segunda-feira, 8 de junho de 2009

Limites.



Por que tudo precisa ter limites? Quem foi que disse isso?

Eu acredito que os limites são impostos por nós mesmos, diante da aprendizagem.
Precisamos viver, precisamos fazer coisas erradas também, porque só aí teremos tido a vivência de um dia proclamar algo com algum limite, de saber que é errado ou que tem um nível máximo de equilíbrio. E quem disse que as coisas são erradas?
Somos nós que devemos distinguir na vida o que consideramos certo e errado, o que nos faz bem e o que não nos faz. "Coitada daquela menina, se acabando no mundo das drogas!" Quem sou eu para dizer que ela está errada se ela se sente tão bem fazendo aquilo? Talvez um dia ela pare para olhar as consequências de seus atos e possa impor limites e julgar que é errado.
O que eu quero dizer é que existem muitas pessoas ignorantes e teimosas nesse mundo. "Eu penso assim!" e pronto, e não é assim que a vida funciona, somos fruto de nossa vivência, é com ela que vivemos, erramos e aprendemos. Mas sobretudo, é preciso que vivamos, é preciso que colhamos tudo aquilo que plantarmos, sejam bons ou maus frutos, pois é apenas com esse plantio que estaremos preparados para fazer uma plantação fértil e farta amanhã.
É claro que a palavra dos sábios é importante. Mas quem é mais sábio senão aquele que já possui todas as experiências possíveis para julgar? Acho extremamente essencial que os mais velhos nos contem sobre suas vidas, nos contem sobre o que aprenderam, nos influenciem e nos indiquem caminhos. Mas não venham ordenar, prender, subjulgar. Somos pessoas e temos a capacidade e potencialidade para traçar o nosso próprio caminho. Não quero ordens e limites, quero apoio e quero compartilhar.
Dar a mão é muito mais eficaz do que segurar uma mão a força. Ajudar e apoiar é diferente de negligenciar, punir e negar.
Somos todos seres humanos e, como tais, nascemos com a liberdade de escolha, o livre-arbítrio da vida.


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Tá, pode nem ser o que eu realmente penso, pode ser só momento ou sentimento, assim são os devaneios...Não se pode liberar geral para uma criança né, mas se pode deixá-la experimentar o mundo guiando-a com o nosso apoio!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Inclusão



Hoje eu tive uma aula muito legal sobre a Educação Inclusiva.
Muitas coisas importantes foram colocadas ali. Quando a gente pensa em Inclusão, já vem na cabeça pessoas deficientes e incapazes. Mas na verdade, a inclusão acolhe quaisquer pessoas que sejam diferentes, seja lá que tipo de diferença for. E não é pegar e colocar essas pessoas com necessidades educacionais especiais em uma sala, isolados e excluídos da vida social, reforçando a sua diferença. É incluir ao grupo social, não para que haja igualdade, porque isso é impossível, uma pessoa com deficiência mental pode precisar de uma semana para entender o que outra pessoa entende em uma hora ou menos. Mas sim para que possamos exercer o nosso direito de escolha, a escolha de estar ali, de aprender aquilo, de conviver com as pessoas. Todos, sem exceção nenhuma, temos o nosso livre arbítrio.
Outra coisa que me chamou muita atenção foi o fato da professora que deu essa aula transmitir em cada ato, cada gesto e cada palavra o seu amor ao trabalho, a vida para educar, e não educar para a vida. Ela estava contando que seu marido trabalha com tecnologia e não consegue compreender como ela se sente tão bem imersa em afazeres exaustivos como dar aula, mas ela respalda que gosta do calor humano, gosta de pessoas e gosta de trabalhar com elas, sempre e indiscutivelmente respeitando suas diferenças.
No fim da aula, um colega nos deixou um depoimento. Ele era amigo de um homem com uma deficiência mental que agora não me lembro, pois não foi esse fato que me chamou a atenção. A primeira coisa que esse colega disse foi a sua primeira impressão desse amigo. "Nossa, esse cara vai mesmo estudar comigo?" Mas ele disse que aos poucos, foi se aproximando dessa pessoa, e descobriu um mundo fantástico, descobriu uma pessoa extremamente inteligente, que via no mundo coisas que poucos enxergam. Mas parece que essa pessoa começou a regredir, seu problema se agravou e ela foi enfraquecendo. Acho que quase todos os olhos daquela sala de aula transbordavam de lágrimas com esse depoimento, inclusive o do relator, emocionado pela amizade profunda e sincera que mantinha com o amigo. O amigo já não podia ir às aulas, a mãe forte e dedicada ia por ele para fazer as anotações, e o nosso colega ia em sua casa para passar as matérias perdidas.
Nisso tudo, o que me chamou a atenção foi o amor. O amor que foi cultivado por essa amizade que não acabou mesmo com o fim material que teve. Como é importante amar o outro.
A professora hoje falou algo certo: É inacreditável que ainda falemos de respeito, pois é um princípio tão primordial que todos deveriam cultivar e manter. Eu tenho certeza que ninguém nesse mundo é feito de mal, o respeito é importante, e amar o próximo, muito mais.
Aí nessa hora eu me lembro sobre aquela frasezinha que um dia um ser muito amado e evoluído disse "Amai-vos uns aos outros como a ti mesmo", e essa mensagem que eu quero deixar para vocês. Não amar os outros como nos amamos, mas amar os outros e amar a nós mesmos, pois nós temos esse amor dentro de nós, e somos tão maravilhosos quanto imaginamos, e merecemos viver essa vida de provas e espiações plenamente, como todos os seres deste mundo.
A inclusão é o momento de mudar aquilo que está posto, e não adianta apenas julgarmos a sociedade, pois falar de sociedade é também falar de nós mesmos. Façamos a nossa parte, todos merecem a vida, e todos merecem condição para viver essa vida.

terça-feira, 28 de abril de 2009

No stress!



Por que é tão difícil nos satisfazermos? Sempre estamos querendo mais e mais e mais...
Não, isso não é uma crítica, a menos que seja também uma auto-crítica.
Estamos sempre tão preocupados com o que vamos fazer hoje, amanhã, com nosso trabalho, nossos estudos, as coisas pendentes que precisamos resolver, as dívidas...Meu Deus! Respirem! Quando nos damos conta, estamos estressados, se irritando com a formiga que apareceu na mesa, com a gota d'água que caiu em nós, com qualquer coisa fútil! E sabem o que acontece? Deixamos passar um monte de coisas importantes, deixamos de ver aquelas pessoas que gostamos, de ligar para elas, de falar com elas, de sair com elas, de compartilhar a vida com elas. Amigos, família, namorado, namorada, igreja, seita, templo, comunhão, seja lá o que for, não conseguimos aproveitar nada direito, não temos saco!
É...é aí que se instala o stress,o resultado de uma reação que o nosso organismo tem quando estimulado por fatores externos desfavoráveis. A primeira coisa que acontece com o nosso organismo nestas circunstâncias é uma descarga de adrenalina, e os órgãos que mais sentem são o aparelho circulatório e o respiratório - Eita, e daí depois acham estranho os jovens terem enfartos e um monte de problemas que antigamente só os velhos tinham!
Eu sei eu sei, estamos em uma sociedade complexa, capitalista e industrial, vivemos na era de consumismo e destruição do planeta, estamos sempre com pressa, sempre ocupados, sempre cansados.

CHEGA!
Eu quero paz! Quero fazer as coisas porque eu gosto de fazer, quero estudar e me acabar porque eu gosto e quero construir alguma coisa, quero malhar no tempo extra porque me sinto mais saudável e até mais bonita, quero me cuidar mesmo, ou me descuidar até cansar e descansar muitão pra me sentir revigorada! Quero abraçar e falar com todo mundo, quero amar muito aquele homem, e deixá-lo muito feliz! Quero me sentir feliz, porque apesar de tudo, tenho certeza de que sou!
Eu ando brigando demais, chorando demais. Estou com saudade do meu pai, da minha irmã, do passado, de um futuro que ainda não veio. Fico cansada e desconto no meu namorado, na minha família, e nem consigo ver meus amigos direito. Aí eu choro, choro, me irrito com coisas tão pequenas! Ahhh, quero férias. E elas só vem e julho. x_x E eu sei que não sou a única na face da terra a me sentir assim, por isso estou falando essas asneiras aleatórias.
Tudo bem, eu não vou deixar de fazer o que eu preciso fazer e nem vou fazer com menos empenho, porque se eu peguei um bando de matéria, eu vou fazê-las direitinho e atingir o meu objetivo inicial. E não me importo em ter que acordar cedo para poder malhar, ou só malhar à noite quando chego cansada, e nem ter que esperar meu namorado entrar logo na universidade para ficar mais fácil encontrá-lo. Eu vou conseguir o que eu quero, vou me esforçar para dar a atenção que eu puder para ele, para minha família e para os meus amigos, que estão tão longe de mim com suas rotinas.

