a baixo ficou bastante claro, a Luiza está ausente por uns tempos, mas, via msn, ela me fez uma oferta. Disse que adoraria que eu deixasse devaneios meus aqui. Pois bem, aqui estou. Poderia fazer um texto falando sobre qualquer coisa, até mesmo sobre nada... Entretanto, hoje pretendo falar de uma pessoa. Uma pessoa maravilhosa.
Dessa pessoa sinto uma saudade tão absurda que em meu peito, meu coração encontra-se totalmente apertado. Parece até que bombearam sangue demais para ele e está prestes a explodir.
Faz pouco tempo desde o início de nossa temporária despedida, mas e essa saudade? Ela veio rápido demais, não? Talvez eu tenha deixado-me cativar depressa demais...
Ah, se essas simples palavras, uma carta que será enviada ou até mesmo um e-mail mandado pudesse suprir minha reais necessidades de ti, seria perfeito!

Querida Luiza, é só isso o que hoje vim aqui dizer. Sinto sua falta.
Você é uma amiga como poucas, especial em demasia. De todas as estrelas do céu distante, você é aquela brilhante, estrela cadente.
Esforce-se, estude, dedique-se e me traga bons resultados, eu lhe peço! Torço por ti a cada instante! Sei que vai conseguir. E nunca, mas nunca mesmo, se esqueça de que mesmo que no Rio de Janeiro, existe uma pequena pessoa que gosta muito de você.

Aguardo (e aposto que todos os leitores também) seu retorno.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Fora do Ar!

Aos meus fiéis leitores,



Este semestre, me comprometi iniciar um cursinho e me dedicar aos estudos - Não por obrigação, mas porque eu cansei de levar a vida de estudante como algo sem valor, e realmente quero me esforçar para conseguir fazer Psicologia, e quero tentar a Universidade de Brasília para conseguir desta vez, porque nas outras eu só quis tentar, não quis realmente me esforçar para conseguir.
Sentirei falta de escrever aqui...E de fazer muitas outras coisas as quais julgo importantes, ou estar com pessoas que realmente significam. Mas sabem...No início deste ano, eu fiz uma promessa. Disse para mim mesma que este seria o meu ano, o momento de eu me dedicar a mim e aos meus sonhos. E este ano farei muito mais que o meu melhor para que um sonho deixe de ser sonho, para que um sonho seja realidade. Então, vim me despedir temporariamente para poder iniciar e atingir as minhas metas a partir desta semana. Mas não se preocupem, meu intuito de me desligar de algumas coisas é apenas por este semestre, pois em seguida, terei muitos devaneios para compartilhar com todos.
Além do mais, se eu conseguir ter acesso ao virtual, para aqueles que precisarem se comunicar, acessarei quando puder meus e-mails.
Agradeço muito o apoio e o gosto daqueles que lêem e apreciam meus Devaneios Aleatórios.
E também por todos os amigos maravilhosos que tenho.

Obrigada, leitores meus!
Aguardo ansiosamente o alcance de minhas metas e meu retorno à este mundo que tanto prezo, de palavras e universos!

Luiza - ou como diz o próprio significado de meu nome,
Guerreira Gloriosa.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Mundo das Canções



"Ela encara a tela de seu mundo virtual. Certeira, vai diretamente aos arquivos de música nomeados com a artista Loreena Mckennit, e vai abrindo um por um, em seus próprios intervalos de tempo. As músicas são sempre parecidas, mas sempre diferentes. Vão entrando devagarzinho no ouvido, penetram a mente e a levam para um outro lugar. Algum lugar que ela desconhece e conhece, como se um dia estivesse existido ali...Algum lugar onde a mente se solta, onde todos os sentidos estão mais aflorados, onde todas as cores são mais fortes, todos os aromas mais doces e o corpo tão leve voa e dança com o beijo dos ares."

