quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Morrer a Vida!

Ai que saudade da minha essência e vida de adolescente que eu tinha mais tempo e disposição pra escrever! Estava lendo o blog da minha amiga Mare e vi que eu não sou a única pessoa a passar por isso.
Escrever é uma terapia! Bom demais! É a oportunidade que temos de conversar com nós mesmos e refletir sobre nossas ações. É a chance de se expressar, para si ou para outrem. É uma paixão!
Com a rotina, as coisas ficam tão atarefadas que mal temos tempo para fazer o que gostamos, nem mesmo algumas atividades prazerosas pra nos fazer bem! É uma coisa tão básica e essencial que eu vivo brigando com todo mundo que precisa ser feita SEMPRE, independente do tempo atarefado ou das mil obrigações que temos no dia a dia!
Vou dar meu exemplo. Esse ano estou me formando (se Deus quiser e se não houver nenhuma greve na Universidade!), escrever a monografia é um trabalho árduo que só quem fez para saber. Vou me formar mais cedo do que a Universidade prevê; o curso de Pedagogia tem a duração de 4 anos, formarei-me em 3 e meio. Para isso, consegui créditos de aproveitamento de estudos independentes e ainda assim restaram 31 créditos para completar a quantidade precisa para a graduação: 214. Portanto, na esperança e na vontade de conseguir logo essa graduação, resolvi tentar: peguei seis matérias, uma monitoria de disciplina e mais a disciplina de trabalho de conclusão de curso. As aulas são pelo período da manhã e da noite. Além disso, estou estagiando na minha própria universidade (na Escola de Informática) de 13 às 19 horas, o que deixa um tempo MÍNIMO para estudos mais profundos, escritas mais precisas e resultados mais eficientes. Ainda quero conseguir SS em tudo, como sempre fiz todos os semestres (SS é a nota equivalente a 9,0 e 10), quero fazer um trabalho legal (estou escrevendo sobre atendimento pedagógico a crianças de 0 a 3 anos hospitalizadas) e ainda quero me cuidar e fazer coisas que me façam bem! E estou dando o meu melhor por tudo isso!
Como falta apenas uma matéria obrigatória, optei por coisas que sei que serão boas pra mim, como Canto Coral (já é o terceiro!), Prática Desportiva (Musculação as 7 da manhã uhul!) e outras disciplinas mais relacionadas à minha área de atuação, que é a Educação. Além disso, comecei a fazer Dança do Ventre aos sábados a fim de relaxar com uma coisa prazerosa e que eu sempre quis fazer - de novo, já que fiz por um ano quando tinha dez anos de idade. Estou fazendo dança no mesmo lugar de antes, a Casa da Dança, que muito feliz descobri recentemente que pertence à minha tia-avó e minha prima! Uau! Vou poder fazer mais coisas por lá... Até forró já experimentei, e por mais incrível que pareça, eu achei muito bom (não é meu estilo de música)!
Nossa, como faz bem. Cantar, dançar, escrever. Posso ficar louca com o dia a dia, estressada e até mesmo dolorida por acordar mais cedo alguns dias para correr e outros pra fazer aula de musculação. Quero manter o pique, quero me esforçar muito, mas não quero jamais deixar de viver! E o descanso pode deixar que eu não esqueço das oito horas diárias e do domingão! :D
Viver é isso, é ter coisas boas pra compartilhar, pra experienciar, é aprender sempre um pouco mais! Por isso que deixo aqui um recado aos frustrados como minha amiga Mare e também eu, e até você: Não deixe a vida morrer, ela tem que ser boa mesmo que seja em pequenas coisas. Sinta, cante, dance, pule, corra, desenhe, escreva, jogue, saia, mas nunca só, a vida é boa demais pra ser vivida a um, tem que ser a dois, a três, a quantos for gostoso e fazer bem!

Olha só!

Eu no chá das alunas que teve lá ;D

(Quase) Todo mundo que dançou comigo!

Mais bagunças visíveis no álbum "Vida" do Facebook ;D

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Silence of love (Legendado Portugues PT-BR) - TVC Thai Life Insurance

Hoje apenas gostaria de compartilhar um vídeo que me me trouxe lágrimas e reflexões da vida... Da vida, da surdez, do meu pai, de tanta coisa!

Obrigada ao meu pai por existir na minha vida. O dia dos pais já passou, mas fica a bonita mensagem.


Bom final de semana! O meu será :)

PS: Apesar do vídeo usar o termo "surdo-mudo", ressalto que ele foi descartado publicamente. Hoje fala-se apenas "surdo" ou "surdez". Afinal, não é porque uma pessoa nasce surda que ela tem suas cordas vocais estáticas ou inúteis certo? Há muitos surdos oralizados por aí, eu conheço um que adoro muito, o nome dele é Tiago :)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Prêmios e Castigos


Minha mãe me mandou um email:

PRÊMIOS E CASTIGOS

Conta-se que uma menina muito estudiosa, ao ser promovida à série seguinte na escola com ótimo aproveitamento, perguntou ao seu pai:
— Papai, qual o presente que irei receber do senhor, pela minha promoção na Escola?
— Nenhum, minha filha! respondeu o pai com naturalidade.
— Como assim, meu pai? Então não mereço uma recompensa pelo meu esforço nos estudos?
— Filha querida, você vai à escola para estudar e assim, o trabalho desempenhado com as tarefas escolares e o esforço despendido para alcançar essa excelente promoção, que merece os nossos aplausos, nada mais representam do que o cumprimento do seu dever, demonstrando a sua responsabilidade da palavra empenhada por ocasião da sua matrícula. Portanto, não há motivo para receber presente como recompensa, entendeu?
— Compreendo meu pai, eu não tinha pensado nisso, e agradeço-lhe o ensinamento.
O estudo com os trabalhos decorrentes do desenvolvimento do processo educativo, constituindo um dever atural na vida do estudante, não se justifica oferecer prêmios pela promoção no fim do período escolar.
A verdadeira educação não recompensa e nem castiga.
As lições ministradas pelos professores, e especialmente o seu exemplo, demonstrado em seu comportamento, seguindo o fenômeno natural da aprendizagem, irão penetrando na mente do aprendiz, para a conquista da sua responsabilidade pessoal.
Quantas vezes presenciamos as escolas concederem prêmios aos alunos que são classificados nos primeiros lugares, colocando os seus nomes no "quadro de honra" ou mesmo, oferecendo presentes, e ainda, sendo também agraciados aqueles que mantiveram a freqüência integral!
Analisando as condições dos premiados, e comparando com as dos outros alunos, chegaremos a conclusões que preocupam qualquer educador. Atentemos para as diferenças individuais, o grau de inteligência, o sistema de vida da família, as condições de saúde, que sem dúvida, exercem a maior influência na aprendizagem.
Desta forma, às vezes, a criança que obteve menor classificação se esforçou talvez muito mais, do que aquela mais bem dotada de inteligência e que vive uma situação mais equilibrada, podendo ass imilar melhor as lições apresentadas nas aulas.
Os pais e educadores devem transmitir à criança as noções de responsabilidade no estudo, fazendo-a sentir a necessidade do conhecimento para a evolução do seu espírito.
Assim sendo, a criança compreenderá que o aproveitamento escolar é uma conseqüência natural do estudo metódico e perseverante, promovido pelo seu esforço e pela freqüência regular às aulas. Não será, então, pelo interesse dos prêmios e presentes que se aplicará nos estudos, realizando uma aprendizagem consciente, isenta de orgulho e vaidade.
E, quando houver a falta do cumprimento das tarefas determinadas, o professor deverá oferecer ao aluno uma nova oportunidade para a elaboração do trabalho exigido, explicando-lhe que não representa um castigo, mas apenas a necessidade do atendimento dos deveres estabelecidos.
Logo, concluímos que, nem prêmios nem castigos, mas sim, a formação do caráter, no sentido de plasmar no espírito infantil o senso da responsabilidade, com as idéias do respeito e da dignidade humana.
(“Crianças e Jovens”, de Izabel Bueno)