Eu nem lembro mais o que eu tinha na cabeça quando comecei a escrever isso aqui, mas estou me sentindo muito melhor. Agora vou respirar fundo, beber água para cumprir a minha meta de sempre manter 2 litros de água dentro de mim por dia, cumprimentar desconhecidos, abraçar a família que esquece de me abraçar e dar o meu melhor para aproveitar essa vida.

Carpe Diem, gentem :) No Stress! Hum, bom título...

quinta-feira, 19 de março de 2009


Tenho escrito tão pouco, não é?
A vida corre, e nós corremos com ela por aí...
Minhas aulas na Universidade começaram. Lutei muito para conseguir todas as matérias que eu queria, são oito no total, o que me totalizam 32 créditos (que e o máximo permitido), ou seja, estarei bem ocupada de agora em diante, mas sempre trazendo algum devaneio quando possível, claro!

A gente às vezes não pensa nas coisas, né? Age no impulso mesmo, naquilo que está sentindo na hora, e quando vai ver...Já foi feito, e não dá pra fazer de novo.
Ultimamente tenho feito tantas coisas que ao mesmo tempo que a minha cabeça se encha delas, parece que nada fica, nada se organiza...
Eita confusão de pensamento! Aí quando a gente vai conversar com os outros, fala qualquer coisa ou age de qualquer jeito, e quando se dá conta...Machucou alguém, machucou a si mesmo. É...Limite. Temos de respeitar nossos limites, senão não damos conta não.
Eu acho que acabo assim me distanciando de muitas coisas e pessoas...E não é intenção, juro! Mas quase todo dia tem texto pra ler, trabalho pra fazer, e o pior é que sempre aparece um amigo com algo engordativo pra se comer, e mesmo assim mantenho sempre que possível meios para manter a forma física, fazendo ginástica aberta para o público à noite ou acordando bem cedinho pra fazer um cooper antes de começar o dia...Mas não é o suficiente ainda. Eu sei que não é, mas fico tão cansada!
Me desculpe por ser grossa ao telefone, por brigar por besteira, por ficar aérea, por não ligar, por esquecer ou por ter preguiça. Eu devia me esforçar para esperar mais, para prestar mais atenção, para dar mais bola...Eu devia.
Estou fazendo o melhor que eu posso, juro!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Auto-Homenagem



Por que não me homenagear? Depois de tanto lutar para vencer toda a minha complexidade, acho que é hora de dar valor à minha pessoa. E este devaneio é dedicado a mim, que sei o quanto cresceu na vida, o quanto tem beleza, tem vida, tem amor pra dar!
Amanhã completo dezenove anos de vida. Dezenove anos desta vida, desta existência que sei que tanto já fez diferença! E como ainda vai fazer!
Por isso, lanço aos céus as minhas energias mais límpidas e resplandescentes, para que eu possa sempre progredir mais e mais, para que eu seja sempre firme e forte, que lute pela vida, que viva a vida, que aproveite cada oportunidade.
Gostaria muito de agradecer à todas as pessoas que fazem parte da minha vida - até mesmo você, porque se está lendo isto aqui, já se inclui automaticamente ao que sou. Muito obrigada a todos os meus amigos que gostam de mim e se importam de verdade; à minha maravilhosa família, que me dá apoio incondicional; ao meu querido namorado, que me ama e que só quer o meu bem; enfim, à todas as pessoas que comigo convivem, muito obrigada!
Me sinto plenamente feliz, e assim quero levar toda essa vida.
Quero crescer muito ainda, aprender muito mesmo, ler muito, escrever muito, cantar muito, desenhar muito. Quero ver mais minha irmã Lillian e caminhar muitão com ela, porque a gente adora, quero abraçar todo mundo, quero ajudar, quero fazer alguma coisa.
E sei que consigo! Porque sou capaz de analisar e perceber a minha capacidade, sei que sou madura pra muitas coisas, sei que preciso amadurecer para muitas outras, e por isso sigo em frente, sempre com um sorriso no rosto.

Parabéns para mim! :)

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Guia Manauense.



(Ponta Negra, hotel Tropical)

Lá estava eu em Manaus...As pessoas acham que nem se tem tanto o que fazer, por isso resolvi deixar uma listinha para caso alguém queira visistar a cidade algum dia:

Coisas para se fazer em umas férias alucinantes na cidade de Manaus:
- Descer 15 andares de escada em um prédio sem energia; - Tá bom, não precisam fazer isso, mas foi divertido =x !
- Comer em rodízios de pizza [ Meu Deus, nunca vi melhores! ]
- Ir à cidade do Rio Preto da Eva, que fica pertinho de Manaus, para tomar o famoso café regional da Priscila (a maior tapioca que eu já vi!) - além de visitar uma reserva indígena (Beija-Flor) e conhecer o Cristo Amazonense;
- Conhecer algumas plantas do nosso país, como a orquídea da Amazônia e o urucum, essa usada pelos indígenas para pintar a face e os corpos;
- Visitar o Hotel Tropical, o mais chique da cidade, onde os artistas e pessoas importantes se hospedam; Lá há um pequeno zoológico, com várias atrações animais!
- Fazer as trilhas do INPA (Instituto de Pesquisas Amazônicas) e conhecer um monte de animais, como o peixe-boi, a cutia, as enormes tartarugas, os poraquês...
- Passear pelo centro da cidade, visitando as antigas escolas, igrejas, museus, o Porto (eu vi o maior transatlântico da minha vida!);
- Tomar um enorme e delicioso suco na "Skinna dos Sucos" no centro da cidade, onde há o melhor pão com tucumã e queijo coalho; Aliás, o pão com tucumã é um prato regional, a primeira vez nem tem tanta graça, mas vicia!
- Ir à Ponta Negra, onde tem praia e várias atrações;
- Lanchar na padaria "Pãozinho"
- Fazer o famoso passeio de barco para ver o encontro dos Rios Negro e Solimões; *
- Ir à praia da Lua de voadeira, para tomar um solzinho e nadar no Rio Negro (a água é uma delícia!)
- Visitar a cidade Presidente Figueiredo, que guarda consigo as mais belas cachoeiras;

- Assistir espetáculos e/ou atrações no famoso Teatro Amazonas, que fica no centro da cidade - belíssimo durante o dia, fantástico à noite;



- Comer Pirarucú e Tambaqui com baião de dois!

- Experimentar frutas regionais, como o tucumã, rambutã e pupunha;



(Rambutã - Tem gosto de uva!)



Observação: A maioria dos tópicos citados foram experiências próprias, por isso muito bem recomendadas.
* Recomendação da população manauense;

Bem, isso é o que conclui uma brasiliense...Se algum manauense quiser acrescentar alguma coisa, que seja bem-vindo!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Como você mudou!