Música. Há algo mais profundo? Há quem goste e quem não goste de música. Há quem goste de todos os tipos, de tipos únicos, de tipos diversos e tipos que não têm relação nenhuma uns com os outros. Há quem goste de barulho, há quem goste de melodia. De letras bem feitas, de letras que farão com que alguém se identifique, se emocione, se revolte. Há também quem goste de letra nenhuma, onde o real significado vem da canção, das batidas, do tempo, dos intrumentos, do compasso, do passo, da sensação.
Eu amo música. Fazem parte de meu canto, meu cotidiano, meu livre-arbítrio, meus sentimentos, meus sonhos, meus medos, meus lados todos de ser. E não quero saber qual rótulo me darão por elas. Gosto de Epica, de Loreena, de Blackmore's Night, de Pitty, de Rammstein, de Inkubus Sukkubus, O Teatro Mágico, Mozart, Apocalyptica, Beethoven, música celta, medieval, MPB, metal gótico, industrial, as músicas de "O fantasma da Ópera", de Moulin Rouge, de Animes...De muita coisa! Adoro violão celo, violino, piano, gaita de foles, órgão, harpa, as notas, as vozes, os gestos, as técnicas...E tanto mais...Mas este devaneio já tem tantas vírgulas, que deixarei para meus leitores implementarem seus mundos de canções.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Chove, Chuva...

"A chuva cai todos os dias

Como se não tivesse fim...

E eu, atónita, observo as gotas frias

A lavar os prantos em mim"




A chuva é capaz de ilibar até o mal que permanece com as brigas. E brigas...
Brigas são coisas tão tolas...Mas também inevitáveis em nós. Pessoas brigam quando idéias, conceitos ou sentimentos se divergem. Não aceitamos o fato de estarmos errados, geralmente sempre acabamos nos defendendo com o ataque...E os valores somem, o respeito e o limite são transcendidos e acabamos extrapolando...Quantas vezes agimos ou vemos pessoas agirem jogando frases que jamais diriam em seu perfeito juízo? Brigas nos regridem, nos machucam, nos jogam ao chão.

Me pergunto por que elas acontecem...As pessoas precisam se respeitar, e respeito não quer dizer sucumbir às vontades do outro...

Mas afirmo também, caros leitores, que as brigas, por mais terríveis que sejam, são necessárias. Com as brigas, enxergamos além do natural. Uma pessoa em estado agressivo expressa tudo aquilo que não tem coragem de assumir, mesmo que pensasse em coisas por pensar e jamais tivesse intenção de revelá-las. Com as desavenças somos capazes de ver as coisas sob diversas perspectivas, talvez até encontrar alguma solução.

Brigar enfim é uma forma de envolver-nos com o universos dos outros...É um meio de repensarmos nossos atos e agirmos de forma diferente. É uma condição imposta para que possamos refletir e em seguida progredir ou regredir. No fim...Só depende de nós!



Ahh, a chuva...A incessante angústia que molha o mundo lá fora...

Espero que ela passe pelos cantos aflitos e "lave-os embora".

Porque quando a chuva cessar...O sol volta a iluminar todos estes cantos...Todos estes mundos e universos, corações e flores.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Metu.



Medo.
do Latim metu


s. m.,
terror;
receio;
susto.


loc. adv.,
a -: com receio.


O que é o medo? Uma sensação, um sentimento, uma ilusão?

Se o ser humano considera-se imperfeito, o medo é uma das coisas que o torna digno de tal imperfeição. Não importa de que maneira, o medo sempre tenta nos limitar de alguma forma. Muitos tentam e conseguem lutar contra ele, outros sucumbem e se consomem.

Em minha opinião, tudo tem um limite, até o próprio medo. As vezes somos deixados levar por essa dor a um tal ponto que tornamo-nos incapazes de realizar qualquer outra coisa. O medo nos limita, nos impede, nos segura, nos atrasa.

Não quer dizer que eu não o tenha também. Sou humana, como qualquer pessoa. Mas ultimamente tenho observado muito como isso mexe com as pessoas. Como elas são impedidas por elas mesmas de prosseguir, mantendo o medo dentro delas.

E ninguém disse que é fácil vencer um medo. Não, não é, e eu me atrevo a dizer que estou lutando contra um agora. O medo já me fez perder muitas vezes, e por experiência própria, posso afirmar que isso é matante, e depois de muito, posso compreender finalmente como é importante lutarmos contra esse...sentimento, que sempre nos assombra a mente de uma forma ou outra.

