quarta-feira, 18 de abril de 2012

Dentro de Mim


Meu interior começa assim, bem delicadinho.
Sofrido pela vida e sonhado de mansinho
Cheira a flores cheirosas, toca música calminha,
cresce como as roseiras e se espalha por todo o meu ninho:
Têm espinhos, medos, defeitos,
Mas tem muito mais flor, muito mais feitos
Muitas pétalas belas e perfumadas.

Meu interior
Cresce, cresce e cresce
E encontra uma densa superfície de experiência e maturidade,
Uma camada de sabedoria que cresce mais a cada ano,
Cresce e florece sempre como em flor de idade,
Em volta do meu eu como uma estufa firme que segura minha mistura de natureza, música e saciedade
Quentinha e aconchegante,
E que simultaneamente permite que tudo isso saia para o mundo,
Pelas pequenas brechas do meu ser.

__
 

Para chegar até vocês! :)


sábado, 7 de abril de 2012

Chova, Chuva!


Boa noite, chuva...
Chova, chova por obséquio, chova forte, iliba todo o mal! Lave a minha alma, minha face, transforme a minha solidão em solitude, meu cansaço em paz, meu sono em sonho, meu sonho em realidade. Chova sem parar, pelo menos agora.
Cada gota que bate no mundo o torna mais forte, mais limpo, mais vivo. Suas lágrimas são valiosas para essa Terra, portanto chova até não poder mais esta noite, banhe cada casa, rua, árvore, cada grama amarela dessa cidade seca e sedenta de vida. Banhe o mundo inteiro, mas não se esqueça de mim, que sou tão fiel a ti, seja nas brincadeiras de criança, nas primeiras paixões e beijos, nas primeiras lágrimas torrenciais que lhe acompanharam. Chova chuva, caia gotas fortes em todo o meu corpo, estimule todo o meu ser e deixe-me tremendo de frio, sentindo a vida e o prazer.
Porque quando você terminar, eu estarei pronta para ver o sol de novo, pois sei que depois de sua tempestade ele sairá, iluminando tudo, transformando cada gota de água e fazendo as plantas já embebidas de vida, crescerem. Chova para que haja amanhã...!

terça-feira, 3 de abril de 2012

Divagação de Você


As vezes eu queria saber o que você pensa, o que você sente. Aquela música, aquela maldita música que um dia você foi me mostrar, já não me sai mais da cabeça. Todos os dias eu acordo e começo um novo dia, respiro, grito, choro, canto, corro, estudo, trabalho, dou voltas e voltas... E continuo ouvindo essa música dentro de mim. Começo a pensar várias coisas, e lembro daquela outra música que você fez pra mim. Por que você a fez pra mim? Você vem e vai, chega e sai, como eu posso saber o que quer e o que tudo aquilo significa para você hoje?
Onde está você agora?
Eu fecho os olhos e parece que está chovendo lá fora, uma chuva daquelas frias e de escurecer o dia. E quando olho de novo, vejo que o sol está lá, radiante, e tudo parece normal. Eu continuo normal, a vida segue até que bem. Mas isso tudo é... normal demais. Até demais.
Acredito que, por mais que me pareça estar tudo bem, por mais que eu acredite que tudo esteja no seu devido lugar, eu sei que aqui dentro de mim essa música ainda continua tocando como um despertador que toca insistentemente. E eu não consigo tirar do modo "soneca"!
Você está tão longe... Voa lá longe, como uma borboleta. Olho para o horizonte, faço uma pequena e silenciosa oração, desejando que seja feliz. Estico meu braço como se pudesse te alcançar, mas só te vejo na minha mente. Só ouço a sua voz aqui dentro. Ouço sua voz e sem querer sinto o cheiro do seu perfume. Acho que estou ficando louca, e nem ao menos sei direito como você se sente por dentro...

Ay, mariposa de amor, mi mariposa de amor
Nunca jamas junto a ti
vuela amor, vuela dolor
que tengas suerte en tu vida

quarta-feira, 21 de março de 2012

Combo Fusion

Olha a careta da galera!

Nesse final de semana eu participei do meu primeiro WorkShop de Tribal Fusion. Ele foi aqui mesmo em Brasília e reuniu vários tribaleiros da região Centro Oeste, foi muuuuuuito bom unir as nossas "tribos"! Demorei um pouco para postar porque estava esperando a minha professora Walkíria Eyre postar no Facebook as fotos do evento. Ah sim, ela tem um blog sobre o tribal, Mittrah como também um blog responsável pelos eventos de tribal em Brasília, além do site oficial.