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Fiquei pensando nesse texto. Vocês concordam com ele? Assim, eu também acho que a escola sempre focar nos melhores visando à imagem da instituição é um absurdo, o mundo não se globalizou e desenvolveu só pelas mãos dos mais inteligentes e primeiros da turma, Albert Einstein só destacou nas séries finais, tinha dificuldades de fala no começo; Pablo Picasso tinha dificuldades com a escrita, Agatha Christie, escritora de mistérios, tinha dificuldade pra ler e escrever, e tantas outras pessoas foram imperfeitas em sua trajetória escolar! Isso não lhes tirou nenhum mérito no futuro!
Eu não acho que a escola tem que focar nos melhores, ela tem que focar em todos, eu sempre me esforcei muito apesar de não ser a primeira e não ter esse reconhecimento muitas vezes - tive, e era muito bom sim, me motivava a continuar tentando! O que faz diferença mesmo é o carinho que você recebe por ser você, por se esforçar à sua maneira, não importa se você tem dificuldade ou não, todos nós temos direito de nos desenvolvermos, mesmo que sejam de formas diferentes!
Não acho que devemos deixar de parabenizar uma criança que conseguiu se sair bem na escola. A questão não é dar sempre alguma coisa por esse mérito, mas reconhecer que as vezes o esforço foi dobrado e que a criança merece uma palavra de carinho, afinal, imagina nunca sermos promovidos em nossos trabalhos, nunca ganharmos um dia de folga, nunca sermos reconhecidos por quem somos e fazemos? Não acho que devemos ser extremistas nem de um lado nem de outro. Eu como pedagoga reconheço o esforço de todos, mesmo da criança mais difícil de conviver mas que de uma forma ou de outra é capaz de se mostrar uma pessoa melhor quando é valorizada. Todos nós merecemos atenção, carinho e reconhecimento. Todos.

Sobre isso, recomendo o meu filme preferido pra vocês, "Estrelas na Terra: toda criança é especial", ou o título original, Taare Zameen Par, um filme indiano que conta a história de um menininho com dislexia que sempre era excluído na escola por nunca aprender a ler ou escrever, até que ele entra em depressão profunda por ser desprezado pelos professores e pais, por sentir falta de alguém que olhasse aquilo que ele tem de bom. Até que aparece alguém assim, e transforma tudo! Ai, meu olho enche d'água, rs! Não vou contar não, nesse link tem um pouco mais sobre o filme e tem um trailer, e no youtube tem o filme fragmentado em partes, a começar por esta.



Ai quero ver de novo! É um filme assim que sensibiliza qualquer pessoa! Assisti acredito que umas cinco vezes, e todas me arrancou lágrimas! Uma delas foi junto com o meu pai, meu avô e meu irmão, TODOS choraram! Rs!
Sério, assistam!!! *_* Vale a pena. Não tem ele nas locadoras porque ele nunca veio ao Brasil, mas é por isso que temos internet!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Marco Histórico: Harry Potter!

Bom, é claro que eu tinha que fazer uma postagem dedicada à série que acompanhei em livro e em filme desde os meus dez anos de vida, certo?
Lembro-me muito bem da primeira vez que li Harry Potter. Estava no Rio de Janeiro de férias, na casa da minha avó, e o levei junto para ler, pois minha irmã Lillian já havia lido e me indicou. Foi amor à primeira vista, aquela coisa mágica, maluca, cheia de histórias e cervejas amanteigadas...(Sempre quis provar uma!)
Cada ano em que saía o livro eu o devorava como um doce; Lembro-me de ler até tarde, receber bronca da minha mãe por ainda estar acordada, e quando as luzes se apagavam, acender uma lanterna e continuar lendo escondida... Lembro sempre de ler almoçando, ler trocando de roupa, ler compulsivamente.
No dia 16 de novembro de 2001, lançaram o primeiro filme. Achei o máximo ver um filme de um livro que eu gostei tanto, apesar de sentir saudade de trechos, personagens e momentos que a literatura trouxe e o filme não. Mas acabei me acostumando, pois todos os outros filmes correram muito com os acontecimentos que os livros traziam nas 500, 600 páginas bem descritas e detalhadas...Impossível acompanhar com tamanha verossimilhança! Era sempre divertido também comparar em quanto tempo as pessoas haviam lido os livros... Lembro de ler "A Ordem da Fênix" em três dias e sair me gabando disso...


Ahn mas era muito bom ter aquela expectativa louca de ver como o filme ia mostrar os fatos narrados por Joanne Kathleen Rowling! Sempre procurei ir nas estréias e pré-estréias, para matar a ansiedade louca de ver minha imaginação ganhar vida nas telas do cinema!

Mas isso não vai mais acontecer...

No dia 14 de junho de 2011 fui assistir à pré estréia do último filme, Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte II. O coração fica a mil com aquela musiquinha básica do John Williams, Hedwig's Theme. Cheguei às 18:30 no shopping, havia comprado meus ingressos antecipadamente, mas como não dava para comprar lugar marcado, nos concentramos em filas amontoadas e absurdas até a hora da porta de vidro se abrir, 00:01. Não podíamos sentar no chão, não podíamos sair da fila, todos em euforia e vibração intensa. Conversei horas com um grupo de fãns e depois me assustei ao ver que elas só tinham 13, 14 anos. Eu ali, parecendo uma delas, com aquela adolescência de leituras e estréias assíduas reavivada. Achei o máximo pela idade, cor, sexo, gênero, nacionalidade não ter diferencial nenhum quando se trata de uma paixão em comum, e fiquei feliz porque a minha adolescência ainda sobreviveu por várias gerações com essa história tão divertida e magnífica!
Ah, não podia deixar de citar, fomos fotografadas e ganhamos jornal da Potterish, o maior site brasileiro de Harry Potter Brasileiro, com noticias, fanfics, fics, galeria de imagens, videos e tudo sobre JK Rowling e os filmes. Como eles dizem, o filme acabou, mas eles continuam...!
Quando a porta abriu, foi uma gritaria que só. Formamos filas dos filmes dublado/legendado, e aos poucos fomos entrando. Graças ao empenho meu e da minha irmã, conseguimos um bom lugar pra sentar. A emoção foi tanta que ela até chorou (coisa raríssima em filmes!), todos ficamos elétricos com cada acontecimento do filme e o tempo voou como um segundo de prazer... Quando nos demos conta, 2:30 da manhã, fim de tudo, pessoas desesperadas, aos prantos, felizes, e hora de voltar para casa.
O sonho acabou? Eu acho que não. Se na minha época me cativou tanto e ainda cativou tantas eras, o que dirá mais algumas? Parabéns J.K. Rowling! Você conseguiu fazer pessoas do mundo inteiro se unirem por sua história! Quem diria que ela surgiu numa viagem de trem, quando a vida estava difícil e havia filhos para sustentar...
Hoje ela realizou o sonho de escrever um livro e é uma das escritoras mais ricas do mundo. Fez por onde!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Romantismo??