Porque se nós mesmos não tomarmos essa iniciativa, quem tomará por nós?

domingo, 6 de janeiro de 2008

Cooper

O relógio marca seis horas e meia da tarde. Ela desce as escadas, ajusta mais uma vez o prendedor para se certificar que os cabelos se manterão ali presos. Hoje o sol já não está tão forte, e há até uma leve brisa passando pela grama que não é aparada há tempos. Ela começa a preparar os músculos, esticando-se como se fosse tocar o céu. E inicia sua jornada.
Primeiramente começa seu percurso a curtos e ligeiros passos, para poder respirar e observar o mundo. Naquele horário sempre há simpáticos velhinhos para desejar-lhe uma boa tarde, e também pessoas daquela pequena região que estão retornando do trabalho para casa, ansiosas para poderem ter seu restinho de dia para descansar. O céu na maioria das vezes está limpo, e sempre há algumas nuvens que podem ter infinitas formas que ela mesma cria em mente. Suas cores são diversas com o azul misturando-se ao vermelho e amarelo do sol poente. Quando seu percurso ganha a primeira volta, ela começa a correr.
Não importa agora se a julgam, se ela não está com a aparência das mais agradáveis, se ela tem problemas, se ela tem defeitos. Ali nada importa. Só há agora o foco da continuidade. Ela toca o chão com os pés com uma força maior, para poder ser mais rápida. Só há mais chão pela frente, até aonde ele a levar. A respiração já está ao ponto ofegante, a roupa começa a ficar molhada e as gotas de esforço lhe escorrem pela face, pelas costas e pelo busto, o coração já ameça saltar para fora...Mas ela não vai parar...Não vai desistir...Ali é o momento em que ela se sente mais viva, que ela sente a vida se manifestando dentro dela, e também fora, onde a brisa procura aliviar um pouco o calor que se espalha por cada ponto de seu ser...E ela não quer parar...Porque sabe que no fim terá respostas e resultados para todos os pensamentos que foram organizados e para tudo o que ela deseja alcançar.
Já é tarde. Ela se encosta na parede, desce até o chão, sem forças. A garrafa de água se encontra completamente vazia, e seu corpo está esgotado, está latejante, e seu coração quase que tem um som contínuo de tão veloz que salta. E ela se sente maravilhosa. Vida!
Levanta-se, estica-se novamente, alongando todos os seus membros utilizados nesta pequena jornada. Volta para casa, a fim de tomar um banho fresco e delicioso, para ter a firmeza e a certeza de terminar bem o seu dia, antes de deitar-se e deixar que o corpo exausto tenha uma noite de renovação, antes de começar de novo amanhã, uma nova batalha.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

O que você precisa?

Divagando neste momento, me perguntava sobre o futuro...Sobre o que quero. Acho que é muito difícil se conseguir todas as coisas...O que nos move para frente é a vontade, é o querer algo, e se tivéssemos tudo, por que estaríamos aqui? Para desfrutar desse tudo? Mas somos tão imperfeitos que uma hora cansaríamos...E no fim acabaríamos não progredindo...

Acho enfim que sempre precisamos de algo, que é o precisar que nos motiva a lutar pelas coisas...Que nos traz o amadurecimento pelas experiências e aprendizados...
E de onde vem essa motivação? Já houve o tempo em que eu disse que era motivada por outros...Mas hoje enxergo que a motivação para agir, para lutar, parte de nós mesmos. Nós temos um poder excepcionalmente extenso para transformar as coisas, e haja Lavoisier! As vezes precisamos desistir de muitos sonhos e de muitas coisas que julgamos preciosas, mas me atrevo a dizer que é impossível ter tudo o que queremos, pois dessa forma jamais teríamos sempre essa vontade de algo novo. Temos o poder de fazer tudo, mas tudo não podemos ter, tudo não podemos oferecer...Seria então por isso que somos considerados imperfeitos?