O Combo Fusion começou as 9 horas desse domingo. Foi uma oportunidade única para fazer aulas com os melhores professores da região, além de ter um preparo técnico de excelência, dando certa capacitação para outros programas mais avançados. Eu danço há oito meses, assim como tinha gente que tava fazendo aula pela terceira vez, portanto foi bem legal e tinha todo tipo de gente! Foram sete aulas no total, sendo que no dia anterior ainda tivemos um curso de sensualidade onde aprendi até sobre Chairdance:
Eu aloca na cadeira com a Surya Macário (que deu a palestra) me segurando. Socooorro!!

No domingo a professora Surya deu uma hora de aula de alongamento, onde todos nós sofremos e esticamos até coisas que nem sabíamos que existiam, foi uma beleza!
Alongando tudo!
Depois o Guigo Alves nos deu uma aula de técnicas e posições masculinas baseadas em capoeira, yoga e danças afro, despertando o nosso lado homem de ser (GRAURR!) o que foi MUITO bom!

Nessa primeira parte da manhã, ainda teve a Júlia Gunesh trazendo um tango fusionado com técnicas de break (quadril, tronco e braços) pensando na ideia da sensualidade novamente, com a ideia da dualidade do sim e não no tango, e a intensidade. Adorei! A coreografia que ela fez com a gente foi a seguinte (a partir dos 0:48 foi tudo improviso dela!:



Tivemos um rápido (rápido meeeeesmo) intervalo de meia hora para o almoço e depois retornamos com a Cíntia Haeser que nos trouxe noções de isolamentos, pops e locks no tribal (em breve posto a coreografia aqui!), depois a Larysse Thomaz deu uma super aula com noções de sinuosidade e fluidez na dança, no estilo que a Rachel Brice geralmente dança (adoooro!).
Pensa que estávamos cansados? A empolgação só crescia! A próxima aula foi da Shabbanna Dark, uma pessoa encantadora que trouxe um pouco do gótico e do dark fusionados na dança (sério, até Rammstein a gente dançou rs) com vááários passos diferentes e intensos! Aprendemos sobre estética e arquétipos na dança, onde cada coreografia traz consigo toda uma história, uma característica própria, que parte do corpo inteiro, do coração, das emoções, e depois atinge o público.
Claro que antes de tudo isso demos uma descansada, meditando e nos autoconhecendo!

Por último, minha linda professora Walkíria sentou com a gente pra conversar um pouco sobre esse trabalho. Cada um falou um pouco de si, nos conhecemos, e falamos sobre várias coisas que são importantes para a nossa liberdade criativa e expressiva na dança, como a busca das origens no teatro e a abolição da autosabotagem, e alguns nomes importantes para se estudar o Tribal Fusion, como a Jill Parker, a Mardi Love, a Mira Betz e outras.

Em resumo, foi muuuuuito divertido, apesar de no dia seguinte estarmos cansados, valeu super a pena, incrementamos bastante nossos conhecimentos sobre a dança e aprendemos uma porção de coisas! Pra mim tem sido uma experiência muito boa porque me permite ter algo gostoso para jogar a minha energia positiva, abrir meu coração, me expressar, ouvir música, dançar, me mexer, criar, imaginar.
É uma boa forma de trabalhar com a autoestima, a criatividade, as nossas capacidades, possibilidades e habilidades. Só me fez criar mais e mais expectativas e vontades!
E você, dança alguma coisa? :)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Elena Kalis + Música


Vocês já ouviram falar da Elena Kalis? Ela é uma fotógrafa diferente, pois se especializou em fotografias debaixo d'água. Eu a conheci pela Bianca que adora fotografias tanto (e até mais) quanto eu!
Um talento russo, formada em artes plásticas, o portfólio e trabalho de Kalis é marcado por fotos lindas feitas embaixo d'água, em seu nomeado Underwater.
Kalis, que mora em um singelo lugar chamado Bahamas (ótimo lugar para este tipo de fotografia), usa o seu estilo “aquático” para gerar fotografias que tornam-se verdadeiras poesias visuais. Algumas delas possuem forte referências em obras famosas, um exemplo são as baseadas em “Alice no País das Maravilhas”.