Muitas vezes ouvimos as pessoas falarem "Nossa, você não mudou nada!" ou "Como você está diferente..."
Estava pensando sobre isso esses dias. Eu lembro da minha infância e da minha adolescência com muitas coisas que já não são mais as mesmas, e é bom ver como eu mudei para melhor em várias delas. Minha mãe estava falando esses dias que eu era muito chata, não queria comer vegetais e legumes (tirando brócolis, que eu sempre amei), e que dava um trabalhão para ela, e hoje eu pareço com ela, porque sou apaixonada por saladas em geral - Se fosse um pouquinho mais proteico, dava até para viver disso...
Eu fui uma criança um pouco atípica. Naquela época, meus coleguinhas de sala não tinham pais separados, o que já era um motivo para eu me sentir exclusa da maioria. Minha história de vida teve muitas separações e problemas de família, que me abalaram de uma forma incomensurável. Se não fossem pelos problemas que eu passei, não seria a pessoa que me tornei hoje em dia. Lembro que haviam coisas terríveis, que eu chorava e sofria como se estivesse próxima de meu perecer. Mas não deixava de ser criança, gostava de brincar - tinha poucos amigos, mas sempre dei muito mérito e confiança a eles, minhas amizades sempre foram uma verdadeira entrega da minha parte, de tudo que eu sou e de tudo que eu penso. Gostava muito de conversar com as pessoas mais velhas também (ainda faço disto um hábito), porque sempre me interessava as experiências diferentes que elas tinham. Gostava de subir em árvores, (hoje eu já fico com medo das cigarras e formigas que estão nela...)e grudar as cascas de cigarra na blusa para tentar abraçar e amedrontar os outros. Uma coisa em especial que mudou completamente era a minha extroversão. Eu adorava cantar e dançar para os outros, me sentia a estrela, não tinha a menor vergonha de mostrar que eu queria ser cantora e atriz (minhas tias morriam de rir!). Sempre conservei minha voz, e realmente quem canta seus males espanta, mas hoje em dia fico completamente sem graça de sair cantando por aí - mas sempre sinto uma pontadinha de vaidade, de vontade de cantar e mostrar para as pessoas a minha voz. Hoje sou cantora de chuveiro, e faço uns showzinhos particulares para as pessoas que me dão corda...
Quando estava no início da minha adolescência, passei por aquela fase - aquela fase, terrível fase - depressão, baixa-estima, tristeza, me sentia indisposta, feia, gordinha, achava que nunca iria ser ninguém, que não tinha nada de bom, que jamais conseguiria arranjar namorado! (Pelo menos nunca tive problemas com espinhas...)
É até meio gozado lembrar de mim mesma com treze anos. Às vezes dava uma tristeza, uma solidão, mas eu não queria sair dela. Me escondia dos amigos pela escola, pra ficar sozinha, "curtindo a tristeza" como diz meu pai. É, eu até gostava. Lembro que minha madrasta me via descer da combe com a cabeça baixa, sem falar com ninguém, sem ter interesse por nada. Me trancava no quarto e me escondia no meu mundinho virtual, de mIRC,ICQ e desenhos japoneses. Devorava dois pacotes de biscoitos Break Up, comia dois pães na chapa com manteiga e mel, e sabe-se lá quantas mais besteiras. Não tinha muito ânimo para sair - a não ser quando havia uma amiga preocupada e persistente (como a grande Rayssa), que insistia nos convites e estava sempre por ali para puxar o meu pé. Se não fosse por ela, não teria lembranças agradáveis e engraçadíssimas dessa época..
Foi difícil largar meu vício de computador e de pessimismo. Eu sempre dizia "Ah, nem cantei tão bem", "Esse meu desenho nem ficou tão bom", "Essa roupa fica feia em mim", "Ele nunca vai me dar bola", e me escondia por trás das telas, porque ali ninguém se importava muito se eu era ou não perfeita, só queriam conversar, como eu. Mas dali também tirei bons proveitos, tenho amigos que moram em outros lugares até hoje, mando cartas, em alguma ocasião nos vemos, e sempre mantemos algum contato (Né Giu?)
No Ensino Médio eu entrei em uma academia, e gostei de malhar, mas ainda não era aquilo, queria fazer algo por mim mesma, e meu cooper só foi descoberto mais pelo meu terceiro ano. Fiz o segundo grau em uma só escola, por isso construí grandes amizades, e vivi dias felizes e memoráveis. Aos poucos fui construindo meus objetivos, meus ideais, meus sonhos. Me fortaleci, aprendi a me enxergar, me aceitar, me gostar. Foi difícil hein!? Mas deu certo.
Hoje, acordo com o mesmo desejo todos os dias: quero que meu dia seja produtivo. Como coisas saudáveis (porque assim escolhi, e descobri que eu realmente gosto dessas coisas integrais e naturais - não que eu também não seja louca por um chocolate), preciso me movimentar, correr, malhar, caminhar, passear, quero ver pessoas, amigos, namorado, família, quero me cuidar, quero sorrir o tempo todo. Raramente, ainda tenho alguns declínios de solidão, mas aos poucos tento transformá-la em solitude. Tenho meus dias ruins, que acordo querendo chorar até não poder mais, impaciente e indecisa. Mas é normal - agora é normal. Sou só uma pessoa feliz, que pula, dança, corre, tropeça, levanta e começa tudo de novo.
E tenho orgulho de olhar para trás e pensar "Nossa, como eu mudei!"

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A nossa história.




Hoje eu quero falar de uma pessoa querida. Pessoas queridas nós temos várias, mas sempre há aquelas mais especiais, aquelas de que lembramos com um sorriso de uma memória preciosa, e de uma forma que faz tão imenso o sentimento, que ele corre pelo corpo todo, arrepiando cada célula, até transbordar em forma de lágrima ou de saudade.
Minha essência humana é a mesma de todas: Eu amo. E acima disso, eu sinto saudades. Muitas e muitas saudades. Dos amigos, da família, daquele professor que me deu tanta força. E neste dia tão especial venho falar de uma pessoa que fez e faz uma mudança significativa em meus dias de vida.
Marco. Marco Matheus...Como é estranho dizer o seu nome! Acabei me acostumando a chamá-lo de tudo, de "ei", de "você", namorado, lindo, bichinho. Essas coisas de garota apaixonada. Mas, não me importo, você me atende mesmo!
O engraçado é que eu jamais, jamais sequer cogitei que ficaríamos juntos. Na sétima série, eu era completamente apaixonada por ele (ah, aqueles olhos verdes...), mas não tinha a menor maturidade para tomar alguma iniciativa - Sabem como é, aquela fase aborrecente em que ficamos pessimistas com tudo...Mas ao menos plantei e cultivei a nossa amizade, que perdurou por todos esses seis anos...
Entretanto, um dia terminamos a oitava série, e cada um seguiu um rumo diferente. Eu fui para uma escola, você para outra. Eu fui para um mundo, e você para outro. Fomos viver a nossa vida, como deve ser feito sempre. Nos falávamos menos, ele parou de aparecer de surpresa na minha casa, e eu mudei de casa. Nos encontrávamos de vez em quando naquele messenger, onde trocávamos singelas palavras filosóficas ou aleatórias, umas duas vezes cheguei a te encontrar vagando pela W3 Norte, e assim se resumiu o nosso enlace. Mas o importante é que ele não se desfez, não importando o que passávamos em nossa vida.
E então, exatamente a um ano atrás, algo aconteceu. Um dia antes nos encontramos no msn, e por um breve acaso eu te disse que iria estar naquela casa que morava antes, no dia seguinte. Faltavam três dias para o meu segundo vestibular, e marcamos de nos encontrar. Um pouco temerosa, eu fui. E então, no dia 16 de janeiro de 2008, te reencontrei na frente da sorveteria Palato - depois de tanto tempo! Como você estava diferente...
Conversamos por horas. Horas e horas seguidas, eu tagarelava sem parar, me sentia nervosa por estar com você de novo, e nem raciocinava direito sobre os meus assuntos aleatórios (você devia estar me achando uma doida!). Aí de repente, por entre as conversas, você quis me abraçar. Que susto! O que foi aquilo? Eu fiquei confusa. Comecei a procurar mais assuntos para falar, e então fomos parar em "massagem". E você resolveu me fazer uma. Ai, é tão bom! Me senti tão relaxada, fui me soltando, me soltando...Quando fui olhar para você, você me beijou. Estava a mil por dentro, vários pensamentos assolavam a minha cabeça, mas era tão repentino e inesperado, que me deixei levar, e aproveitamos a compahia um do outro durante a noite toda, até o sol raiar (como não costumo fazer isso, fiquei com adrenalina a mil!).
A história é o depois. E agora? Que que eu faço? O vestibular né! Resolvi não pensar nisso no momento, é hora de me concentrar! No domingo, assim que terminei minha prova, fui checar meus e-mails e lá estava um seu, dizendo apenas "E então, como eu faço para lhe encontrar novamente?" Ah, que alegria! Fiquei eufória como criança quando ganha alguma coisa. Mas eu viajaria na manhã seguinte, portanto respondi o e-mail avisando. E passamos a semana toda trocando e-mails todos os dias. E eu ia ansiosa até o saguão do hotel, esperando pelos seus e-mails na minha Caixa de Entrada (Às vezes até morria de raiva, eu escrevia um e-mail enorme tagarelando que só, e ele respondia algo objetivo, pequeno e direto). No dia em que voltei, ele já queria me ver!
No nosso segundo encontro, eu pensava "como devo comprimentá-lo?", mas ele já me deu um "oi" em forma de beijo, o que para mim já disse tudo. E daí em diante...Não nos separamos mais.
Ele me pediu em namoro no dia 30 de janeiro, mas gostamos de contar a partir do dia 16, porque foi o dia em que tudo começou de verdade. Mesmo sabendo que eu faria o cursinho e não teria muito tempo para outras coisas, ele persistiu. Enfrentamos um montão de coisas juntos, aos poucos ele se abriu e me mostrou quem ele realmente era, assim como eu. E então, nos conhecemos de verdade, a família, a história, os gostos, os sonhos, os medos, os desejos. E quanto mais ficávamos juntos, mais vontade tínhamos de o fazer.
Ah, mas é claro que "nem sempre são arco íris e borboletas, é o compromisso que nos leva adiante" . Brigamos muito, choramos muito, rimos muito, fizemos de tudo! E construímos lembranças lindas, lembranças tristes, experiências maravilhosas, enfim. Tinha dias que eu ficava louca da vida no cursinho. queria desaparecer do mundo, tinha em mente as piores coisas, ficava pessimista mesmo, imaginando que ia fracassar e que tudo ia dar errado. Mas nessas horas, uma simples mensagem no celular, um simples bom dia, parecia reconstituir tudo. Eu sou necessária. Força, Luiza!
Isso nos dias em que ele não aparecia lá, e fugíamos para um prédio, parar amar e sorrir. E também as vezes que eu aparecia em sua porta, pulando em você como uma criança desesperada.
Acabou o cursinho, acabou o vestibular. Como você me deu força! E ainda por cima, no dia do resultado, estava lá, viu meu nome e ficou esperando eu chegar. Me mostrou o meu nome, me abraçou e afagou as minhas lágrimas de alívio e felicidade, me falou para ir comemorar, me abraçou toda suja de ovo, tinta e farinha, comemorou comigo. Obrigada, muito obrigada por tudo!