Eu tive de desistir de algumas coisas para poder lutar por outras...E sei que terei de fazer o mesmo agora...E afirmo que não é fácil e não será nada fácil, que precisamos ser fortes para com essas desistências e mais ainda para prosseguirmos...Contanto que mantivermos em mente sempre o que queremos - Sim, o que queremos, e não o que não queremos. Influência do filme "O segredo" ? Isso mesmo, eu o assisti hoje, pela segunda vez. Na primeira vez ainda estava despreparada para compreendê-lo. Talvez ali haja verdades ou não, mas acredito sim que devemos focar o que queremos de todas as formas possíveis.
Eu aspiro ao sucesso, ao meu curso de psicologia, e não é o único curso que eu gostaria de fazer, meus interesses não têm fim! Aspiro à uma carreira profissional decente, à uma vida satisfatória. E fazer o que eu puder por outras vidas! E vou acreditar com todos os espaços de minha lúcida mente que isso será realidade. E se algum outro campo me for favorável...Será lucro!

É algo de que preciso. Estruturar este meu Caminho da Vida.

E você...Do que precisa?

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Bem vindo, 2008!

Enfim hoje chegamos ao último dia de 2007. Foi um ano de muitas mudanças para muitas pessoas...Boas e ruins. Agradeço muito pelas ruins, que me fizeram crescer tanto. E agradeço ainda mais pelas boas, que só me trouxeram felicidade. Eu tive neste ano novas perspectivas para ver a vida e encarar as coisas, e pude ver o quanto muitos insistem em enxergar a vida e suas surpresas por um único meio...
Uma vez li um livro chamado "O livro da Bruxa" de Roberto Lopes, que conta a história de um médico que teve a sua vida completamente modificada por uma paciente idosa que conheceu. O principal ensinamento que ela passou foi o fato de sempre ver absolutamente todas as coisas sobre várias perspectivas.
E é desse modo que enxergamos formas de progredir, prosseguir e superar as dificuldades. Além disso, só basta a nossa própria vontade. Nós temos um poder imenso com o nosso livre-arbítrio, porque só nós mesmos podemos caminhar sobre nossas pernas e fazer esta vida valer a pena.
É isso o que eu tenho a dizer, em suma. Façam a vida valer a pena! E não desistam jamais, lutem pelo que querem, e acreditem com tudo que puderem.
Muito sucesso, paz, amor e felicidade a todos!!

Tomei a liberdade de colocar aqui um vídeo que assisti na mensagem de Ano Novo do Luiz, autor do blog Borra de vida , que fala exatamente da questão de lutarmos pelo que queremos.




Não desistam, e um Feliz e Próspero 2008 ! :)

domingo, 30 de dezembro de 2007

A Eterna Espera



"Meu amor por ela me embalava pelo sorriso que em seus lábios brotava a cada dia.

Feliz era apenas em vê-la resplandescente em felicidade, vivendo pelas pequenas coisas que a vida lhe oferecia.

Cada minuto...Eu estive ao seu lado. A amparei, a segurei, a protegi, a abracei.
(...)

E você nem sabia que eu estava lá. Sempre estive...Desde o dia em que veio a este mundo.

E nem mesmo o meu amor infinito a salvou de teu derradeiro destino. Nunca se sabe o que será do amanhã.

Agora, longe dos meus cuidados, em tua liberdade descansará no eterno paraíso.

Velarei por teu corpo adormecido, esperando algum dia, o teu regresso a este mundo...Daqui a séculos ou milênios...

Para que enfim eu possa cuidar de você...E me mantenho nessa eterna espera, esperançoso, para que finalmente neste dia...Correspondas a este meu eterno sentimento...E enfim...Todas as lágrimas sejam compensadas."
___________________________________________________________________
Nota: Este devaneio foi escrito há exatamente dois anos. Infelizmente, só o publiquei agora, pois faltava editar algumas palavras e a imagem acima, desenhada também pela minha pessoa.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Alegria de Viver



Ao pôr do sol, as estrelas já banhavam o céu. Eram tantas as pequenas luminosas, que a noite escura ganhava vida e brilho. A algazarra se espalhava pela verde floresta, enquanto as damas vibravam em canto e melodia, com flautas e pandeiros, e os cavalheiros em compahia, com palmas e pequenos violões, seguidos por histórias contadas em canções.