LinkTem muita coisa interessante, não vou postar TODAS as fotos porque perde a graça, e principalmente porque algumas não estão disponíveis para se baixar, mas você pode vê-las nesse site. Ela tem deviantart também caso alguém use (faz muito tempo que eu não uso o meu!), assim como o site oficial e mais uma porção de outras coisas que você encontra pelo face!

E sem mais delongas, mais fotos legais!


Lindo, não é mesmo? Esse negócio meio teatral e poético me dá vontade de ouvir músicas calminhas, escrever, e de certa forma, sentir uma paz! O som da água do mar quebrando nas pedras e na praia traz tanta calma interior! Pelo menos eu, estou precisando disso por agora. E pra finalizar o início da minha manhã tranquila e renovadora, uma música graciosa da Loreena Mckennit, (: Bom final de semana pessoar!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Síndrome vasovagal


Estamos em 2009.
Estou no aeroporto esperando a Nana chegar. Sinto-me bem, acabei de jantar, meu corpo está sadio, tudo ótimo, exceto pela ansiedade da chegada da minha querida irmã. Olho para a tela com os horários e as informações dos voos e de repente começo a ouvir um zumbido. Minha cabeça rapidamente pesa, os sons desaparecem, e aos poucos a visão escurece. Certa de que há cadeiras atrás de mim, procuro-as para sentar antes que eu desfaleça. Sento ao lado de uma mulher antes que a minha visão escureça completamente e digo "Ei, eu estou passando mal, preciso de ajuda" e sou completamente ignorada. Após sentar e tudo escurecer, aos poucos o corpo ganha resistência novamente. Espero pela recuperação e vou procurar ajuda. Ninguém sabia o que acontecera.
No mesmo ano, me lembro em alguma aula bem dinâmica na faculdade. Estávamos todos de pé e mãos dadas formando um círculo. Eu acabara de comer novamente, e de repente as mesmas sensações voltaram ao meu corpo, que amoleceu e me fez cair para trás. Por sorte, havia uma cadeira para me segurar, e logo mais colegas que puderam me dar socorro. Na época procurei por otorrinolaringologista, pensando que podia ser labirintite devido às tonturas que eu sentia durante e após a síncope. Nada feito, pois as tonturas não me faziam ver o mundo girar, e sim a sensação de que o mundo tivesse continuando sem mim.
As próximas crises ocorreram em 2011, mas com mais força. Lá estava eu num churrasco, após dançar por quatro horas ininterruptas num dia de sábado. Comi horrores, e enquanto degustava de alguns goles de cerveja e tinha conversas tranquilas e amigáveis, novamente voltaram os sintomas. Tontura, cabeça vazia, náusea, zumbido, surdez, visão escurecida, sudorese fria... "Mãe! Estou passando m..." e lá se vai eu caindo sentada por cima das minhas próprias pernas. Durou alguns segundos apenas, logo abri meus olhos novamente com pessoas me segurando e colocando minha cabeça pelas pernas. A reação imediata são choros e soluços. Que diabos...?
Após algumas outras crises que não chegaram à síncope, mas à tonturas constantes e todos esses sintomas, resolvi novamente procurar ajuda médica. Mas qual especialidade? Bem, como não faço a menor ideia, fui à clínica médica. Fiz vários exames, todos normais. Sangue, coração, pressão. Daí me mandaram fazer um exame louco, chamado "Tilt Test". Um exame que realmente provoca um tilt no seu sistema, faz você desmaiar. Você é disposto em uma maca que te levanta até você ficar em uma inclinação de 70 graus. É como se você tivesse em pé mas bem inclinado para trás. Você precisa estar em jejum, e fica nessa posição por 40 minutos. Aqueles sintomas malucos apareceram durante todo o exame, e aos exatos 38 minutos só sei que apaguei e já acordei deitada novamente, chorando e soluçando. Me disseram que o teste deu positivo para a síndrome vasovagal:

"De repente, a visão escurece ou surge a tontura. Rapidamente, a pessoa procura um lugar para sentar-se, justificando: “Foi uma queda de pressão”. Ela não deixa de estar certa, porque pode não passar de uma mera baixa da pressão arterial. O sinal, porém, exige atenção: é um indício de uma doença silenciosa, chamada síndrome vasovagal (SVV). O mal provoca a perda súbita da consciência, repetidamente, associada à impossibilidade de permanecer em pé ou de levantar-se. Os distúrbios do sistema nervoso autônomo, responsável pelo controle da pressão arterial e do batimento cardíaco, que podem levar à hipotensão, intolerância ortostática (incapacidade de ficar de pé) e, por último, à síncope.
O comando desse sistema é feito pelo hipotálamo, no cérebro. Quando a glândula não funciona bem, causa um desequilíbrio no sistema nervoso autônomo, que se reflete no coração. “O nervo vago tem terminações no coração e, quando a glândula entra em mau funcionamento, ocorre um aumento da função vagal, com dilatação das veias, queda da pressão e dos batimentos cardíacos. É isso que faz o paciente passar mal, desmaiar”
(...) intervalos longos entre as refeições e má alimentação são os principais fatores para desencadear a SVV. “O hipotálamo é muito sensível à falta de alguns sais importantes para o seu equilíbrio”, esclarece. “Por isso, a importância de se alimentar corretamente e, principalmente, de tomar água, que ajuda nas reações químicas do organismo”
(...)
Embora a síndrome vasovagal não coloque o paciente em risco de vida, ela pode ser incapacitante. Desmaios repentinos podem comprometer a qualidade de vida das pessoas: imagine os traumas causados por quedas insistentes e por episódios em situações extremamente delicadas"
(Fonte)

Embora seja algo que não tenha cura, o tratamento constante com uma alimentação regrada de preferência de três em três horas para garantir que o organismo tenha sempre uma reserva de energia e sais minerais, bastante água (pessoas que possuem a SVV precisam beber mais água do que o normal para evitar o desequilíbrio do organismo) e atividade física para ajudar a fortalecer o corpo, é suficiente para que se possa viver no dia a dia.
Hoje ainda tenho crises, elas podem ser desencadeadas por dor, estresse, calor ou frio, qualquer condição que te tire do seu equilíbrio normal, mas com certeza elas foram bastante amenizadas com essa vigilância constante de saúde. Portanto, não se assustem caso me vejam ficando pálida e desfalecendo...! Só espere que a crise passe, a recuperação é rápida, embora algumas vezes ainda sinta tonturas até o dia seguinte.

É realmente uma coisa curiosa esse problema. É como se o corpo não quisesse mais viver, como se ele tentasse realizar uma fuga inconsciente deste mundo. Eu não tinha isso antes, apesar de que a pressão sempre foi um pouco baixa. Estranho como na medida em que passam os anos, nosso corpo fica mais fraco e exige mais cuidado. Sério! Portanto, cuidem de sua saúde, é muito ruim quando nos sentimos debilitados para realizar as atividades cotidianas. Comer bem, beber bastante água, fazer no mínimo meia hora diária de atividade física, são hábitos que a gente PODE ter no dia a dia para evitar uma porção de problemas no futuro.

Porque ninguém gosta de se sentir impotente diante da beleza de viver!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Novas possibilidades