PESQUISA DE UNIVERSIDADE ESCOCESA MOSTRA QUE AS COMÉDIAS ROMÂNTICAS PODEM FAZER AS PESSOAS TEREM UMA VISÃO EXCESSIVAMENTE IDEALIZADA DO AMOR



Matéria disponível através do Correio Braziliense do dia 19 de julho (hoje) ou através do site Correioweb, área Eu, Estudante. (Foto: Rafael Ohana da Rocha)





Claro que eu tinha que publicar no meu blog a primeira vez que eu apareci num jornal rs! O irmão de uma amiga me indicou para participar de uma entrevista na semana passada, daí publicaram hoje!
Falei sobre as comédias românticas, que são um vício na minha vida e estão sempre presentes nas prateleiras do meu quarto e nas telinhas da casa, sejam as coreanas que eu baixo da internet, sejam as européias e americanas que eu compro e assisto no cinema ou na televisão!
Eu já fui uma pessoa muito iludida com essas coisas, querendo ter um romance perfeito, que nem de Amor além da vida, ou Cidade dos Anjos, ou Kate e Leopold, filmes que trazem homens tão perfeitos quanto os descritos pela Nora Roberts (Cito aqui meus livros preferidos: Trilogia do Coração em "Diamantes do Sol", "Lágrimas da Lua" e "Coração do Mar", Trilogia da Magia em "Dançando no Ar", "Entre o Céu e a Terra", "Enfrentando o Fogo" , O amuleto, e vários outros). Mas esses romances não existem, diante de pessoas traiçoeiras, infiéis e sem valores que encontramos pelo mundo afora (não, não estou sendo extremista, infelizmente há muitas assim, muitos casos absurdos que a mídia esconde mas de vez em quando solta alguns...). Há histórias e histórias de violência doméstica, maus tratos, violência verbal, problemas sexuais e de comunicação e tantos outros que ouvimos falar por aí. Os problemas existem, pessoas ruins também, mas o que deve ser diferente é a nossa maturidade e a nossa forma de se colocar diante desses problemas.
Não acho que devemos nos iludir e insistir em algo que não dá certo. Também não acho que devemos achar que ninguém presta e nos privarmos da felicidade a dois. Acho sim que temos o direito de sonhar (ai fala sério, é tão boooom delirar com essas coisas!) e de querer o melhor pra nossa vida, porque todos nós merecemos ser felizes. E foi isso basicamente que eu falei!

Para quem gosta do doce...
Claro que eu não poderia deixar de citar os dramas coreanos, meus preferidos, que até apareceram na entrevista mas não na matérias! Rs! O legal é que não há todo aquele apelo sexual americano ou brasileiro, mas sim histórias mais divertidas e hilárias! Cito aqui um dos meus primeiros e preferidos, My Girl (nesse wordpress tem uma descrição com spoiler, apesar da autora não ter gostado tanto quanto eu) e um dos que vi recentemente que também entrou pra lista dos favoritos, Secret Garden, que tem o lindo Hyun Bin (Impossível não se apaixonar pelos atores coreanos!

Personal Taste, citado também no mesmo wordpress e atuado pelo lindo Lee Min Hoo (famoso pelo drama Boys Before Flowers)

Secret Garden

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Língua Brasileira de Sinais

Oi pessoal! Tudo bem?
Estou praticamente ao término de mais um cansativo semestre, e com muitas notícias legais, como o meu novo estágio em um centro de informática da UnB (que é de onde estou escrevendo agora), que vai me dar tempo e disponibilidade pra estudar, um carrinho adquirido pelo meu avô que comprou um novo e me passou o antigo, que se Deus quiser será quitado por mim e pelo meu pai em alguns anos, a aquisição de 17 créditos de aproveitamento de estudos independentes que eu solicitei na minha faculdade para tentar me formar mais rápido, o que faz com que restem 31 e dá possibilidade de eu me formar ao final do ano \o/ uhul



E a coisa mais divertida que eu queria compartilhar com vocês:
Esse semestre fiz uma disciplina de Libras na Faculdade de Educação, com a professora Edeilce Buzar que é intérprete há vinte anos. Utilizando os livros da FENEIS (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos), órgão que existe em Brasília e tem sua sede do Rio de Janeiro, aprendemos o básico do básico nos módulos 1 e 2, e foi muuuuuuuuito legal!
A Libras tem variações regionais assim como o português, e muda sua língua em outros países também, assim como o português comparado ao espanhol ou ao inglês (pode ter semelhanças e sinais universais, mas varia como qualquer língua nacional). Nesse pequeno curso de 60 horas nós aprendemos MUITO e foi muito divertido ter contato com a cultura surda e ver como eles desenvolvem identidades tão peculiares quanto às nossas, de ouvintes. É incrível ver o mundo visual e espacial que eles captam em suas mentes, e muitas vezes percebendo tantas coisas que nós não somos capazes de enxergar ou "ouvir" com os olhos, as nossas expressões corporais e faciais e as nossas mãos. É incrível, de verdade!
Na língua surda, cada pessoa tem um nome, como qualquer outra, mas em especial, um nome chamado "sinal". Meu nome é Luiza, na primeira vez que me apresento posso digitar em Libras L-U-I-Z-A, mas graças à um querido amigo surdo, agora tenho um sinal, que é um L desenhando um sorriso em meu rosto. Apenas os surdos podem dar sinais! Às vezes os mesmos vêm atribuídos de características que nem prestamos tanta atenção, como pintinhas, cabelos cheios, lisos, bochechas, covinhas, brincos grandes, pirceings, ou até mesmo quilinhos a mais ou menos... As características podem ser gerais, físicas, ou bem específicas (tenho uma amiga que ganhou um sinal da letra A acariciando seu braço, o que mostra que ela é muito meiga)!
Na internet tem um dicionário bem legal, que é esse. Há outros, dá pra achar no google, mas não esqueçam que tem a variação linguística (se eu fizer determinadas palavras em Brasília, elas podem não significar nada no Rio de Janeiro, e vice-versa).
Outra coisa que também é diferente é a forma de falar. Não é só traduzir cada palavra do português para libras, os artigos e muitas preposições não são utilizadas, além da conjugação de verbos ou gênero de palavras. As falas lembram o inglês, porque ao invés de falar "criança pequena", eles falam "pequena criança". No site que eu indiquei tem uns exemplos e dá pra ver a diferença. Ah, sobre palavras sem gênero? Verbos no infinitivo? Fica algo do tipo "EU VIAJAR FÉRIAS RECIFE. CONHECER MENIN@ BONIT@ LÁ, MUITO B@M! " (Eu viajei de férias pra Recife, conheci um menino muito bonito lá! Foi muito bom!)
Pode parecer estranho, mas fica bem mais fácil pra falar! E a comunicação é completamente efetiva, como qualquer outra em outra língua.
Uma questão que me fez pensar aprender libras, conhecer surdos, foi sobre a história deles, sobre como a sociedade já torturou essas pessoas que nasceram sem ouvir sons, tentando consertá-las e adaptá-las ao padrão "normal" da sociedade, impondo-lhe aparelhos auditivos, o implante coclear (por cirurgia, o bilinguismo (oralizar o surdo) e vários procedimentos que trazem uma vivência dolorosa e traumática para a criança surda. Muitas vezes os pais não têm a devida comunicação e afeto. Pense no lugar da criança: você nasceu sem ouvir, quando seus pais descobrem que você é surdo, eles vivem o luto do filho que desejavam e se afastam de você, e um dia, sem ninguém lhe explicar, te levam para um hospital para te impor situações difíceis e que na sua cabeça não fazem sentido nenhum!
Ah sim, e há quatro tipos de surdez, a perda leve (ainda dá pra ouvir sons baixos), a moderada (barulhos mais altos como sirenes, máquinas de obras e outros são ouvidos bem baixinho) e severa (não se escuta nenhum som exceto com aparelhos) e a profunda. Antes eu imaginava o quanto devia ser difícil pra um surdo, mesmo sabendo libras, porque a nossa sociedade não é bilíngue e pra pedir uma informação deve ser a maior dificuldade... Foi aí que me dei conta de que há comunidades surdas, com suas culturas, histórias e vidas. Há pesquisas que apontam que o surdo se desenvolve com um nível muito mais adequado e rápido com sua língua do que com uma língua imposta por aparelhos. Conheci surdos oralizados também, mas todos têm histórias difíceis, e pelo menos a maioria, se pudesse escolher, preferiria não ter que se adaptar à sociedade, mas gostaria que a sociedade se adaptasse à ela.
Eu sou a favor de escolas bilingues (onde todos aprendam português e libras e possam compartilhar culturas e vivências), quero aprender mais libras, quero ensinar libras para os meus filhos e propagar essa ideia de que somos todos humanos e mesmo que alguns se desenvolvam por outros caminhos, devemos fazer isso juntos e unidos - diferente da atual situação, onde o MEC quer acabar com as escolas bilingues ou voltadas aos surdos porque acredita que a inclusão vai acontecer apenas na escola atual, sendo que não há preparo nem da instituição nem dos profissionais da educação para que isso aconteça, como constatou a minha professora em sua tese de mestrado (que realmente os surdos ficam isolados e que essa inclusão não acontece). Aqui em Brasília teve um protesto contra esse modelo de educação, onde foi feito um anúncio feito pela diretora nacional de Políticas Educacionais Especiais do MEC, Martinha Claret, sobre o fechamento, até o fim do ano, do Colégio de Aplicação do Instituto Nacional de Surdos (Ines), em Laranjeiras, e do serviço de ensino fundamental para deficientes visuais do Instituto Benjamin Constant, na Urca. Absurdo!