A costumeira alegria se desenrolava conforme seguia a festa medieval, onde crianças corriam, corpos dançavam e uma enorme fogueira realçava em luz os sorrisos presentes, enquanto suas chamas dançavam em réplica à celebração da Magia de viver. Todos os seres ali presentes eram livres para sonhar, ou pelo menos durantes as noites que os acolhiam, antes que o sol renascesse trazendo consigo a discórdia dos incompreensivos, esses que acusam esta felicidade como profana e pertencente a um mundo malévolo ao qual desconhecem, mas acreditam, alienados, que exista.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Relíquias de 2007

Há dois dias tenho olhado para o meu blog pensando no que eu poderia dizer...E percebi que não conseguia pensar em nada, porque agora estou pensando em muitas outras coisas. E uma delas é sobre o ano chegando ao fim. Uma amiga muito querida, em seu blog "Metade Repleto" , também estava falando sobre isso, e uma coisa muito séria que ela disse é o fato de muitas pessoas deixarem para reavaliar seus conceitos só agora...Só em cima da hora...Se preocupam em mudarem seus hábitos no fim mas não fazem nada no novo começo, ou até fazem - temporariamente. Mas no meu caso, não sei parar de pensar em algo... Terminei o meu Segundo Grau e agora parece que estou meio sem caminho, já que não tenho mais aquela rotina de acordar cedo, ir para a escola, estudar, fazer trabalhos, estudas para provas...É estranho pensar que agora isso acabou. É claro que ainda voltará de uma maneira diferente, quando eu conseguir passar em uma faculdade. Mas eu acabo sentindo medo de não conseguir me sair bem sucedida...Farei dezoito anos em breve, temo não conseguir o que quero e acabar ao léu...Mas sei que isso é besteira minha, porque eu sou insegura, mas reconheço que tenho valor diante da vida - como o próprio Shakespeare diz em seu "O Menestrel"...Agora já não preciso mais depender de meus pais, posso me levantar e caminhar sobre as minhas próprias pernas, posso traçar meu caminho e escolher a forma de como o farei. E só espero de coração, que tudo dê certo, e que eu vença esse medo que tenta me limitar de alguma forma.


Sabe, cordiais leitores meus, este ano foi um ano maravilhoso...Muitas coisas mesmo me aconteceram, coisas maravilhosas e coisas que me jogaram ao chão com todas as forças...Mas eu quis me levantar. E tive apoio de muitas pessoas maravilhosas...E gostaria de falar um pouco delas, que complementaram tanto ao meu ser...


Em especial, Julia e Tatiane, que caminharam comigo desde que iniciei meu Ensino Médio, e apesar de termos nos desvencilhado por um tempo, quando o destino achou necessário, nos unimos novamente com uma nova força, que nos fez crescer como as mulheres que pretendemos nos tornar. Nos unimos muito esse ano, compartilhando todos os nosso medos e alegrias, pudemos curar a nós mesmas e às outras, crescendo cada uma aos poucos estando juntas. Me orgulho demais delas, porque são maravilhosas por dentro, e por fora, e aos poucos eu e elas podemos ver isso com mais e mais nitidez. E assim, conseguimos ver também as maravilhas que há na vida e no mundo. O nosso trabalho na feira cultural de tema "A mulher celta" também contribuiu muito para o nosso crescimento como almas femininas. Tatiane me surpreendeu muito porque ela passou a ver as coisas mais como o espírito do que com o próprio corpo. Propôs que fizéssemos uma tatuagem em forma da Triskle celta (figura acima), e ela deu um significado muito bonito às três espirais: nós, três mulheres. A conheci como uma garotinha ingênua e sonhadora...E hoje vejo uma mulher poderosa, descobrindo isso aos poucos. A Julia...é outra pessoa que me impressiona muito. Foi o meu primeiro contato com alguém na escola particular do Ensino Médio, e é uma das primeiras almas que reconheci de algum lugar que eu possa ter vindo. Desde que a conheci, sei que ela se modificou muito também. Amadureceu muito, conheceu o Amor que nunca havia se deparado antes, o que para ela é um novo mundo. Ela tem o dom de ver o amor em todas as coisas, o que se parece muito comigo...Nós duas temos a esperança de que o amor viva nesse mundo.
São pessoas maravilhosas. Minhas irmãs de mente, coração e espírito, que eu pude ver crescerem durante esses últimos três anos...Simplesmente seres que amo com todas as formas e dimensões. Tive medo de que, com as nossas vidas se modificando, nos separássemos, mas apesar de ser o inevitável, sei que esse enlace sagrado e intenso que criamos jamais morrerá, porque não é de nossa vontade que aconteça, e que ainda nos encontraremos muito em momentos que sejam ou não importantes em nossas vidas.