Que saudades! :) Como foi o Natal e o Ano novo de vocês?
O meu foi ÓTIMO, por um motivo especial, porque foi junto da minha família, seja a do pai ou da mãe, ou simplesmente aquela que eu adotei (João, um irmão postiço que trouxemos de Florianópolis e que vem a cada ano nos trazer um pouquinho de alegria). Minha querida Nana veio me ver, deixando o Takumi e Shirogane por enquanto, e espero que logo, para sempre.
Tá, isso foi interno, apenas algumas pessoas vão entender...
Mas pensando no que minha amiga Jun disse, esse blog também é pessoal, e portanto dou-me a liberdade de falar algumas coisas específicas...
2011 foi um ano muito importante para mim. Eu decidi me formar um semestre mais cedo, a fim de ter mais tempo para poder trabalhar e estruturar a minha vida. Não que o estudo seja importante, porque eu adoro pesquisa e tenho muita vontade de dar continuidade a minha formação continuada, assim que eu tiver mais condições, pois como o meu pai voltou para Brasília a apenas um ano, ainda estamos passando por algumas dificuldades e precisamos batalhar para que tenhamos estabilidade.
Confesso que foi uma barra me formar mais cedo, porque eu tive que pegar muitas matérias, a monografia e fazer estágio simultaneamente. Achava que não ia conseguir, me desesperava, meu próprio corpo não aguentava, e eu comecei a desmaiar a toa (já aconteceu algumas vezes em alguns anos), tendo que ir ao hospital uma série de vezes até descobrir que eu tenho Síndrome Vasovagal, nada grave mas que a princípio assusta as pessoas (imagine uma menina doida ficando pálida e desfalecendo por alguns segundos). Não se preocupem, isso dá pra tratar e dar um jeitinho. De resto, eu peguei matérias razoavelmente tranquilas, canto coral, fundamentos da música na educação e outras, fui levando e consegui tirar nota máxima em tudo, inclusive na monografia, que eu passava fazendo no meu próprio estágio, que é até bem tranquilo.
A apresentação da monografia foi no dia 9 de dezembro, pela manhã, e lá eu fiquei assim animadíssima porque foram pessoas muito importantes, meu pai, minha mãe, minha irmã Amanda, meus amigos, e professores muito queridos que compunham a minha própria banca examinadora, e que fizeram um diferencial muito grande na minha formação: Adriana (professora do Hospital Universitário de Brasília), Edeilce (minha professora referência em Libras :) e o Bianor (meu professor amado e querido que foi o meu orientador e me deu um toque de amor e paixão pela educação especial). Isso fora outros profissionais que foram imprescindíveis para a minha formação, como a Carla e a Amaralina (que trabalham com a Educação Especial e a Pedagogia Hospitalar), e a Wivian Weller (que me iniciou no Cnpq e me deu umas mil ajudas). A apresentação foi tranquila, eu estava bem ansiosa, mas falei tudo direitinho, passei slides, dei historinhas de presente que eu fiz e ouvi todas as palavras com muito carinho e atenção. No final deu tudo certo, ganhei os parabéns dos professores, família e amigos e ganhei até vinho da minha amiga Priscilla para comemorar depois (ele ainda está guardadinho esperando pela oportunidade de ser aberto, rs!)
Depois disso, continuo no meu estágio, tirei um recesso de uma semana antes do Natal e aproveitei para ir ao Rio de Janeiro ficar um pouco com a minha avó e ver a minha querida Mare, que apesar do único dia às pressas de um encontro, foi muito bom!
Voltei, passei o Natal com a mãe e a virada de ano com o pai, mas sempre com a minha Nana, que veio passar esse tempinho com a gente. O Natal foi uma beleza, fizemos muitas comidinhas gostosas e só faltou estômago pra dar conta de tudo!

Nana, eu e Amanda ;3

Dana, a irmã postiça da casa da minha mãe :)

Eu queria postar mais fotos, mas não consigo pegar as do meu celular aqui no trabalho, só as que eu já tinha postado no Facebook. Assim que eu puder eu altero e coloco aqui :)


O ano novo também foi bem divertido, passamos com o pai e a família, dessa vez não teve a participação da mamãe na ceia por isso eu e a Nana ficamos até as últimas horas doe 2011 ralando pra preparar toda a ceia :) A sobremesa, deliciosos cupcakes, que eram de cenoura mas saíram com um gosto delicioso de pão de mel (nada a ver!), foram feitos um dia antes
Nana, eu e os cupcakes ;D fizemos 40 :x

Ceia de Ano novo ;) os pratos quadrados foram feitos pela minha prima, e o resto por nós! Farofa, creme de milho com frango, arroz e salpicão

Felipe (irmão), Nana, João (irmão postiço), eu, prima Alessandra e a mãe, Vera
Irmão, Irmã, Pai e eu :D

Mamãe e meu paidrasto Alexandre :), fomos visitá-los após ver a queima de fogos na Esplanada dos Ministérios de longe, lá na Torre de Televisão!


Após as animadas ótimas festas, ainda estagio, termino essa semana, e farei meus planos para esse ano, que a princípio, depois de tanta correria, é descansar e cuidar melhor de mim, voltar a correr e ler todos os livros, ver todos os filmes, assistir todos os doramas e fazer as coisas que eu não pude por causa da monografia e da correria de fim de ano e de curso!
Tenho me divertido, apesar de ainda me sentir exausta! Sono acumulado, exaustão, algumas coisinhas que já já coloco em dia e estarei novinha em folha para também voltar ao blog com muita empolgação \o/ afinal, um novo ano, novas possibilidades!