Bom, o que eu quero dizer é que você fez parte de um momento muito importante da minha vida, e continua fazendo de vários, e faz vários momentos importantes, e torna tudo mais e mais bonito! Tudo parece mais belo, mais vivo, mais saboroso (que nem o pão de mel da Broklook ou aquele pedação de pizza, do Rei da Pizza!).

Uma coisa relevante no nosso relacionamento é que nós nos baseamos muito na compreensão, na coerência e na sinceridade. Mesmo quando nos chocamos, sabemos conversar e nos entender, sempre achando um jeitinho para mantermos o equilíbrio.
Muito obrigada pela vida maravilhosa que você me proporciona meu amor, obrigada pelo seu amor, pela sua paciência, pela sua cumplicidade, amizade e carinho incondicional.
Eu te amo, meu amor, com toda a amplitude que essas três palavrinhas possuem. E digo aqui em meus Devaneios Aleatórios, para todo mundo saber sobre a mão bondosa que me protege e me afaga, o coração bonito que guarda a imensidão dos oceanos, os olhos verdes que me fascinam (eu poderia ficar horas olhando para eles), o carinho cálido que me aquece nos dias frios e me traz os sorrisos mais resplandescentes, e tanto, tanto, tanto mais!
Você é maravilhoso, muito obrigada por esses lindos 365 dias, e por todos aqueles que ainda construiremos juntos.

Feliz Aniversário para Nós!

Que possamos trilhar nossos caminhos lado a lado, com a paz em nossos corações, a harmonia em nossa compahia, a felicidade em nossas almas e aquela alegria de viver. Estamos sempre crescendo, aprendendo e se desenvolvendo, e sou eternamente grata por vivermos isso em união e compartilhamento. Eu te amo!

"Eu sem você
Não tenho porquê
Porque sem você
Não sei nem chorar
Sou sombra sem luz
Jardim sem luar
Luar sem amor
Amor sem se dar...

Eu sem você
Sou só desamor
Um barco sem mar
Um campo sem flor
Tristeza que vai
Tristeza que vem
Sem você meu amor eu não sou ninguém...

Ai que saudade...
Que vontade de ver renascer nossa vida...
Volta querido
Os meus braços precisam dos seus
Teus abraços precisam dos meus...

Estou tão sozinho!
Tenho os olhos cansados de olhar para o além...
Vem ver a vida,
Sem você meu amor eu não sou ninguém!"

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Restrospectiva 2008



Eu gostaria hoje de relembrar um pouquinho do meu ano de 2008, para registrar algumas coisas, assim como fiz na passagem do ano de 2007.
Foi um ano muito importante para mim. Já o comecei gripada, reencontrei o Marco, um amigo que conheço há cinco anos, e que veio a se tornar um homem muito importante em minha vida a partir do dia 16 de janeiro; Fiz o meu segundo vestibular, e não me senti nem um pouco preparada. Em seguida, viajei para Caldas Novas, para tentar relaxar um pouco nas águas termais. Foi maravilhoso, passei dias revigorantes em um hotel japonês chamado Taiyo, e cheguei à uma conclusão com o meu pai: Me matricularia em um cursinho para tentar novamente.
Retornando à Brasília, me matriculei no Dínatos, um cursinho que fez uma diferença enorme na minha vida - tanto pela estrutura quanto pelos professores, monitores e materiais. Passei um semestre inteiro acordando as seis horas da manhã e voltando em casa pelas nove da noite - cerca de cinco horas de aula, uma hora de almoço e mais 8 de estudos no cemitério (sala com cabines individuais). Confesso que não foi fácil, às vezes sentia uma pressão horrível, como se a universidade fosse algo inalcançável, como se fosse impossível aprender tanta coisa em um tempo tão pequeno! Às vezes consegui me dar uma folga, em ocasiões especiais, como o meu aniversário, aniversário de amigos importantes (os aniversários da Klarinha, da Bibi e da Taty foram incríveis!) e o famoso Kodama de Brasília (Evento de Anime e Mangá). Mas enfim, no meu período de vestibulanda eu tive ajuda de pessoas maravilhosas, e uma muito importante que eu gostaria de citar é a do professor Neto, que me apoiou e me motivou a estudar e continuar dando o meu melhor (Sou tão grata a ele que continuo retornando naquele cursinho especialmente para cumprimentá-lo!), além dele, mantive conversas maravilhosas e filosóficas com o Raimundo e Ismael, e os monitores Padilha, Phúblio e Carol! Agradeço muito a todos! E também à minha irmã Lillian, que me ligou várias vezes para se certificar de que eu estava bem. Também fiz um monte de amigos, Karen, Leonardo, Tamires, Natália e Paulo, este companheiro de ralação e amizade.
Mas além dessas pessoas maravilhosas, tive um grande suporte do Marco. Dias de desespero, de saudade da vida e de todos, de medo de fracassar, de qualquer coisa, ele estava presente, me ligando, aparecendo de surpresa ou mandando um monte de mensagens carinhosas no celular. Em especial, meu namorado me deu grande força, a força que eu precisava para buscar a minha própria força. (Obrigada amor, você me ajudou tanto!) E deu resultado. Fui aprovada para o curso de Pedagogia na Universidade de Brasília (UnB) , e fiquei muito feliz e realizada.
Nas férias de julho, fui visitar a minha avó Therezinha, no Rio de Janeiro, nove dias de muita paciência - Eu a adoro, ela possui 81 anos muito bem vividos, sem rugas ou marcas de velhice, está sempre rindo e brincando, porém fala tanto que ficamos sem sossego! Lá encontrei a minha querida amiga Mare , que me proporcionou um dia lindo! Voltei e passei dias maravilhosos em compahia do meu namorado, onde cultivamos juntos um amor sincero e imenso, aprendendo a compreender e confiar um no outro.
Comecei minhas aulas na UnB. Sou uma caloura, não sei nada! E agora? Aonde ir e o que fazer? Quase que perco minha matrícula nas matérias, não sabia de nada. Mas no primeiro dia de aula, até que consegui me localizar bem. A primeira semana foi mais uma recepção de calouros, por isso não compareci muito - E consegui fugir do trote! Já me bastou o banho de tinta, farinha e ovos que levei no dia do resultado do vestibular...
O início verdadeiro das aulas foi ótimo - já comecei dando o meu melhor, lendo tudo que foi indicado e enchendo o meu caderno de anotações - que sempre me foram úteis. Tive aulas maravilhosas, até com direito a lanchinho e confraternizações, e tive aulas que me deram sono, e que me deram medo. Almocei no Restaurante Universitário, comendo muitas vezes coisas que não me faziam o menor sentido (Tipo um omelete vegetariano sem ovo). Fiz grandes amizades, em especial com uma caloura bem novinha, que entrou aos dezesseis anos na universidade. A Luana fala que nem a minha avó, mas sua compahia é a mais fiel e carinhosa, construímos boas lembranças juntas - e ainda não se comparam com as que ainda virão! Durante o semestre, participei de uma Semana de Extensão, e aí conheci uma área que me interessou demais, a Pedagogia Hospitalar, que por enquanto pretendo levá-la adiante em meus planos universitários.
E o namorado nisso tudo? Ah, se matriculou em um cursinho também, e está dando o melhor dele para ingressar na UnB, em um curso que ele decidiu depois de tantas dúvidas. (Tenho certeza de que dará um biólogo maravilhoso meu amor! ) Mas de qualquer forma, recebi visistas surpresas na universidade, além de encontrá-lo no fim de semana ou em momentos de apertos saudosos.
Ah, como posso me esquecer!? Quando entrei de férias do cursinho, recomecei o meu cooper - só que dessa vez firme e diário, acompanhado de exercícios em casa. E viciei de verdade, a um ponto que eu me sentia com peso na consciência nos dias em que não corria. Todo mundo nota a diferença em mim, a disposição e a estética são completamente outras!
Fim de ano começa a vir...Nossa, quantos trabalhos! Portfólios, relatórios, seminários, provas, livros pra ler...Fiquei doida! Mas dei o meu melhor e tive notas merecidas no fim.
Nessa época eu já começo a ficar mais sonhadora, chegam as festas de fim de ano e a cidade fica toda bonita, me divirto montando árvore de Natal com a minha irmã, e é nessa época que chega de Manaus a minha irmã Lillian, e do Rio a minha avó, para o Natal. Além disso, estão na cidade primos e primas que não vejo a muitos anos!
Pronto, toda a família está aí! Cozinhamos, bebemos, dançamos músicas dos anos 80, 90, atuais...Cantamos no karaokê até músicas japonesas! Brindamos o fim de o ano e o início de outro. Não conseguimos ver os fogos porque a cidade estada completamente lotada.
O ruim é ter que limpar tudo depois...E não é que eu acordei bem disposta pra fazer isso? Pronto, vou começar agora um novo ano cheio de lembranças gostosas e aquelas que eu ainda vou construir.