Há alguém que eu só pude conhecer este ano...seu nome é Klara, e acabou se tornando alguém muito intenso em mim também. Ficamos uma pouquinho distantes por ela ser de outra turma, mas toda vez que ficamos juntas a relação de irmãs que se conhecem há muito muito tempo é sempre a mesma, ou até maior. Ela mesma já me disse que ficamos separadas mas sabemos o que existe entre nós, e assim jamais nos afastamos. Gosto muito de estar ao lado dela, ela me passa muita paz e eu sinto um amor tão grande por ela que perto dela só sei sorrir! Acredito que se vidas passadas realmente existem, ela fez algo muito bonito ao meu lado, e na mesma época em que eu devo ter conhecido a Julia. Foi graças a ela que pude me aproximar mais de uma amiga maravilhosa chamada Bianca, que sempre esteve por perto mas ao mesmo tempo um pouco longe, a irmã que o destino trouxe pela mãe que um dia considerei minha professora preferida.

Se puder falar só de mais uma...Gostaria de falar da Marília, que chegou como amiga da minha irmã mais velha e acabou se tornando uma própria irmã para mim, me apoiando no que fosse preciso, cuidando de mim como alguém que realmente ama e zela pela pessoa amada.

Enfim...essas mulheres lindas por dentro e por fora são pessoas fadadas a permanecerem para sempre m mim, e eu lhes sou grata eternamente por estarem ao meu lado nesse ano que eu precisei tanto. Obrigada, queridas amigas!



É realmente maravilhoso a diferença que amigos podem fazer em nossas vidas. Acho que durante a vida eu já fiquei muito só, já tive muito medo, já derramei muitas lágrimas...Mas este ano, comecei a planejar um pouco do meu futuro, e tive pessoas suficientemente maravilhosas para me apoiar em minhas decisões e segurarem a minha mão, não permitindo que eu sucumba à vida. É muito complicado poder explicar isso, porque o fato de eu ter amadurecido não dependeu delas, dependeu de mim. Entretanto, foi com elas que eu tive vontade de me levantar e correr , talvez para alcançá-las, ou para poder acompanhá-las e dar o meu apoio quando for necessário...

Amigos são pessoas magníficas.


Fora esse apoio, tive também o de muitas outras pessoas, que acabaram se tornando também grandes amigas, ou até mesmo tive a minha família e o meu próprio apoio. Aprendi que não posso fazer nada por ninguém se não fizer por mim mesma antes, que não posso ajudar se eu não puder me ajudar, que não posso dar forças se eu não me der forças...E percebi que posso crescer comigo mesma e simultaneamente, com outros. E todas as experiências que me trouxeram um pouco de maturidade me mostraram também que uma das respostas ao "Quem sou eu?" ou "O que preciso fazer neste mundo?" é simplesmente me doar aos outros. Adoro pessoas, adoro conhecê-las, saber seus medos, desejos, rancores, temores, frustrações, experiências...tudo sobre elas. Adoro estar com elas. E adoro mais ainda poder ser necessária para elas. Poder ajudá-las, aconselhá-las e apoiá-las. E é isso que eu quero fazer nessa vida.


Eu não sei o que vai acontecer ano que vem, não estou preocupada nem com amanhã e nem com ontem, e sim com o agora. E sei o que eu quero.

Taí um filme temático e bom, chamado "Um homem de família", com o ator Nicolas Cage, que no filme é um personagem que diz que não precisa de nada, e aí a história realmente começa e lhe prova o contrário. Um de meus filmes preferidos, por acrescentar algo em mim.


Eu sei do que preciso, e sei exatamente o que eu quero.

E vocês, sabem?