Desejo a todos vocês um ano MARAVILHOSO, sucesso em tudo o que fizerem, saúde porque ela é sempre essencial, fé que tudo vai dar certo, felicidade porque todos nós nascemos para ela, e muito muito amor! Feliz 2012!!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Time to breath!

Quero escrever, quero escrever!
Mas tudo o que me vem a cabeça é atendimento pedagógico a crianças de 0 a 3 anos hospitalizadas, tema da monografia... Um tema muito bom e que tem me feito estudar com gosto, seja na teoria ou na prática. Tenho que entregar o TCC até o final desse mês e marquei a apresentação para o dia 6 de dezembro. Talvez por agora eu me ausente um pouco, mas isso não quer dizer que eu não passe para ver os comentários de vocês ou os blogs que eu visito, certo?
Vou deixar aqui umas coisinhas que ando ouvindo e fazendo (fora os estudos) no momento para vocês curtirem também :)

Tenho ouvido bastante as músicas francesas e gostosas da Emilie Simon, elas acalmam meus nervos...





E ainda me fazem dançar um pouco de ATS, um tipo de dança que o Tribal Fusion incorpora na fusão de tribos de danças. A dança tem sido o meu segundo conforto, gostaria de fazer mais vezes por semana, faz tão bem! Até forró eu fiz umas aulinhas e achei assim super bom! No momento estou só na dança do ventre e no tribal mesmo, porque o tempo é pouco e eu só tenho um pedacinho do sábado para isso! E entre os dois, o mais diferente e envolvente para mim é o tribal...



;D adoooro! Essa de cima é a Rachel Brice, minha ídola de Tribal! Um dia espero dançar como ela...



E para finalizar, um vídeo da minha professora linda dançando Amelie Poulain com Tribal!



"Quando danço, sou uma mulher livre. Melhor dizendo, sou um espírito livre, que pode viajar pelo universo, olhar o presente, adivinhar o futuro, transformar-se em energia pura. E isso me dá um imenso prazer, uma alegria que está sempre muito mais além das coisas que já experimentei, e que terei que experimentar ao longo de minha existência.
Danço até a exaustão, como se fôssemos alpinistas subindo esta colina, esta montanha sagrada. Dançar até que, por causa da respiração ofegante, nosso organismo possa receber oxigênio de uma maneira que não está acostumado, e isso termina por fazer com que percamos nossa identidade, nossa relação com o espaço e o tempo. Dançar ao som de percussão apenas, repetir o processo todos os dias, entender que em determinado momento os olhos se fecham naturalmente, e passamos a enxergar uma luz que vem de dentro de nós, que responde a nossas perguntas, que desenvolve nossos poderes escondidos.
A dança é uma maneira de subir ao espaço. Com a dança, o mundo espiritual e o mundo real conseguem conviver sem conflitos."

(do Livro "A Bruxa de Portobello", autor Paulo Coelho)

É isso pessoal, já já eu volto viu?
Desejem-me sorte na minha graduação em Pedagogia! Ela está chegando ao fim e logo a tensão só vai é aumentar, rs! Mentira, pelo menos um mês de descanso... @_@ e o Natal está chegando! #amo x]

o/˜˜

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Semana da Criança




"Eu uso o necessário somente o necessário, o extraordinário é demais..." (segundo filme que eu vi nos cinemas. O primeiro foi Tom e Jerry)

Com essa onda de desenhos animados do Facebook, fiquei inspirada e resolvi relembrar a minha infância.
São várias coisas avulsas que eu fui pensando aqui, acho legal compartilhar e ver o que vocês lembram também... *explosão de fotos mode on*

Tinha um cara que vendia esses suquinhos na quadra que eu morava e moro hoje (em Brasília não há "ruas" ou "avenidas"). Lembro-me que eles tinham formatos de trens, de guarda-chuvas, de uma porção de coisas, era divertido e beeeem doce!