Bom, é isso, contei um pouco de uma história linda que me comoveu, de uma gente tão grande quanto tantas identidades maravilhosas que existem pelo mundo.


Me apaixonei, hehe!


Por isso, deixo um presente pra vocês:



sexta-feira, 29 de abril de 2011

Autora da vez!

Olá pessoal! Como vão todos?
A vida está corrida, quero me formar esse ano e há chances de eu conseguir!
Uma coisa que ultimamente tem me deixado muito feliz são os livros da Sophie Kinsella, autora daquele livro que ficou famoso: Os delírios de consumo de Becky Bloom.
Eu li este, apesar de não ser o meu favorito, e indico os dois próximos:

Eu adorei esse livro, nos faz refletir muito sobre como somos viciados nessa onde capitalista maluca de fazer dinheiro, trabalhar, lucrar, se dar bem, e acabamos deixando de viver o melhor da vida. Eu ri muito nesse livro!

Samantha Sweet é uma jovem e dinâmica advogada corporativa, dividida entre contas e clientes, sem tempo para nada além da carreira. Relacionamentos? Só com seu blueberry, última geração. Em Samantha Sweet, Executiva do Lar, Sophie Kinsella faz uma divertida crítica à pressa - e às pressões - da vida moderna. Samantha Sweet está prestes a se tornar sócia da firma de advocacia onde trabalha. Isso se ela não tivesse cometido a maior mancada de sua trajetória profissional. Um erro tão absurdamente grave, que custará à empresa milhões de libras. Completamente baratinada pelo furo, ela surta. Pega o primeiro trem para fora da cidade e vai parar na entrevista de emprego mais equivocada de sua vida. Sua natureza competitiva logo é ativada e ela decide que será contratada, sem se preocupar com o cargo.
Assim, nossa heroína ganha um novo plano de carreira: como empregada doméstica de uma socialite deslumbrada. Sem nem ao menos saber como ligar o ferro de passar. Ou para que diabos serve metade dos aparelhos de uma cozinha. Mas talvez ela não seja tão incapaz como doméstica quanto imagina. Talvez, com alguma ajuda, ela possa até fingir. Será que seus patrões descobrirão que sua empregada é de fato uma advogada de alto nível? Será que a antiga vida de Samantha irá alcançá-la? E, mesmo que isso aconteça... será que ela vai a querer de volta?
Samantha Sweet, Executiva do Lar é a história de uma mulher que precisa diminuir o ritmo. Encontrar-se. Apaixonar-se. (Fonte: Submarino)



Esse livro eu achei muito bom porque é uma história bem diferente - imagina você perder a sua memória por alguns anos e acordar sabendo que está rica e casada com um homem que PARECE perfeito?

Lexi desperta em um leito de hospital após um acidente de carro, pensando que está em 2004, que tem 25 anos, uma aparência desleixada e um namoro desastroso. Mas, para sua surpresa, ela descobre que está em 2007, tem 28 anos, é chefe de seu departamento e sua aparência está impecável. E ainda é casada com um lindo milionário! Ela não pode acreditar na sorte que teve. Mas conforme ela descobre mais sobre a nova Lexi, nota problemas graves em sua vida perfeita. E, para completar, uma revelação bombástica pode ser sua única esperança de recuperar a memória. (Fonte: Submarino)

Gostei muito mesmo, e me coloquei no lugar dela, imagina se isso acontecesse conosco? Deve ser horrível! Durante a minha vida conheci uma pessoa que caiu e bateu a cabeça quando tinha 18 anos de idade, e desde então não possui NENHUMA memória de ANTES DISSO. Ela me contou que agia como criança sem entender as coisas direito e teve que reaprender TUDO sobre a vida. Chocante! Nós realmente temos sorte por não ter passado por esse tipo de coisa...

Bom, daí tem mais um, que eu ainda não li porque há séculos estou esperando minha irmã terminar de ler, e minha mãe já disse umas quinhentas mil vezes como é bom:




Ao contrário do que parece, não conta a história de uma menina de 20 anos, e o enredo parece simples mas tem alguma coisa por trás... (Fonte: Submarino)

O espírito da tia-avó de Lara Lington, que foi uma jovem dançarina de Charleston com ideias avançadas sobre moda e amor, aparece misteriosamente com um último pedido: Lara precisa localizar um colar que foi dela por mais de 75 anos. Só assim Sadie poderá descansar em paz.
Além de encontrar a joia, Lara tem que lidar com "probleminhas" do dia a dia: a sócia fugiu para Goa, sua empresa está afundando e ela acabou de ser abandonada pelo homem "perfeito".
Nesta divertida história, Lara e Sadie são duas meninas de vinte bem diferentes que vão aprender a importância dos laços familiares e da amizade.


Agora, sobre a autora - que é sempre bom saber um pouco, muitas vezes descobrimos coisas incríveis - ela é uma escritora britânica e ex-jornalista de economia, com especialização na área financeira. É extremamente cuidadosa com seu dinheiro e raramente é vista fazendo compras fora de liquidações - o que deu origem ao livro da Becky Bloom. Ela tem um excelente relacionamento com o gerente de seu banco. Nasceu Madeleine Wickham, Londres, em 1969, e foi fundo em sua carreira de escrita, o que na minha opinião é um grande sucesso. Ela tem até seu próprio site ;)

Mas é isso, vale a pena e recomendo!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Resumo do dia.



Uah. Acordei. Primeiro dia de aula na faculdade, depois em que todos praticamente já estão no meio de seus semestres.
Fui para a aula, e a professora passou exatamente uma hora e quarenta contando a trajetória da sua vida. Até que foi engraçado, mas é um jeito bastante estranho de se introduzir uma disciplina. Depois, já não conseguia prestar atenção ao que o professor da outra aula falava, e logo cheguei em casa às pressas para engolir o almoço e ir trabalhar. Saí atrasada - mas o almoço estava uma delícia.
Cheguei na escola já vendo estrelas, cabeça estourando, cólica gritando. Ai meu Deus! Corri para a enfermaria assim que tive uma brecha. Tomei um Buscopan composto e voltei às atividades normais. Um pestinha não queria de jeito nenhum ouvir às professoras, e na tentativa de fazê-lo levei quatro chutes e alguns desaforos. De um menino de quatro anos. Ah! E ganhei meu segundo roxo no corpo - hoje no braço, semana passada na perna.
Não sabia mais o que fazer, e corri para a coordenação na hora do meu intervalo. Segurando ao máximo para não chorar de desespero, tentei me despedir, sem sucesso nenhum. De tudo faziam para eu ficar - parece que minhas ações têm importância! Me senti até um pouquinho valorizada, que bom. É, vou pensar a respeito e aceitar a proposta com pequenas exceções - como sair vinte minutos mais cedo às terças-feiras, dia em que terei aula à noite exatamente no mesmo horário em que o meu turno acaba.
Com a conversa toda, acabei ficando sem lanche. Droga. No fim do meu expediente, meu estômago ronca, e não há previsão para comida. Na parada de ônibus, antes do dentista, não sucumbi à gula e acabei comendo ali mesmo, um cachorro quente de rua e um bombom. Espero que eu sobreviva.
Cheguei ao dentista. Falei para a minha dentista que novamente há uma regressão no meu tratamento, pois novamente não consigo encostar os meus dentes de cima nos de baixo. Ela sugeriu fazer uma experiência - EXPERIÊNCIA! - e colocar um parafuso no osso da minha mandíbula para acelerar o tratamento. De acordo com ela, não dói nada - por que todos eles falam isso quando não é verdade? - e isso seria melhor do que uma cirurgia complexa, o que é mais traumático e não seria recomendado, ainda que o meu caso seja um caso de cirurgia. Ah, que pânico! Boca aberta, anestesia, internações... No way!
Saí do dentista e olhei para fora. Escuro. Deserto. Nenhuma alma penada. Nem os malditos ônibus. E chuva rala e chata.
Fiquei tempos e tempos com o guarda-chuva a espera de um milagre, e eis que ele vem: dois homens aparecem andando de mãos dadas. Crio coragem e assim que eles passam por mim, viro e digo:

- Vocês vão para a rodoviária? (Ela estava perto mas eu não tinha coragem de me arriscar a ir sozinha)

- Se não passar nenhum táxi, sim. - Diz um cara com cachos castanhos. Ambos parecem serenos e tranquilos, e esse mostra ao outro um pouco da cidade. Acabo os acompanhando e ajudando com alguns pontos turísticos da cidade de Brasília. Ermida Dom Bosco, Parque da Cidade, etc. Enfim, chegamos e subimos juntos ao ônibus. E ambos confessam estar casados e viajando pelo mundo. Uau, achei que isso era coisa de livros. Mas fiquei maravilhada, fui salva por aqueles dois, e imensamente grata, nos despedimos.

Agora estou em casa, quentinha e pronta para dormir e começar mais um dia de caos. Desejem-me sorte!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Esperança Dana!


Hoje vim dividir um pouco de informação e esperança com vocês.


Essa é a Dana ainda internada, com sorinho no braço.

Meu padrasto Alexandre e minha mãe Glória compraram uma cadelinha num dia desses, a coisinha mais bonitinha do mundo, uma mistura de Basset com um viralata de porte menor. O nome dela é Dana e ela é super animadinha quando a chamamos, vem correndo balançando o rabinho.
Três dias depois de ser comprada, ela estava tão fraca que mal conseguia se levantar. A levamos ao veterinário de descobrimos que ela estava com uma forte virose, tudo por não ter sido vacinada corretamente. Ela ficou muitos dias internada, e tudo o que a vendedora disse foi "Se ela morrer, eu troco o cachorro." Fico pensando quantas pessoas mais existem dessa forma no mundo. Tantas piores.
O local foi a Feira dos Importados, onde atualmente abre uma mini-feira de filhotes aos finais de semana. Esses filhotes são pequenos, indefesos, ficam expostos ao sol e sabe-se lá o jeito que são tratados fora daqui. Quando compramos a Dana, ela já estava com febre, barriga quente, e tudo o que a vendedora disse foi que ela havia acabado de comer.
Demos sorte, o veterinário disse que a cada dez cachorros que ele recebe comprados nesse local, nove morrem, e parece que a nossa Dana foi uma sobrevivente, ainda que esteja precisando de muitos cuidados e carinho.
Fui visitá-la no veterinário nesse sábado, minha mãe vai todos os dias. Ela foi liberada nesse mesmo dia, mas ainda está fraca, magra, abatida e com anemia. Rezem por essa pequenininha, ela é cheia de vida e ainda tem muito pra aproveitar!
Levamos esse caso a alguém que pudesse ajudar. A Globo gravou uma pequena reportagem e mostrou hoje no Bom dia DF, as 6:30 da manhã. Para quem não viu, segue a entrevista - tem vídeo - aqui nesse link.
Cachorros são tudo de bom, e só descobrimos isso quando temos um!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Cupcake de Aniversário!




Oi gente! Meu aniversário foi agora no dia 7 de março. Resolvi testar uma receita de CupCake de chocolate. Contei com a ajuda da Bele, do Paulo, do Marco e da Amanda, portanto os créditos são de todos! O glacê de cima e a decoração é exclusivamente por minha parte.
Vi a receita no site Tudo Gostoso e recomendo muito!
Segue abaixo a receita!
Olha como ficou! ;D
Cupcake ou Bolo de Chocolate com Glacê de Chocolate
±12 cupcakes (eu fiz a receita triplicada)
Ingredientes:
1 e 3/4 xícara de farinha de trigo
1/3 xícara de chocolate em pó (70% cacau)
1 e 1/2 colheres (chá) de fermento em pó
1 colher (chá) de bicarbonato
1/2 colher (chá) de sal
1/2 xícara de óleo
1/4 xícara de manteiga sem sal, amolecida
1 xícara de açúcar
1 colher (chá) de essência de baunilha
3 ovos grandes
1 xícara de chocolate meio amargo, derretido
1 xícara de buttermilk*
*Receita de buttermilk caseiro: Para cada xícara de buttermilk que a receita pedir, coloque 1 colher (sopa) de suco de limão ou vinagre branco em um recipiente graduado, e acrescente leite até completar uma xícara. Deixe descansar por cerca de 10 minutos antes de usar.
Glacê:
2/3 xícara de açucar
1/3 xícara de farinha
3 colheres (sopa) de chocolate em pó
1/8 colher (chá) de sal
1 xícara de leite
1 xícara de manteiga sem sal, amolecida
1 xícara de chocolate meio amargo, derretido
Preparo:
Pré-aqueça o forno a 180°C. Unte ou forre forminhas de muffin.
Peneire os ingredientes secos juntos. Numa tigela, bata o óleo, a manteiga, o açucar e a baunilha até ficar cremoso, cerca de 2 minutos. Acrescente os ovos, um a um, e bata. Junte o chocolate derretido e bata até incorporar. Em velocidade baixa acrescente a mistura de ingredientes secos, alternando com o buttermilk e bata até misturar bem, cerca de 2 a 3 minutos.
Divida a massa nas forminhas e asse por 20-25 minutos, ou até que o teste do palito saia limpo.
Para o glacê, coloque numa panela o açucar, a farinha, o chocolate me pó, o sal e o leite e deixe ferver, mexendo sempre. Ferva por 1 minuto ou até engrossar. Retire do fogo e passe o glacê numa peneira. Leve para esfriar na geladeira
Enquanto isso bata a manteiga até ficar cremosa, cerca de 1 minuto. Acrescente o “mousse” de chocolate e misture até incorporar, cerca de 1 minuto. Acrescente o chocolate derretido e bata até ficar cremoso e fofo, cerca de 2 minutos. Cubra os cupcakes com o glacê com a ajuda de um saco de confeitar ou com uma colher.

PS: Quando eu fiz a receita, coloquei mais farinha do que devia no glacê, daí tive que ir acrescentando mais açúcar e leite pra conseguir coar. No final, tive que deixar o glacê na geladeira pra ele endurecer um pouco e só deixar para sobrir os bolinhos na manhã seguinte, pois quando eu fiz ficou muito mole e acaba caindo para os lados do bolinho e sujando tudo! Masss foi um sucesso!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Marcador de Flor

Fazer marcadores de página com E.V.A é muito fácil. Arranje cores, texturas e estampas diferentes, que fica fácil criar qualquer coisa. Basta imaginação. E claro, para detalhes, aqueles grampeadores com formatos ajuda MUITO - coração, borboletas, estrelas, outros - pena que é meio caro, mas compensa se você usar bastante.

Olha o que eu fiz lá no colégio Maria Montessori! ^^ O destaque aqui são os olhinhos que se mexem e a caneta de tecido que realça os detalhes do marcador. Ficou bonito?