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

A Arte

Tive muitas dificuldades para dormir na noite anterior. Me deitei, revirei e revirei na cama, inúmeros pensamentos me assolavam a mente e deixavam o meu coração acelerado...queria poder ter vindo aqui e desabafado tudo...Mas da mesma forma o fiz, em um pequeno caderno com várias folhinhas a quem nomeamos diário. Escrevi, escrevi, chovia bem forte lá fora, mas eu sabia que não ia conseguir dormir se não escrevesse. Enfim, me levantei do sofá da sala, retornei para minha cama e com um pouquinho de dificuldade, consegui dormir.
É engraçado essas pessoas como eu e como muitos...viciados por palavras, por essa incessante vontade de escrever, sejam histórias, poesias, contos, desabafos, medos, devaneios aleatórios como este...
Acho que um diário as vezes é bastante útil. Pode parecer meio infantil, mas não se trata exatamente de falar do nosso cotidiano, mas de escrevermos o que quisermos, desde coisas fúteis a sentimentos que cultivamos ou situações que estamos enfrentando, boas ou ruins. Eu pelo menos gosto muito, e acho que de certa forma instiga a gente a estar sempre escrevendo um pouco, já que na vida profissional é uma habilidade bastante apreciada. E dessa forma, escrever acaba se tornando uma Arte, que nem todos praticam como deveriam, mas isso é por livre e espontânea vontade. Eu costumava escrever desde que aprendi a fazer o mesmo, até mesmo antes de começar a devorar livros. E os livros...Bom, os livros são uma fonte maravilhosa para ampliar essa nossa Arte da escrita, justamente por ser Arte da escrita de outros...
Penso que todas as pessoas deviam fazer o mesmo. Além de ser uma espécie de terapia pelo fato de nos sentirmos bem, a escrita acaba se tornando apreciada por outros.
Também a mesma se faz um meio de educarmos a nós mesmos...Ontem eu estava com dúvidas sobre algumas pessoas com quem me deparei nessa vida, e escrevendo sobre isso de repente vi uma solução...Talvez isso soe um pouco Clarisse Lispector, essa coisa de descobrir coisas através de palavras produzidas por um narrador um tanto inconsciente, mas funciona realmente muito bem para reorganizarmos as nossas idéias e refletirmos sobre fatos e conclusões para quaisquer problemas que estejamos enfrentando.
Ultimamente eu tenho percebido que não sou a única a ter tal vício...Percebi que pessoas maravilhosas que estão ao meu redor apreciam tanto essa Arte como eu. E fiquei feliz por poder compartilhar isso aqui com elas. Se é um vício, concluo agora que nem todos os vícios da vida nos fazem mal, ou pelo menos não quando não são prejudiciais a nós mesmos ou a outros.
Então...mais uma vez precisei falar sobre o ato de escrever por escrever...E não me importo se é algo repetitivo, porque me dá prazer de criar e reproduzir qualquer devaneio que possa ser lido e relido por muitos, como uma verdadeira Arte.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Recomeçar Sempre

Suas pegadas deixadas na areia perdem-se nas águas do mar. Ela chora lágrimas, com o intuito de se afogar. A solidão já não era mais um álibi, apenas a consequência de tanta dor.
Ele desfaz-se de sua rotina que tanto o aliena e resolve sair para caminhar. A brisa fresca toca em seu rosto e a noite não poderia estar mais bela, com a resplandescente lua no céu. Mas de repente ele pára, e avista nas ondas dançantes do mar uma dama a se afogar. Rapidamente corre ao encontro da donzela para salvá-la.
Adormecida em seus braços, ela põe-se a sonhar. Pesadelos, angústias, medo...Para fugir disso, só encontrou o suicídio. Talvez o fim, a válvula de escape desse tormento. Lágrimas se fundem com a água do mar, e ela já não quer mais acordar.

Olhando aquele delicado rosto a chorar, ele compaixoso não conseguiu se segurar. Algo maior aproximou seus lábios carentes àqueles lábios tristes, que clamavam por amor, um coração frio, necessitado de calor.

Lentamente ela acorda, nos braços de um desconhecido. Com medo, levanta-se e corre, mas pára, ao mesmo tempo que começa a refletir. Ele deu calor quando ela teve frio. Ele limpou as lágrimas que a esconderam e afogaram. Ele...salvou a sua vida, que já não tinha mais salvação...