Comecei a fazer natação bem cedo, acho que tinha uns cinco, seis anos, mas me lembro de antes ter pulado na piscina da casa da minha avó porque vi minha irmã pular também. Me animei, mas esqueci da bóia de braço... Afundei devagarinho sem me mexer... E alguém me pegou. A natação era divertida, eu adorava ficar em pé num suporte que colocavam na piscina funda para parecer rasa, e adorava tomar um chá com açúcar que tinha lá, antes do Leci do transporte escolar chegar pra me buscar. Tempos bons, de roupão, corpo molhado, brisa fresca e chá açucarado...
Eca! Vocês se lembram disso? Foi a pior coisa que eu comi na minha infância, um chocolate com gosto de cera, hoje um que lembra é aquele ovo de Páscoa horroroso, o "Top Cal", "Top Milk" - credo! Tinha os cigarros de chocolate também, lembro de ter comido, mas era tão bizarro "fumar" um cigarro de chocolate que preferi não colocar a foto xD
Tamagotchi. A pergunta é: quantos vocês já tiveram? Eu me lembro que eu já tive vários, no momento sei que um era vermelho, um dinossauro, e o outro, verde, meu pai trouxe pra mim dos EUA, um bebê bem mais complexo, não encontrei nenhum parecido por aqui. Era divertido ;D mas não nos tornava mais responsáveis... Eu sempre deixava o meu morrer de fome ou solidão!

Beetlejuice. Nossa, eu era APAIXONADA! Escondida no banheiro, fechava meus olhos e dizia "Beetlejuice" três vezes esperando que algo acontecesse. Fiquei MUITO decepcionada com o filme, porque a Lídia e ele eram grandes amigos no desenho e viviam juntos, mas no filme ela teve medo dele e eles não ficaram juntos - fora que ela o chamava de "Besouro Suco" argh! *trauma com dublagens*
Acho que sempre tive um lado meio "dark", desde a infância. xD

É por isso que ESSE era o meu filme preferido (com cerca de seis, sete anos). O estranho mundo de Jack. Eu ficava vislumbrada com um esqueleto tão sensível e divertido - sim, eu era apaixonada tanto por ele quanto pelo Beetlejuice rs. Cantava todas as músicas, na dublagem antiga ainda! Descobri muito feliz que tem a versão inteirinha no youtube pra assistir, em partes. Olha a primeira aí!




Caham, continuando. *vasculhando memórias*

Amarelinha! Fala sério, quem nunca brincou com a pedrinha? Era divertido. Como eu sempre morei em prédios, brincava debaixo deles ou em volta, sempre fazendo bagunça e aprontando. Piquepega, piquebandeirinha, piqueesconde (no novo acordo tudo se escreve assim?), o mestre mandou, bobo, hum o que mais? Ahhh! Subir em árvores!

Árvores, sempre amigas! Uma vez caí de costas no chão, doeu, mas não me fez perder meu amor por elas! Eu tinha um sonho de fazer uma casinha em uma árvore linda perto da minha quadra, mas era impossível porque não tinha material e nem um adulto pra ajudar, então eu só ficava em cima dela o dia inteiro mesmo, imaginando mil coisas... Até tentei impedir alguns homens de derrubá-la uma vez! Pra mim foi um ato tão grande, mas pra eles eu era só uma boba! A tal "casinha" acabou sendo feita no último andar do meu prédio, até o síndico descobrir e mandar tirar as parafernálias que eu coloquei lá... rs! Árvores :)