Gostaria de ter feito mais algumas coisas. Confesso que fiquei afastada de muitos amigos, mas estamos seguindo a nossa vida cada um, dando tudo aquilo que podemos dar. Quero que saibam que não esqueci ninguém, meu coração é enooooorme e tem espaço pra todo mundo!

Taí, minha retrospectiva 2008. Virando a página...!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Que venha 2009!



O Natal se passou e eu nem pude deixar-lhes meus votos. Mas para mim o Natal não é o aniversário de Jesus Cristo, é mais uma simbologia disto. Minha mãe me contou a história uma vez...Em um site eu vi um resuminho, que dizia basicamente:
"Parece incrível, mas a escolha da data não tem nada a ver com o nascimento de Jesus. Os romanos aproveitaram uma importante festa pagã realizada por volta do dia 25 de dezembro e "cristianizaram" a data, comemorando o nascimento de Jesus pela primeira vez no ano 354. A tal festa pagã, chamada de Natalis Solis Invicti ("nascimento do sol invencível"), era uma homenagem ao deus persa Mitra, popular em Roma."
(Fonte: Mundo Estranho )

Então, o Natal é mais um momento de unir a família, que fica tão distante no cotidiano do ano...(Seria bom que houvessem mais dias assim então, não?)

Mas então, neste momento, vim com este devaneio para deixar-lhes meus votos de Ano Bom.
Sim, mais um ano chega ao seu fim, e agora temos a oportunidade de repensar e refletir um pouco sobre nossas vidas, sobre o que andamos fazendo de bom, de ruim, de certo, de errado. É hora de repassarmos tudo isso. Hora? Bom, não é que seja, devia ser sempre, mas com um fim e um início podemos juntos nos renovar.
E é isso que eu desejo a todos vocês. Renovação, e com ela, prosperidade e a alegria, aquela alegria de viver.
Tudo de bom a todos, e um Felicíssimo Ano Novo!
Que venha 2009, e que estajamos prontos para enfrentar quaisquer obstáculos, viver quaisquer aventuras, crescer incondicionalmente e amar sem fim!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Povo Brasileiro



O que que é ser brasileiro? Carnaval, futebol e mulher bonita?

O Carnaval vem da sociedade vitoriana do século XI, e a palavra "carnaval" está relacionada com a idéia de "afastamento" dos prazeres da carne marcado pela expressão "carne vale".

A palavra Futebol vem do inglês "foot" (pé) e "ball" (bola).

Como podem ver, nem aquilo que nos caracterizamos vem das nossas próprias raízes.

Bem, mas o que é ser brasileiro então?
Esse semestre tive uma matéria muito bonita chamada Antropologia e Educação, onde li um livro do fundador da Universidade de Brasília, Darcy Ribeiro, chamado "O Povo Brasileiro", que fala justamente da nossa real natureza. No meu Terceiro Ano, também li um livro interessante chamado "O que faz o Brasil, brasil?", de Roberto da Matta, que também fala um pouco da nossa cultura, do jeitinho brasileiro. E agora quero aqui compartilhar algumas idéias com vocês.

Tudo bem, vamos começar do começo. Como nos formamos?
A nossa terra foi achada, e não descoberta. Aqui já moravam indígenas, povos de tribos distintas e tradições pouco semelhantes. E então, vieram os lusos, que os chamaram de índios - Índio vem da suposição errônea, por parte dos espanhóis, de que estavam na Índia quando desembarcaram na América, e tem um significado de "sem alma". Já indígena vem do latim indigena (indu= dentro; gena=gerado), ou "nascido dentro do país'; nacional, nativo.

Pobre desse povo..."sem nenhum cobrimento de suas vergonhas" (Carta de Pero Vaz), não conhecem o cristianismo, pensavam os portugueses, e precisam ser salvos, pensavam os jesuítas. Imaginem, tentar transformar esses povos da terra em seres escravos e catacúmenos! Esses povos, com suas múltiplas culturas e histórias, terem que abandonar tudo que cultivaram para submeter-se ao português que lhe parecia tão mais poderoso! Claro que nem todas as tribos foram amigáveis, portugueses foram comidos - pois no início da colonização havia indígenas antropófagos - ou incorporados na tribo pelo chamado cunhadismo - que aliás foi a forma que um dos meus antepassados portugueses e indíos deram luz a um mameluco que deu origem à família paterna da minha avó materna.
Mas esses indígenas, tantos dizimados e deculturados pela escravidão, pelas guerras e pelas pestes trazidas pelo homem branco...O que herdamos deles? Geralmente, dizemos que índio é preguiçoso...Mas é isso mesmo? Eles que detinham todo o conhecimento dessa terra nova. Sem eles seria difícil conhecer o território, cultivar os alimentos desta terra - pois não sei se sabem, a mandioca possui uma raiz venenosa, que só pode ser comestível depois de muito tempo de cozimento e cuidado - seria difícil lidar com os animais, com uma terra completamente desconhecida. Pra vocês terem uma idéia, deles herdamos até o banho diário! Mas a maior contribuição de todas, definitivamente, foi a alegria. Pois para eles, leitores, em tudo há um espírito, tudo está entrelaçado, e eles estão sempre em harmonia com a natureza e com a vida, que em sua plenitude merece ser festejada.
E os africanos, alguém sabe o que herdamos deles? Também eram povos múltiplos, povos sofridos, arrancados de suas terras para servir de mula de carga para os portugueses, para escravizados, construírem com seus braços fortes o Brasil. Torturados mesmo por precaução para que não fugissem, eles foram fortes, aprenderam a língua que os capatazes lhe gritavam, e tiveram que esquecer sua cultura para se enraizarem nesta nova terra. Entretanto, a ética africana é antropocêntrica e vital, e eles trouxeram consigo a mais tenra espiritualidade, a idéia de sagrado que se manteve forte dentro de seus corações, pelas grandes perdas e sofrimentos que viveram no Brasil. As religiões africanas hoje já fazem parte de nós, mesmo que nos digamos cristãos, ou seja o que for. Os negros africanos foram tão fundo na construção do país que não são mais eles, somos nós, brasileiros. (Darcy Ribeiro, 2006)
Mas, e os portugueses? São só gente sem coração que escravizou sem dó nem piedade?
Definitivamente, não. Eles trouxeram muito mais do que imaginamos.
Primeiro que, no Brasil, já se formava um porção de gentes, encontradas e mestiçadas. Indíos, africanos, mamelucos, caboclos, mazombos, mulatos, curibocas. O que seria tudo isso? O português veio de uma nação recentemente instaurada, e trouxe consigo toda a estrutura social, política e econômica que o Brasil precisaria para ser Brasil, para ser um povo-nação. Sem os portugueses, não seríamos a nação imensa e sincrética que somos, distribuídas por todo esse Brasil de brasis fragmentados. "Por essas vias se plasmaram historicamente diversos modos rústicos de ser dos brasileiros, que permitem distinguí-los, hoje, como sertanejos do Nordeste, caboclos da Amazônia, crioulos do litoral, caipiras do Sudeste e Centro do país, gaúchos das campanhas sulinas, além de ítalo-brasileiros, teuto-brasileiros, nipo-brasileiros", entre tantos outros. Somos pluriétnicos e multiculturais, minha gente.
Antes de ser brasileiros nós temos uma identidade étnica que deve ser respeitada e reconhecida. Eu não sou igual a você, e você não é igual a ele. Mas somos todos brasileiros, e é por aqui que eu afirmo que o racismo não tem mesmo o menor sentido.
"Todos nós, brasileiros, somos carne da carne daqueles pretos e índios supliciados. Todos nós, brasileiros somos, por igual, a mão possessa que os supliciou. A doçura mais terna e a crueldade mais atroz aqui se conjugaram, para fazer de nós a gente sentida e sofrida que somos, e a gente insensível e brutal, que também somos." (Darcy Ribeiro, 2006, página 108)


E é isso, gostaria apenas de compartilhar com vocês o verdadeiro significado do Povo Brasileiro que somos de verdade, e não aquele que os de fora dizem que somos. Tenham orgulho, somos muito mais do que temos idéia ser.

domingo, 19 de outubro de 2008

Felicidade.