Apaixone-se


Nossa, como está tarde. Estou de férias da universidade - sim, repito novamente, por causa da greve estamos tendo as nossas férias agora, em fevereiro e março. Não digo que estou parada por causa do estágio que estou fazendo na escola, mas tenho tentado aproveitar as minhas horas livres para fazer coisas que eu gosto, como assistir compulsivamente mais um seriado coreano. Essa coisa vicia de verdade, eu já perdi as contas de quantos já foram...
Acabei de terminar um, ele se chama "My name is Kim Sam Soon"
Eu poderia comparar com uma Bridget Jones asiática, mas acredito que a história é um pouquinho diferente. Bem, é sobre uma mulher de 30 anos solteira, gordinha e complexada com a vida, mas também uma história de amor, de esperança, de sonhos, desejos e lutas árduas. Faz-nos pensar em muitas coisas em nossa vida que queremos e que não queremos. Não vou ficar aqui contando tudo o que eu assisti, por isso falo apenas de um trecho que é citado durante a série de um poema chamado "Apaixone-se", que vale a pena ler e refletir sobre:

"Amanhã, apaixone-se.
Porque o dia seguinte é o dia mais importante da sua vida.
É no dia seguinte que sabemos se o dia de ontem valeu a pena.
É no dia seguinte que acordamos para a realidade ou dormimos no sonho.

A vida da gente começa no dia seguinte e só existe uma maneira de viver: APAIXONADO.

Por isto dance, dance como se ninguém estivesse vendo você,
Trabalhe como se não precisasse de dinheiro,
Corra como se não houvesse a chegada,
Ame como se nunca tivesse sido magoado antes,
Acredite como se não houvesse frustração,
Grite como se ninguém estivesse ouvindo,
Beije como se fosse eterno,
Sorria como se não existissem lágrimas,
Abrace como se fossem todos amigos,
Durma como se não houvesse amanhã,
Crie como se não existisse crítica,
Vá como se não precisasse voltar,
Acorde como se você nunca mais fosse dormir de novo,
Faça a próxima viagem como se fosse a última,
Vista-se como se não conhecesse espelhos,
Proponha como se não existissem as recusas,
Brinque como se não tivesse crescido,
Levante como se não tivesse caído,
Case como se não houvesse outra,
Mergulhe como se não houvesse medo,
Ouça como se não existisse o certo ou errado,
Fale como se não existisse o certo ou errado,
Aprecie como se fosse eterno,
Viva como se não houvesse fim.

Prefira ser invés de ter,
Sentir invés de fingir,
Andar invés de parar,
Ver invés de esconder,
Abrir invés de fechar.

Apaixonar-se é um exercício de jardinagem: arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, espere, regue e cuide. Terá um jardim. Mas esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excesso de chuvas. Se desistir, não terá um jardim. Terá um descampado.
A paixão não se vê, não se guarda, não se prende, não se controla, não se compra, não se vende, não se fabrica.
A paixão é a diferença entre o sucesso e o fracasso.
Entre a dúvida e a certeza.
Entre aqueles que gostam do que fazem e aqueles que fazem o que gostam.
Apaixonados não esperam, agem.
A paixão é o que faz coisas iguais serem diferentes.

Lembre-se que a arca de noé foi construída por apaixonados que nada conheciam de navegação e de embarcação e o Titanic foi feito por engenheiros profissionais, fabulosos, que queriam mostrar seu poder.
Amanhã, quando acordar, pense se hoje valeu a pena e APAIXONE-SE. Porque em 24 horas você vai entrar no dia mais importante da sua vida: o dia seguinte."
Gostaria de saber quem escreveu isso. É bem repetido pela internet afora, mas não conseguir encontrar um autor, senão o citaria. Se alguém souber por favor diga.

Isso me fez pensar em mim e na minha vida. Hoje eu acordei de bem com o mundo, sorri para tudo e todos, fiz meu trabalho direitinho e ajudei como pude nas coisas. E me senti bem, bonita, maravilhosa. É incrível como quando você se sente bem as outras pessoas passam a te notar mais também. É por isso que eu reafirmo: apaixone-se. A vida pode ser tão boa, mesmo com um milhão de problemas, contar pra pagar, casos para resolver, coisas para se desesperar... Não importa. A felicidade depende de nós.

Deixo de presente uma música maravilhosa de uma mulher incrível.
Tango to Evora, Loreena Mckennit.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Experiência Escolar

Meu trabalho no Colégio Maria Montessori está indo bem. Em menos de uma semana, fui remanejada da equipe de apoio para auxiliar de sala de aula. Acabei indo parar no Maternal I, atendendo crianças de 2 a 2,6 anos. São realmente pequenas!!! E lindas. Para quem nunca trabalhou em uma escola e principalmente em sala de aula, estou me saindo bem, ainda que acostumando com a troca de fraldas e os choros constantes.

Mas é tudo questão de tempo, pois eles estão passando pelas semanas de adaptação e ainda estão se acostumando com a ideia do que é uma escola. Sentem muita falta dos pais e possuem a habilidade incrível de se distrair com o mundo e sair de perto da turma - tem que correr atrás meeesmo! Fiquei com medo do que aconteceu anteontem, não sei se todos sabem, mas aqui em Brasília houve um descuido dos professores durante uma aula de natação e uma criança dessa mesma idade foi até a piscina de adultos sozinha e faleceu por afogamento. Senti o peso da responsabilidade desse trabalho, e muito pesar pela escola - que é uma boa escola, as minhas irmãs estudaram lá durante o Ensino Médio, mas talvez a Educação Infantil ainda deixe a desejar...
Se alguém quiser mais saber sobre isso, tem a notícia aqui.
Bom, é bastante trabalho mesmo, uma correria que tem que ter habilidade e agilidade - coisas que ainda estou trabalhando ardualmente rs, pois me considero ligeiramente lenta. Mas com amor e dedicação tudo dá certo! Eu com mais uma auxiliar e mais a professora de sala lidamos com 21 crianças, sendo um educando com necessidades especiais (Síndrome de Down) que é a pessoa mais lindinha do mundo, a única que engatinha e não fala, e dá vontade de brincar o dia todo rs!

Bom, é isso, o estágio está sendo bom, vamos ver se dou conta de continuar quando o semestre começar, principalmente porque eu fui selecinada em um outro estágio que é na própria UnB e vai pagar R$20 a mais do que estou recebendo nesse. A questão é a escola é o espaço de atuação do meu curso, mas fica longe e vai ser bem mais complicado transitar de um lugar para o outro... Bem, vou pensar!! E tentar aproveitar essas férias estranhas onde todos estão trabalhando e estudando... Vou dando notícias, prometo viu?

Fica um vídeo temático com uma música que eu acho bem bonitinha ^^



Depois vou mostrar o marcador de página bonitinho que eu fiz na escola :] lá a gente aprende muuuuitas coisas!

Bom resto de semana gente!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Notícias!


Olá para todos, como vão?
Entro no meu próprio blog de vez em quando e me cansei de ver a antiga mensagem de Natal, afinal, estamos já no fim do mês de um novo ano!
Bom, eu desejo para todos um ano maravilhoso, que todas as coisas que tanto sonhamos para a nossa vida possam se concretizar - pelo menos tudo aquilo que somos capazes de sonhar e correr atrás, porque senão seria ótimo que todo mundo ganhasse na loteria ou coisas do tipo.
O ano que se passou foi um ano bastante peculiar para mim. Mudei de casa, mudei de vida. Fiz a prática da Pedagogia nos hospitais, enfrentei drásticas mudanças de rotina, de estudos, de vida. Sofri, ri, chorei, sorri. Foi bom sim, porque todas essas coisas que acontecem fazem de mim uma mulher cada vez mais madura e experiente.
Esse ano que se inicia tenho grandes expectativas. Estudar bastante visando à uma formação adequada - que se dará em um ou um ano e meio - e trabalhar, para começar a caminhar com os meus próprios pés. Hoje inicio um estágio em uma escola chamada Maria Montessori, é a primeira vez que vou estagiar de verdade em uma escola, o que é ótimo porque me fará refletir sobre a minha formação e prática pedagógica, já que nunca tive intenção de atuar em uma instituição escolar de ensino e quero justamente confirmar isso. Não se assustem, eu faço Pedagogia, mas há várias áreas de meu interesse, como a Pedagogia Hospitalar em primeiro lugar, pesquisa, orientação pedagógica, gestão ou pedagogia empresarial, que é bem interessante. É incrível como o meu curso tem um leque de possibilidades que podem ser escolhidas e trilhadas. O problema é se focar em uma coisa só! (risos)
Bom, tenho boas perspectivas, e claro que sonhos também, farei de tudo por eles, e portanto desejo que vocês possam buscar os seus e que eles também se concretizem.
A única coisa que me chateia é ter aula em janeiro e fevereiro. Ano passado houve uma greve na Universidade de Brasília que emendou com as férias do início do ano, o que nos deixou parados por cerca de cinco meses. Depois de desesperos e angústias, voltamos praticamente sem férias no meio do ano e tendo aulas em cima do Natal. Agora, encerramos finalmente o segundo semestre de 2010 no dia 9 de fevereiro, tendo férias num período completamente louco, onde todos estarão estudando e trabalhando e nós não poderemos aproveitar ninguém, assim como não podemos fazer agora, enquanto todos saem de férias e nós temos que estudar para provas e seminários...
Bom, é a vida! A escolha de uma faculdade pública foi minha opção, é apenas uma consequência que tenho que aceitar, é direito dos professores fazerem greve e lutarem por seus direitos. Mas agora, quero me focar um pouco nos meus e lutar por eles.
É, isso, só queria desejar um Feliz Ano Novo para todos, e me desculpem de verdade pelo atraso!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal!