Ele até podia entender porque ela correu ao acordar, mas não compreendia porquê agora a moça voltava em sua direção. Fascinado com aqueles cabelos longos e negros que dançavam com as ondas do vento, e aquelas lágrimas que resplandesciam sobre a luz do luar, ele permanecia apenas imóvel. Como ela mudou de repente? Estava mais bela do que quando foi encontrada em momentos de infelicidade.
Um sentimento brota em seu frio coração. Que cálido calor poderia ser esse? Ela podia simplesmente se virar e partir, mas uma força maior do que ela mesma a forçava a deixar ser tomada pelos braços daquele estranho. E algo parecido com um sorriso se formou em sua face. Indo em direção ao homem desconhecido, agiu não por palavras, já que um simples gesto vale mais do que mil delas. Serenamente, envolveu seus braços aos dele como se procurasse expressar enorme gratidão.
Palavras sem sentido tentavam escapar da boca dele, mas logo o rapaz se tornou imobilizado pelos dedos que ela colocava sob seus lábios, silenciando o tempo. Deslizando a mão sobre a face de seu salvador, seus lábios lentamente uniram-se aqueles lábios confusos e apaixonantes.
Ele a envolveu em seus braços fortemente, receoso de que ela tornasse a fugir. Mas aquele calor que a envolvia dava-lhe a sensação de estar sendo protegida, segura...Por quê aquele outro homem nunca lhe passou tal segurança? Por que em seus braços ele só a feria ainda mais?
Ele sentiu que ela o apertava, com medo de que ele partisse, e ainda conseguiu sentir a angústia que transbordava pelas lágrimas daquele rosto tão frágil...E tudo que saiu daqueles lábios trêmulos e femininos foi "Por quê?"
Ele não sabia o que fazer ou dizer. "Por quê" ? O que ela quis dizer com aquilo? Será que foi o que aconteceu naquele momento? Será que...Não. Não é nada disso. Por que ele não fez essa suposição logo? É claro que essa interrogação diz respeito a motivos que a levavam a chorar
como chorava...Ah, o que fazer? Ele a segurou com mais firmeza e sussurrou em seu ouvido:
"Você não está sozinha, pequena. Não mais."
Ela chorava pondo para fora toda aquela dor que não pôde compartilhar com ninguém. Mesmo perdida nesta infelicidade, o aconchego daqueles braços consoladores faziam as palavras "ser feliz" ganharem algum sentido. Seria tão bom se pudesse ter alguém que a segurasse quando ela caísse mais vezes...Mais vezes e sempre...
"Por favor, não me deixe sozinha mais!"
Ele levou suas mãos aonde o coração dela palpitava em descompasso, e respondeu:
"Não deixarei. Mas quero algo em troca. Quero que acorde."
Os olhos dela se encontraram com os dele.
"Sim, que acorde. Não sei o que aflige teu pequeno coração, mas apenas você mesma pode levantar e decidir seguir em frente. Isso não depende de ninguém mais além de você. Eu...
"Não consigo..."
"...eu posso dar a minha mão e posso seguir ao seu lado te ajudando a ser forte com o meu carinho, mas não posso caminhar por você."
"Então eu lhe suplico! Por favor, caminhe ao meu lado! Gostaria de ser confortada, de ser ouvida, de ter apoio de alguém, de não ter medo de mostrar quem eu sou, quais são os meus anseios e sonhos...Eu fui ferida por alguém que dizia ter amor por mim, mas que procurava todas as formas de me ferir e decepcionar...E se eu caísse, ele simplesmente dava as costas e caminhava sem mim, e se eu não o acompanhasse...Ficaria para trás. Mas você...você estendeu a sua mão e me tirou dessa escuridão que me entorpecia...Me sinto confusa, mal o conheço...Mas já não temo a vida se tiver esse seu apoio...Por favor, caminhe comigo! Eu preciso ser amada...Eu preciso me sentir..."
"...necessária. Todos nós precisamos, e é por isso que somos considerados imperfeitos. Ah pequena...Você já é amada...Sempre foi, de alguma forma." Os sentimentos o dominavam completamente. "Não era para nos conhecermos...mas para nos reencontrarmos. Eu salvei a tua vida, e agora você salva a minha" E subitamente a repreendeu com um beijo suave, preenchendo-a de corpo e de alma.
Não importa quem ela era, ou quem ele era. Pois descobririam o que poderiam ser juntos. Dali em diante, os dois deram-se as mãos, fizeram novas marcas sob a areia e seguiram em frente...Iniciando uma nova vida vivida envolta em outra vida.