Ser feliz e estar feliz. Qual a diferença?
Eu estou feliz em vários momentos...Outros, estou mais séria, mais triste, mais impaciente...Isso faz de mim infeliz? O que o ser e o estar implica?
É mais fácil para o estar ser mutável, pois o ser vem tanto da essência como do sentimento de alguém. Agora mesmo, eu estou feliz. E também sou feliz, minha alma está repleta, não busca a felicidade, busca apenas o crescimento, e a felicidade se faz assim, como se fosse nata.
É, pode não parecer sempre, mas nascemos felizes. Já viram criança? Riem a toa, quando ficam zangadas ou tristes, não passa de dez minutos, e logo já querem saber de uma novidade...A importância a outras coisas se dá a partir do momento em que somos influenciados pelo meio e por nós mesmos - sim, algo bem interacionista mesmo. A televisão mostra o tempo todo, que seremos felizes quando tivermos aquele brinquedo, quando formos àquele lugar, quando assistirmos toda a temporada do nosso desenho preferido. E é assim, simples assim, que vamos crescendo nos moldando à forma imposta pelo mundo.
Muitas pessoas, perante todas as atrocidades que permeiam a nossa atualidade, acabam concluindo que jamais serão felizes, que a vida é um carma em si, que não há porquê de nada e nem motivação para prosseguir. E vamos achando que naqueles momentos em que ganhamos dinheiro, trabalho, aprovação, mérito, aqueles momentos que vemos alguém querido, que passamos bons tempos, que construímos boas lembranças, é quando somos felizes, quando apenas provamos do mais sutil âmago dessa ventura, e não a fomos toda como é. A felicidade, minha gente, não é apenas bem-estar momentâneo, é um estado pleno de graça e contentamento, onde desfrutamos tanto da compahia quanto da reclusão, onde sabemos enfrentar qualquer coisa, mesmo que fraquejamos um pouco. Temos na felicidade a auto-força para levantar, saltar, correr, girar, dançar.
É assim que eu sou. Demorei tanto tempo para perceber isso. Tanto tempo!
Muitas vezes eu pensei ser triste. Pensei na infância, nos momentos maravilhosos que tive com apenas aquela frase "Eu era feliz e não sabia!"
Não...Eu sou feliz. Como qualquer ser humano, choro, fracasso, perco, peco. Mas eu sou tão maior do que tudo isso! Hoje no meu silêncio eu só vejo a reflexão e a serenidade, não mais um refúgio, não mais uma solidão, mas a pura solitude de fazer compahia a mim mesma. Vejo nos obstáculos um desafio para o meu crescimento, e insisto até superá-lo. Enxergo em todas as pessoas alguém que ama e que deseja imensamente ser amado.



O amor...O amor. O amor é a essência de todos os povos, todas as culturas e as mesclagens. É o que nos une, o que nos prova que a felicidade é um estado eterno de gratidão absoluta.


Ah, estou feliz...Eu sou tão feliz! E sempre soube.

Estou!



Olá, queridos leitores!
O que, cinco semanas e nenhuma postagem, Luiza?
Ah, pois é, ultimamente não tenho mais sentado tanto em frente ao computador...Estou passando por um momento de transições, de mudanças e adaptações às mesmas. E acho importante justificar isso porque vontade de escrever eu sempre sinto, e seria um insulto a quem se interessa em ler meu devaneios concluir alguma espécie de abandono da minha parte. Problemas financeiros sérios se instalaram em meu lar por esses dias, então estamos em um processo profundo de economia.
Além disso, estou me interando na Universidade, procurando sempre deixar as leituras em dia, os trabalhos feitos, as atividades extracurriculares prontas. E confesso que estou me divertindo e adorando!
Portanto, aqui está minha breve justificativa.

Ah, os dias. Tenho tido dias ótimos, tenho tido dias mais monótonos, mais cansativos, mais felizes e mais tristes. Estou apaixonada, estou com saudade dos meus amigos, estou estudando, estou correndo, malhando, lendo, ouvindo música. Estou fazendo um tantãozão de coisas! E sentindo outras, incomensuráveis.
Estou com saudade de escrever. Por isso aqui vim.
Sabem o que é pior? Eu sempre acabo pensando em um montão de coisas que poderia compartilhar, e com a correria acabo esquecendo de transcrever. É...Levar um caderninho na bolsa é importante mesmo, senão a gente perde essa imensidão de pensamentos que percorrem a nossa mente!

É mesmo! Estou fazendo uma coisa muito divertida também, que recomendo a todos que façam. É uma atividade da minha aula de Projeto 1, chamada "Caixa Museu", que sugere que montemos toda a nossa vida escolar dentro de uma caixa, da maneira que quisermos. Eu descobri e redescobri fotos, bilhetinhos lááá da quarta série, poesias, músicas, trabalhos divertidos e um monte de coisas que eu fiz ainda pequena. É nessas horas que a gente vê o quanto cresceu - não só no tamanho! Nas idéias, nas dimensões, nos gostos, na personalidade, nas atitudes, nas perspectivas de mundo. O eu que éramos, o eu que estamos construindo e adiante, o eu que nos faremos.


Bom, por hoje serei breve. Não se preocupem, logo haverá devaneios saindo do forno!
Tenham todos uma boa semana, e como disse "Ó capitão, meu capitão", Carpe Diem :)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Um dia.



Ela acorda. Já é de manhã? Já está tarde? Que soninho gostoso! Ela quer levantar, mas não importa que poses faça,a cama continua tão confortável!
Como é bom ter aquela noite de sono bem proveitosa...
Ela acorda toda bem disposta, faz a cama, lava o rosto, e se direciona à cozinha com um sorriso leve no rosto. Torradinhas com geléia de morango e um delicioso cappuccino são preparados com vontade, ela come cheia de gosto e resolve lavar toda a louça esquecida que se acumulou na pia. O ânimo é tão gostoso, por quê não aproveitá-lo? Assim, ela prepara um mousse de chocolate com morangos vivos e bem lavados, uma saladinha básica e fresquinha de alface e tomate, um arroz todo colorido, com ovo, pimentão e presunto. O armário também podia levar um trato, não? Até feijão velho já foi devorado por bichinhos de armários. Pronto! A cozinha brilha, e a mesa já está posta e arrumadinha para o almoço que está prestes a ser saboreado, apenas na espera de seus inquilinos.
Ela continua sorrindo, se arruma bonitinha simplesmente porque assim o teve vontade de fazer (é tão bom ser vaidosa as vezes! ). Almoça bem, e ainda aproveita para tirar um pedacinho daquele mousse pra ver se ficou bom. Delicioso! Ai, que perdição...Mas só essa vez vai...
O dia está tão bonito! Ela vai andando até a Universidade. O caminho é longo, mas ela está disposta a fazê-lo, mesmo que o sol aqueça por demasia a sua cabeleira de fogo.
Ao chegar ao seu destino, a aula está em tempo certo. Faz tarefa, vê filme, curte a aula e vai embora. Um pouquinho de cólica...Mas pra quê gastar passagem naquele ônibus? Ele faz uma volta tão grande! E lá se põe ela a andar de novo. Andar é tão bom! É aí que ela percebe seu tênis já gasto e sujo pelos caminhos que trilhou. Deveras ter um estoque de tênis!
Ao chegar em casa, nota que o pai ainda não está. Oba, dá tempo de sair para fazer cooper! Ela se arruma correndo e correndo faz seu exercício diário. Proveitosa como sempre, a corrida dá força e vida ao corpo. Ela chega outra pessoa. Ainda malha o braço em casa e faz umas duzentas abdominais, para incrementar as atividades.
O pai chega, e lá vai ela o cumprimentar e o acompanhar no jantar. Mesmo que haja uma deliciciosa massa, ela prefere seguir com as frutas - a noite é a melhor hora para saboreá-las! - Depois, ela anda com o pai até a farmácia: faltam absorventes e shampoos. Satisfeita, em casa toma aquele banho, aquele que revive e lava até a alma. Hmmmm! E o pensamento vai e volta com o sorriso de um homem...Já não lhe basta trocar torpedos pelo celular o dia todo, a saudade bate e ela pira!
Depois, ela reza com a família, acende vela. No quarto, checa e-mail, vê orkut por falta do que se fazer, dá sorrisos e bocejos. As horas passam tão rápido quando sabemos utilizá-las!
Já é tarde, mas ela quis contar o seu dia, que nem teve algo surpreendente, mas das pequenas coisas se fez produtivo e proveitoso.
Carpe Diem, minha gente! :)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Desabafo


Tenho uma grande necessidade de falar. Apenas mais um devaneio meu...