Estava vendo no blog, eu nunca fiz um post exclusivo para o Natal. Depois de poucas postagens nesse ano, gostaria de homenagear a todos que esse ano lutaram, choraram, não desistiram, seguiram e seguem adiante. Gostaria de deixar aqui uma mensagem de paz e amor infinitos, e dizer que absolutamente todos merecem a felicidade plena e divina - mesmo as "piores" pessoas, elas são as que mais precisam de amor da humanidade.
Alguém se lembra o significado do Natal? Eu ouço por aí várias coisas, presentes, comida, bebida, festa, paz, amor, felicidade, e mais raro, a comemoração do nascimento de Jesus Cristo - não que ele tenha nascido exatamente neste dia, mas pelo menos há de se ter um dia que isso pudesse ser simbolizado. Hoje incorporamos essa simbologia ao Natal, junto dos presentes que os reis magos levaram para tal criança, e também do bom velhinho que percorre as ruas distribuindo presentes de Natal e levando, ou Lutero enfeitando um pedaço de pinheiro que colheu da natureza em uma noite estrelada... E mais do que isso, é um momento de se pensar um pouco mais em amor fraterno, em estar junto porque se quer estar junto, para compartilhar bons momentos, fazer orações, cantar, enfim, ter um momento de alegria, depois de um ano tão exaustivo.
Gostaria de desejar essa paz, toda essa simbologia de amor e de união para todos vocês. Curtam, perdoem, amem, sejam felizes. Espero também que nesse momento de paz possamos refletir com nossos corações e usar a virada do ano como um motivo para se transformar também, para melhor. Quem sabe dessa maneira não evitemos uma guerra desnecessária? Sim, falo das Coréias, pois é um país que tenho grande carinho e não desejo de maneira alguma que esse mundo sofra mais tristeza do que já aguentou até a atualidade.
Tenhamos consciência, fé, esperança. É tempo de renovação gente!
Desejo a todos um felicíssimo Natal e um grande ano que começa e se transforma.
Deixo também meus bons votos acrescidos de um pouquinho de carinho para toda a minha família, meu pai que voltou esse ano e que nos fez muito felizes, minha mãe que sempre será a minha representação de força e amor, à minha segunda mãe que sempre me apoiou em tudo, aos meus irmãos que estão cada vez mais firmes e maduros para a vida, ao meu namorado que tem estado ao meu lado em todos os momentos, aos meus amigos que sempre serão as pedras mais preciosas que carregarei por toda a vida. E claro, ao Lupe também, meu cachorrinho muito lindo!!!!
FELIZ NATAL!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Doe vida!




Ontem fui doar sangue. Tentei postar mas as vezes meu computador não colabora com nenhum site do Google...

Pois bem, foi suuuper legal! Realizei uma das minhas metas para os próximos tempos, e definitivamente pretendo me tornar uma doadora de carteirinha!
Foi bem assim, eu cheguei, disse que queria doar sangue, aí o atendente me encaminhou para um médico que me pesou, picou meu dedo, tirou um tantinho de sangue e fez um teste que eu não sei o que é, e depois me encaminhou para um outro médico que me aplicou um questionário sobre meu histórico de saúde. Daí depois eu recebi um lanchinho de biscoito de maisena e suco, e depois de comer, fui chamada, e a enfermeira que me atendeu era um amor!
A agulha é grossa que só, mas a pontinha é fina, por isso, é só uma picadinha, nem dói. Doei 497 ml, parece que não tem aceitam 500 porque não cabe na bolsinha e por causa da coagulação do sangue.
A retirada do meu sangue demorou nove minutos. Precisei ficar apertando uma bolinha pro fluxo aumentar. Depois, usei um algodão para pressionar o local onde foi injetada a agulha, e depois aquele curativo pequeno e redondo. Ao final, recebi um super lanche que contava com uma maçã, um iogurte de côco, um suco de morango e um pão careca (de cachorro quente) grande com queijo, presunto e manteiga. Banquete!
E ainda, o melhor: Não tive nenhuma reação ou efeito colateral, no máximo, um soninho e mais sede. Nas próximas doze horas à doação não se pode realizar atividades físicas e deve-se beber bastante líquido. O site do Hemocentro de Brasília tem todas as explicações para quem ficar interessado.

É como dizem... Doe sangue e salve vidas!
Acho que o meu atual estágio supervisionado no hospital também me motivou a isso. Mas com certeza é uma ideia que deve ser praticada!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Carta de uma Cartomante

Bom, em primeiro lugar, quero dizer que sou adepta ao espiristismo segundo Alan Kardec. Se não lhe agrada tais assuntos, leias outras postagens que todas são boas.

Continuando. Minha mãe trabalha como psicógrafa e psicopictógrafa num centro espírita aqui pertinho, e esse mês elas nos trouxe uma mensagem muito importante, que gostaria de compartilhar com vocês, que com certeza são tão vislumbrados pelo exoterismo de poder saber um passado ou um futuro distante. Isso mudou um pouco a minha visão, e espero que mude a daqueles que estejam abertos a compreender o que outros tem a nos falar de tão longe...



"Boa noite. Fui cartomante em minha vida passada, recebi de Deus um dom. Conseguia em apenas um olhar, saber a vida presente e a passada dos meus clientes. Muito me endividei, mas não foi por querer. Cobrava o serviço por pura ignorância. Fui ensinada pela minha mãe, que também era cartomante, a cobrar pelo dom que recebi. Ela não o possuía, mas mesmo assim, arriscava palpites e recebia uma boa soma por eles. Uma ilusão momentânea que aqui fiz o mesmo, aceitei minha sorte sem pestanejar. Com a diferença de que eu possuía o dom, ou, como vocês chamam, a mediunidade.

Fazia o possível para deixar meus clientes satisfeitos, pois sabia cobrar bem. mesmo que estivessem em seu futuro a pobreza, a infidelidade ou a doença, nunca o informava pois as pessoas que me procuravam geralmente não queriam saber de desgraças. O cliente satisfeito paga bem. E era o que eu fazia.

Não foi minha culpa essa minha ocupação. Nasci em uma família que descendia de ciganos romenos, que vão, pelo mundo todo em peregrinação e muitas pessoas enxotam como a animais.
Não tive uma vida encarnada longa, mas vivi em abastança pela profissão que escolhi.
Ao desencarnar, encontrei alguns tanto clientes quanto espíritos que inspiravam as prestidigitações. Os clientes, alguns, me agradeceram, pois seguiram meus conselhos e venceram na vida; Outros, porém, me recriminaram por não ter falado a eles a verdade mesmo sabendo. Mas nada foi pior do que a cobrança feita pelos espíritos que me ajudaram a saber a sorte das pessoas. Eles me escravizaram por anos em regiões iminagináveis.