Hoje o mundo está tão estranho, não está? Eu não consigo me adequar a essa sociedade...Não consigo aceitar essa história de ficar, as drogas e as doenças psicosomáticas que crescem mais e mais aos nossos dia-a-dias. Não julguem o livro pela capa, se eu uso pirceing e pinto o cabelo não quer dizer que eu queira aderir essas barbaridades que vejo assolarem o mundo.
Um dia eu fui muito complexada, e confesso que disso ainda há vestígios em mim. Mas não quer dizer que eu não tente e não esteja tentando me melhorar. Eu era bastante depressiva, daquelas muitas pessoas que não enxergam motivações para crescer, para prosseguir, para ver no sol que nasce um novo dia para recomeçar. Mas eu cansei, cansei de vagar pela minha solidão, cansei de desmerecer a vida, de me desmerecer. E isso levou tempo, caros leitores, eu passei a me reconhecer mais apenas à cerca de dois anos. Me olhei no espelho e vi que eu não me cuidava, não me valorizava, não buscava me melhorar. E quis quebrar os padrões, pintei e cuidei do cabelo, passei a reeducar a minha alimentação, comecei a correr e me apaixonei pelo cooper (Vide texto com tal título, onde para quem não sabe, a moça que corre é esta que escreve).
A minha vida mudou, sabem, mas fui eu quem mudou a minha vida. Eu dei os passos, eu busquei e cresci, e a força veio de mim mesma, quem andou com as próprias pernas fui eu. Não estou arrependida de nada que fiz, acho que tudo que já passei eu sei que foi exatamente o que deveria ser, não mudaria nada se tivesse a oportunidade. Há pessoas que eu gostaria que reconhecessem meu mérito, mas vejo agora que quem mais deve dar o valor merecido sou eu mesma. Eu sou uma pessoa maravilhosa, não tenho a mentalidade da minha geração e tenho muitas expectativas e perspectivas para me desenvolver e trabalhar com esse mundo. Dou sempre e recebo amor, quero trabalhar com as pessoas, quero ler até não aguentar mais, produzir caminhos para ajudar outros a caminharem. Quero viver intensamente, como já vivo, fazendo o que tiver de fazer.
Hoje ouvi dizerem uma coisa verdadeira: As pessoas desaprenderam o amor.
É por isso que temos medo dos outros, discriminamos e não nos importamos tanto assim. Não sabemos usar o amor na vida, e não me refiro a família e amigos, e sim a tudo que fazemos no nosso cotidiano, como trabalho, exercício, comida, ou simplesmente nada! Até fazendo nada com amor no peito sentimos paz e podemos refletir com mais calma sobre o que quisermos.
Gostaria que vissem o mundo de uma maneira menos discriminatória. Aprendermos a pré-julgar com a sociedade em que vivemos, mas se somos tão diferentes, ao reconhecer isso deveríamos enxergar que também somos iguais, sobre determinados ângulos.
A Luiza de ontem não é a mesma de hoje, e a de amanhã já terá experiências completamente distintas. Mudo constantemente de acordo com as necessidades para fazer da minha vida melhpor. Afinal, como posso servir a mais vidas sem cuidar da minha primeiro? Estou mudando a cada dia, pode ser que amanhã eu já nem tenha vestígios de meus passados mórbidos e seja uma pessoa que todos reconheçam e admiram, como eu faço agora. Não espero nada do mundo nem de ninguém, mas tento e sempre tentarei dar o meu melhor a cada dia.
E é assim que eu deixo a minha mensagem:
Amor! Sigam com amor, ele ajuda tanto! Quem julga que não, é porque não vivenciou ainda o que nasceu para vivenciar, como todos nós nascemos. Estou correndo, e carrego um sorriso no rosto enquanto as gotas de esforço descem sobre a minha face, enquanto eu ver que ainda tenho caminho para prosseguir. E se não tiver, eu abrirei novas trilhas, e quem sabe deixar nelas rastros para que outros depois possam passar!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Um pouco de Culturas



Iniciei o meu curso de Pedagogia na Universidade de Brasília. Estou muito feliz, as disciplinas que já frequentei eram exatamente o que eu queria estudar, e eu ainda tenho tanto, mas tanto chão pela frente!
Fora os livros que eu leio, já tive o contato com um bastante interessante, chamado "Cultura: um conceito antropológico", que me despertou um interesse bem maior pela Antropologia. Eu sempre me perguntei "Por que somos tão diferentes, se no fim pertencemos à mesma espécie?" - Observando qualquer animal de mesma espécie, nota-se que os padrões de comportamento deles são todos iguais! Ah...Mas temos diferenças sim. Somos racionais. E como o próprio nome diz, raciocinamos. Dizem que até um ano de idade nós nos portamos de maneira muito semelhante a um primata. Após esse tempo, começamos a desenvolver uma cultura, aprendemos e memorizamos as coisas, com a capacidade de passá-las adiante.
Há pessoas no mundo todo, e o mundo em partes não é igual. É como um organismo: mesmo sendo unidade, possui fragmentos com funções e formas distintas. E determinadas células que habitam esse organismo não possuem as mesmas características funcionais e estruturais, e um bom exemplo é o nosso corpo, que possui diversas constituições celulares. Se eu nascesse num lugar exageradamente frio como o Pólo Norte, me portaria de uma maneira; Se fosse num lugar de clima escaldante, me portaria de outra; Nos desenvolvemos de acordo com as condições que o nosso ambiente natural nos fornece - O clima, o tipo de alimento que é possível plantar ou colher, a matéria-prima que condiciona a construção de roupas, casas e utensílios, entre outras coisas. Não é de se admirar que alguns inuítes construam casas de gelo ao contrário de indígenas, que constroem casas de palha, bambu ou folhas. E é assim que nós humanos, espalhados pelo mundo todo, desenvolvemos culturas diferentes. De acordo com o livro, até nossas risadas caracterizam uma cultura diferente!
É um estudo bastante complexo. A primeira cultura, a primeira linguagem, a primeira voz, a primeira música, os primeiros instrumentos. Muitas coisas que acho muito difícil chegarem a tomar conhecimento. Ainda bem que estamos sempre progredindo um pouco mais, hoje é possível até saber algo a respeito da mulher que tenha iniciado toda a vida humana! Tal fato vem de um documentário produzido pela Discovery Channel chamado "A Origem do Homem", ou "The real Eve" [A Eva real];
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Nos dias atuais, com a tecnologia e as possibilidades de explorar o mundo, é impossível mantermos a mesma cultura. E ainda assim há a tradição forte, como as tribos indígenas que restaram pelo mundo, os rituais japoneses, árabes, chineses...
Eu me recuso a afirmar que possuo uma única cultura. Amo meu Brasil, porém...Canto em japonês, falo em inglês, assisto a filmes franceses, americanos, ingleses, japoneses, chineses, coreanos. Sou amante da literatura estrangeira. Adoro comida chinesa e japonesa, tenho uma vasta coleção de mangás, aprecio uma boa massa italiana, sou fascinada pelo costume e história do povo celta, me encantam as histórias da Grécia, visto quimonos e o que me agradar, pratico rituais cujas origens são mais antigas do que os anos tratados antes de Cristo, vou todo ano às quermesses de agosto do Templo Budista para desfrutar do BON-ODORI (dança folclórica japonesa), comer yakissoba e tempura.
E se for para conhecer e adotar, que me venha mais um pouco de culturas, que sou de mente, corpo, espírito e coração abertos!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Infinito Particular



Eu gosto de tantas coisas! Não sou um ser materialista, tá bom, só um pouquinho...Mas posso viver sem tudo que tenho, mas tenho tudo para viver e adoro essas coisas!
Como criança pequena, gosto de cadernos, vários cadernos, com capa dura e bem ilustrada, cheio de folhas, coloridas ou não, para eu poder escrever tudo que eu quiser. Gosto também de xícaras, daquelas pequenininhas de tomar cafézinho; e adoro as grandes, para tomar bastante daquele chocolate quentinho bem gostoso! Gosto de chaveiros também...Não tenho muitos, mas carrego todos eles; Nas chaves, nas mochilas.
Ahh eu também adoro meias! Daquelas coloridas bem grandes, para por nos pés e correr pela casa, feito menina...
Daquelas brancas bem "colegial", que combinam com a minha sapatilha "Moleca".
Gosto de borrachas, tanto as que fazem uma sujeirada mas apagam bem, quanto aquelas mágicas que não fazem sujeira nenhuma e deixam o papel branco de novo. Gosto de agendas bonitas, para não esquecer das coisas que eu sempre esqueço e registrar os dias importantes e os aniversários queridos!
Gosto de fotos...Muitas muitas fotos, para registrar as risadas verdadeiras e os sorrisos de mentira que os amigos dão nas ocasiões divertidas que queremos relembrar depois.
Gosto de árvores - Por quê "materialismo" tem que ser natureza morta? A viva tá aí também, para aproveitarmos! - daquelas árvores beeeemm grandes, que subo que nem macaco e depois tenho medo de descer; Daquelas que fazem sombrinha gostosa, para deitarmos e nos aconchegarmos por entre a brisa fresca que faz ligeiras cócegas no corpo inteiro...Ah, que calafrio bom!
Gosto de ajudar pessoas e de assistir suas inúmeras reações, e suas brechas de personalidade.
Gosto de cartas, daquelas bem escritas, que fazem a gente rir, chorar, sorrir, ficar sem graça...Aquelas poesias bobinhas, ou devaneios aleatórios que escrevemos para contar qualquer coisa para alguém com quem queremos manter os laços bem fixos;
Gosto de lápis e lapiseira, dos que riscam forte e firme no papel, para eu não errar nos desenhos que faço com carinho. Procuro sempre escrever de lápis também, é mais suave, e se eu estiver afobada e cometer um errinho, não haverá rasuras, lá estará a borracha!
Gosto de filmes. É só ver o DVD que eu queria em promoção nas Lojas Americanas que eu já fico entusiasmada, tenho que levar para mim, e assistir centenas de vezes, e sentir a mesma emoção em todas elas - E acreditem, eu consigo! Daqueles filmes que as pessoas chamam já clichê, que falam de amor, de vida, de felicidade, de destino, de alegrias. Que fazem a gente sentir as coisas, que dão vontades de fazer coisas, que provocam algo em nós. Nem que seja a vontade de uma aventura, como o Jack Sparrow de Piratas do Caribe! Ou quem sabe até vontade de dar amor às pessoas que gostamos, como dá assistindo Amor Além da Vida. Ver filme é tão bom! Principalmente com compahias divertidas e bem apreciadas. E claro, doces! Ahh doces.
Eu aaamo doces. É como se o meu sangue pedisse por eles. Confesso que é um vício, mas há quem diga que um bom chocolate não torne os momentos tristes um pouquinhozinho melhores...
Eu também gosto do mar. Moro bem longe dele, mas confesso que em meus sonhos e imaginação eu estou sempre ali, olhando para a lua e sentindo a areia aquecida pelo sol do dia com o som das ondas..."Dos mares, onde as ondas movem-se com o beijo dos ares..."
Ahhh eu gosto de tantas coisas!!! De vestidos bem grandes e maravilhosos pro vento balançar...
Meus mangás! Meus livros! Minha literatura. Ahh eu adoro ler...Romances, ficção, aventura. Ler já é uma grande aventura! Assim como em filmes, gosto de leitura que me provoque vontades, sentimentos, lições para aprender.
Gosto da vida...E de tudo que ela tem para oferecer!

Como uma comunidade do orkut, que diz: "Prazeres Amelie Poulain"...

Esse foi um devaneio de uma moça "pequenina e também gigante", como diz a Marisa Monte em uma música, e que combina bem com tudo isso. Qual o título dela? É o próprio título desses dizeres!
Estou feliz, meus caros leitores...A vida fica tão bonita com um toque de paixão! Não quero parar de viver! E de amar também...Todas as coisas...Todas as pessoas. Tudo tudo!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Viver a vida como?



Hoje vi um filme muito bonito. Seu nome é "Antes de Partir", sobre dois homens que descobrem que vão logo morrer, e decidem fazer a vida valer a pena antes.
Mas ele se tratava de uma coisa muito importante, e simultaneamente, pouco refletida pelas pessoas.
"Porque nesses últimos meses de sua morte, eu vivi os melhores meses da minha vida"


Você...Leitor. Você, que vive e que goza da vida, já encontrou a sua alegria de viver?
Nós nascemos, ganhamos carinho, roupa, comida. Estudamos. Nos desenvolvemos, formamos a nossa personalidade, começamos a sonhar mais alto. Começamos a lutar para não permanecer sob as asas de nossos mentores.
Conquistamos. Trabalhamos. Nos formamos.
Mas enfim!! Somos felizes? Estamos satisfeitos?
Por que queremos sempre mais?
Viver a vida como? Como viver a vida?

Nós sempre vamos querer mais. É o nosso lado sonhador de ser. É o nosso lado que está em constante busca. A busca por se sentir completo, por se sentir realizado...A alegria de viver.
É como se quiséssemos para sempre sentir aquilo que sentimos quando ganhamos aquilo que tanto desejávamos, quando temos sonhos realizados, quando passamos em vestibular, quando somos promovidos, quando nos mudamos para o nosso próprio apartamento...Esse tipo de sensação. Por que não poderíamos simplesmente permanecer daquela forma para sempre?
Eu acho que essas sensações são apenas meios de nos mover adiante. Querendo mais disso, estamos dispostos a prosseguir.
Um dia a minha irmã disse que todos nós nascemos para ser felizes.
E nascemos, de verdade! É isso que buscamos a nossa vida toda.
E deve ser maravilhoso você chegar ao fim dela, olhar para trás, sorrir e dizer "Nossa, valeu a pena..."
As vezes tenho lembranças de meu passado que me trazem essas alegrias. Como eu fui feliz! Ou aquela frasezinha que uns dizem "Eu era feliz e nem sabia!", principalmente, naqueles dias gostosos da infância, que subíamos nas árvores, aprontávamos todas, e toda comida gostosa era o paraíso para o nosso paladar. Ali dávamos mais valor à vida.
E é por isso que todos devem sempre carregar a "criança que há em todos nós".
Ser feliz é agir que nem criança. E ser criança é tão bom! Eu sou menina moça, sou adulta e criança, sou madura e ainda estou aprendendo.
Vivo cada dia de cada vez, não como se fosse o último, mas como se fosse o primeiro.
E sempre, e gradativamente, e sem pressa, vou aos pouquinhos, encontrando a minha alegria de viver.
E você, já encontrou a sua? :)

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Colhendo frutos.


Ahhh não sei exatamente o que dizer, apenas...PASSEIIIII!
Hoje acordei nervosa, tremendo por dentro. Estudei tanto durante o semestre...Plantei todas as boas sementes...Será que crescerão?
Eu tive medo...Eu chorei, eu me senti só, eu quase desisti.
Mas não estava só, de maneira alguma. Profissionais maravilhosos, amigos, namorado, família...Todos estavam presentes, de alguma forma, me dando o apoio que eu precisava.
Bem, hoje, umas 16:30, tomei o ônibus rumo a Universidade de Brasília. Corri, e ali, em frente à lista, estava meu querido, sorrindo para mim em meio à fuzuê dos aprovados. Disse enfim que eu consegui, que eu havia passado. A ficha não caiu. Corri para o mural. Ali estava: Luiza Callafange dos Reis
Não sei descrever o que eu senti no peito...Só sei que abracei meu companheiro e chorei de despejo de medo bobo e alegria intensiva. Corri para a multidão, onde professores e funcionários do meu cursinho se encontravam, torcendo pelos alunos. Levei ovadas, farinhadas e tintadas, abraços e carinhos. Esse tipo de felicidade é indescritível.
Enfim, queria apenas compartilhar com meus leitores a prova concreta de que minha ausência temporária neste blog foi muito bem justificada.
Aqui deixo esses poucos relatos de uma caloura entusiasmada.
E claro, eu gostaria muito de agradecer a todos que me apoiaram. Pai, Mães, irmãos, amigos, namorado, professores...Muito obrigada!
Não vi muitos nomes que gostaria de ter visto naquela lista. Pessoas com quem compartilhei batalhas, e que merecem essa Glória tanto quanto eu. Estou torcendo por elas, assim como elas sempre estiveram torcendo por mim.

Bem...Então, "plantem e decorem o jardim de suas almas", como disse Shakespeare, pois o dia da colheita há de chegar!

:)

terça-feira, 15 de julho de 2008

E viva alguns clichés!



Cá estava eu aqui na calada da noite, divagando...
Ouço por aí muita gente dizendo "Ah, isso é muito cliché..."
E qual o problema de ser? Se hoje existem frases feitas, alguém as fez, não é mesmo? Isso por acaso quer dizer que estamos imitando alguém, ou expondo o que sentimos?
Eu te amo hoje em dia já virou cliché. Isso é um absurdo! Falar que se ama alguém não é falta de originalidade, é apenas sinceridade. Amor sincero é a coisa mais pura e difícil de se ver por aí, não acho que deveria ser cliché. Mas também, há outros casos...Existem "Eu te amo" s falsos por aí, crus e frios, sem intensidade ou significância. Pessoas exageram e extrapolam. Mas...Pessoas não são iguais. E no fundo, são tão parecidas!
Afinal de contas, quem criou esse tal de cliché? Vão dizer que nunca pensaram em algo que alguém já pensou antes? Muitas vezes eu tive idéias que achei super criativas por ter plena certeza de que ninguém mais teria pensado nisso, e quando vou ver...Lá estão elas, prontas e montadas, exatamente como idealizei.
Clichés não passam de meros estereótipos.
E sabem o que mais? Eu quero mais é ser feliz!
Eu te amo é quase que a voz do meu coração. Comédia romântica com final feliz é prazeroso ao meu ver, e fotos em preto e branco são lindas de viver. E não me importo com aqueles que reclamam por criarem seus conceitos de "mesmisse". A vida é maravilhosa, não importa quantas vezes haja repetições, por mais parecidas que sejam, tão diferentes são!