Sei que todos desejam saber se vão ser felizes, pois, ao reencarnar, esquecem as tarefas que escolheram. Mas nada é feito em acordo com elas pois não se quer o sofrimento e a dor. Então, os clientes desejam que lhes digam que terão vidas promissoras, serão sortudos.
Para vocês, deixo meu conselho: olhem para dentro de si e saberão o passado, desta e das outras vidas, pelas próprias tendências. Trabalhem para melhorar espiritualmente e materialmente e saberão o futuro.

Adeus."

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Cartas pela Lua.


Pronto, terminei. Mais uma carta, das tantas que não me canso de mandar por aí!
Agora vai me dizer por quê, ela foi parar em outro lugar. Cheguei da escola e olhei uma estranha resposta endereçada a mim.
Não conheço o remetente. Mas reconheço a destinatária - não há dúvidas.
Abro a carta e me deparo com palavras de Shakespeare. Já chamou a atenção, claro! Leio um estranho a me agradecre pelas minhas "humildes" escritas e dizer o quanto se identificou com meus dizeres, minhas poesias, desenhos e devaneios. Fiquei confusa, embaraçada e curiosa. Confusa pela resposta de um estranho, embaraçada pelo mesmo ter me lido de uma forma tão íntima. Curiosa, por saber que existe um alguém em algum lugar que também pára onde estiver para contemplar a lua.
Respondi de volta. O destino é certeiro, de uma forma ou de outra dá um jeito de pessoas afins se encontrarem. Desculpei-me por qualquer coisa que tenha escrito na carta anterior - cujo remetente original era um familiar - e agradeci pela consideração. Falei de mim, dos meus prazeres, da vida, das crenças místicas e dos sonhos exotéricos. E assim foi, um ciclo de envelopes constante, onde um se deliciava com as palavras do outro, e se de um lado se esperava ansiosamente por uma resposta, do outro deleitava-se com uma escrita prazerosa. Até que sem querer, estávamos gostando um do outro. Foi assim, sem perceber, pelas palavras doces e sonhos puros.
Ele juntou o pouco que tinha e veio encontrar-me. Ficou três dias. Três dias de glória, três dias que não pareciam dias, não parecia ter tempo, como uma brecha de vácuo onde tudo é repleto e tudo é vazio ao mesmo tempo. Prazer e desprazer. Esperança e descrença. Amor e raiva. Raiva por saber que a despedida logo viria. Saudade matada e saudade que nasceu. Corpo, alma, lua. Um mesclado de sentimentos.

Porém, os três dias acabaram-se, e com eles se foi a magia desse sonho. Tudo foi se esvanecendo até acabarem os envelopes. A distância aumenta o medo do fim e a saudade é crua, nua e irracional, faz-nos loucos! Não aguento assim, é para ele ou para mim! As cartas não vieram nunca mais. Demos adeus.
Tempos depois, dizemos olá novamente. As cartas iam e vinham, por curiosade, ainda saudade, talvez amizade. Quando veio novamente, ficou até bastante. Estávamos em paz, e havíamos percebido que tudo o que sentimos sempre vai existir, mas que nascemos em lugares diferentes porque precisamos tocar a vida separados. Hoje não estou mais só, assim como ele. Mas a lua continua brilhando lá no céu. A minha caixa de correio tem estado sempre vazia, e temo que assim ela permaneça. Entretanto, ainda escrevo cartas pela lua. Para a lua. A despedida final foi triste e vazia, embora tudo pra mim foi e sempre será belo, único, um turbilhão de tudo o que há dentro desse coração. Não quero me esquecer de nada, nada mesmo. Quero lembrar sempre com um sorriso, e rezar sempre para que aquelas mãos compositoras habilidosas possam realizar-se nessa vida que segue entre altos e baixos, como as fases lunares... Que mudam mudam, as vezes mais fracas ou mais fortes, mais belas ou mais mórbidas, mas sempre sempre encantadoras!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Auto-Motivação



Um dia desses saí para correr, depois de cerca de 2 meses sem fazer tal atividade. Depois de um tempo, percebi que eu mesma me incentivava a continuar, pensando na minha cabeça "Faltam só mais x quadras!", "Já passou o ponto tal!", "Força, força, força!", "Não para, não para!" !
Fiquei refletindo. Quantas pessoas devem fazer isso?
Não só num esporte, claro. Mas para outras coisas da vida. Você acredita em você mesmo? Acredita que tem o potencial de continuar, de conseguir, de persistir até atingir uma meta? Acredita REALMENTE nisso?
Me lembro de mim mesma há um tempo atrás. Eu acreditava que não. Pensava que ia sempre ser feia, gordinha, solitária, anti-social, deprimida, tímida. Mas as coisas podem mudar quando a gente quer que mudem. Hoje, mesmo hesitando um pouquinho... Posso cantar para quem quiser, posso fazer qualquer atividade (qualquer mesmo, em janeiro fiquei orgulhosa ao me ver pular na água do alto de uma grande pedra, onde apenas homens se aventuravam), qualquer coisa mesmo, me entroso com todo mundo, procuro ser sempre simpática, de mente aberta, solidária e gentil, pago mico com as besteiras que eu faço mas não tenho mais vergonha de quem eu sou, ou se hoje estou mais desarrumada, ou se tenho celulites e estrias, ou se estou ou sou isso e aquilo. Eu sou o que sou. Você é o que é. E quer saber? Aquilo que a gente sempre ouve por aí está certo: Quando nos damos valor, quando nos amamos primeiro, nos tornamos naturalmente capazes de amar outros e de ser imensamente amados. Eis aqui a experiência viva de alguém que foi firme, corajosa, que cresceu consigo, para provar isso para vocês.
Pensamento positivo, e mais além: motivador! E não é tão fácil quanto imaginamos, ou como eu apenas falo. Para mim, foi algo que demorou muito tempo para se consolidar. É preciso persistência, sabedoria e direção. Afinal, como sabiamente nos disse Sêneca, "Se uma embarcação não sabe aonde quer chegar, nenhum vento poderá lhe ser favorável".

Se quiserem pensar mais a respeito disso, indico algumas histórias (tem taaantas!):
- O menino que Enganou o Gigante. Um livro da coleção fantasminha. Baseado na história de Tamara Kitt com o texto em português de Stella Leonardos.
- A história de Jéssica Cox (A primeira piloto sem braços do mundo!). Há um email circulando sobre isso, e nesse blog há uma prévia (aliás, todo o conteúdo do blog é interessante). Busquem no Google, as fotos dela se virando em casa são incríveis!
- O filme "Gabi, uma história verdadeira", baseado na história verdadeira de Gabriela Brimmer, conta a vida de uma mulher que nasceu com paralisia em todos os membros não consegue sequer falar. Ainda assim descobre-se para a vida e para o amor.
- O filme "O óleo de Lourenzo", baseado na história verdadeira de Lourenzo Odone, conta a história de um garoto que levava uma vida normal até que, aos seis anos, ele passa a ter diversos problemas de ordem mental, que são diagnosticados como ADL, uma doença extremamente rara e que provoca uma incurável degeneração no cérebro, levando o paciente à morte em no máximo dois anos. Os pais do menino ficam frustrados com o fracasso dos médicos e a falta de medicamento, tratamento e conhecimento para a doença. Assim, começam a estudar e a pesquisar sozinhos, na esperança de descobrir algo que possa deter o avanço da doença.
- O filme "Estrelas na Terra", que eu particularmente considero maravilhoso, que mexeu muito comigo (já assisti cerca de cinco vezes), conta a história de uma criança que sofreu porque a dislexia e o TDAH provocavam preconceito daqueles que ignoravam as necessidades especiais. Esse filme é incrível, mas infelizmente ainda não veio para o Brasil. Aqui você pode ler mais sobre ele, e aqui baixá-lo.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Concurso do livro Chantilly!



Estou divulgando o site do livro da Mare, Chantilly!


Nele você encontra a promoção para ganhar um exemplar! Recomendo a todos!
Podem confiar, a Mare é 10! \o/