Vocês se lembram? Eu era apaixonada por esses pirulitos de caramelo com um açúcar pra passar e se deliciar... Um dia desses vi pra vender numa banca de revista e nem acreditei!
Colecionar Adesivos. Eu tinha mais de um álbum cheio de adesivos diferentes, quanto mais diferente mais a gente valorizava, e sempre saía trocando com os amigos! Tinha umas duas amigas que trocavam sempre comigo \o/ (O álbum da foto é lindinho mas não era o meu xD pena!)
Fazer bolhas de sabão. Nooossa amava. Pegava copos em casa, colocava detergente e fazia bolhinhas com canudinhos o dia inteiro. Uma vez eu fiz num copão, minha pobre irmã tomou achando que era alguma coisa... Tadinha! ;_; desculpe, Lillian!
Será que só eu brincava com esses bonequinhos de árvore de Natal? Era a minha maior diversão. Não gostava muito de brincar com bonecos grandes, então sempre que eu ganhava brinquedinhos pequenininhos - bonecos, móveis, etc - eu fazia a festa. Lembro da minha companheira de brincadeira, Amanda, "Vamos brincar de boneco pequeno?" eram horas e horas...
Almanacão. Uma forma dos pais tentarem nos distrair nas férias. Mas era legal!
Eu sempre li muitos almanaques da Turma da Mônica, mesmo antes de saber ler. Lembro de inventar histórias com os quadrinhos, como se eu soubesse ler, talvez alguma parte desse aprendizado tenha saído daí, assim como minha irmã, que saiu até no jornal por causa disso. Obrigada Maurício de Souza! :)
Sim, eu via, cantava, dançava, chorava, tinha as fitas de música. Chiquititas. "Se seu coração tem buraquinhos...!"
Falando em fita, noooossa eu me lembro de cantar Mamonas também. No dia em que viajei à Goiânia comprei esta fita no caminho (como eu nunca reparei nesses seios?! rs) e cheguei TODA feliz dizendo "gente!!! comprei a fita dos mamonas!!" e todos me olhavam com cara de fúnebre, enquanto passava a notícia da queda do avião no rádio... #morri isso aconteceu de novo quando compramos o CD da Cássia Eller, e é por isso que hoje baixamos músicas na internet :)
Tainá, uma aventureira na Amazônia. Eu adorei ver esse filme, tinha uns 9 anos de idade na época e me senti TODA TODA porque trocava e-mails com a personagem principal - sim, uma índia que sabe mexer em computadores! Ela me contava como foi emocionante ver o filme, e eu desejava muito sucesso! Até hoje! Onde anda tu? (:
TV Cruj, que passava no SBT. Eu tenho um cartão com essa foto autografado por eles. Na verdade era da minha irmã, ela era apaixonada pelo Caju/Juca e escreveu uma carta. Eles leram e responderam mandando o cartão. Só não posto o original porque tem um coraçãozão em volta da cabeça dele... xD
Ah eu tinha que falar de Sailor Moon! Assistia junto com a minha irmã Lillian na época que passava na Manchete. "Mesmo querendo não posso ser sincera, pois nos meus sonhos eu te confesso... E nesses sonhos voam fantasias, que muita insônia me causarão..."
Baixei todos os episódios e dei de presente para ela no Natal passado. Revendo, percebemos como haviam coisas sérias que aconteciam - de mortes e etc - e a gente não entendia muito bem, e como é bom rever e sentir isso de novo!
Dragon Ball! Goku pequenininho, começando toda essa saga que é uma febre até hoje! Eu ficava curiosa com a curiosidade e a vergonha do Yamcha de ver a Bulma e correr como um louco! Acho que peguei um pouco disso no começo dos meus namorinhos...
Cavaleiros do Zoodíaco. O meu primeiro boneco foi o Shun. Sim, eu gostava muito dele e o achava muito mais bonitinho e romântico do que o Afrodite que é do meu signo >_
Yu Yu Hakusho me traz muitas lembranças, principalmente quando o Yusuke morria e quando eu brigava feio com a minha irmã Lillian disputando o coração do Kurama, quase como se ele fosse real. Hoje eu vejo que era apenas uma forma de ser mais parecida por ela, eu nem gostava tanto assim dele... Desculpa por ter quebrado a vassoura de brinquedo nas suas costas irmã i_i eu te desculpo por ter enfiado uma faca no meu olho também...! (Foi do lado, calma! Mas tem cicatriz =D)
Laboratório de Dexter. Eu me lembro quando o meu pai instalou a NET pela primeira vez lá em casa, acho que tinha dez anos. Deve ter sido aí que eu comecei a descer menos pra brincar... Esses desenhos bobos começaram a fazer parte da minha rotina de um jeito, e eles eram tão bobos! Eu tinha raiva da Didi enchendo o saco do Dexter, mas eu não era muito diferente com a minha irmã... (É o amor...!)
Johnny Bravo, tadinho, eu até daria uma chance pra ele, apesar de ser tão bobo...
Eu sou o máximo. Eu tinha dó do Babão...
A vaca e o frango. Meu Deus, esse desenho era nojento...
Mas não esqueçamos do "Bum de Fora", ele era o cara mais engraçado e ainda andava com a bunda... >_< !

Ah, claro! Tinha os desenhos mais antigos, antes do Cartoon Network.

O Gato Felix. Era divertido assistir junto com o meu pai. :)
Tom e Jerry. Awn as trilhas sonoras eram as melhores!

Lego. Em algum momento fez parte da minha infância, eu me lembro que tinha a caixona vermelha CHEIA de peças e passava muito tempo tentando montar alguma coisa decente. Era divertido e exigia uma concentração tremenda!
Fantasma de Estimação. Esse filme era uma gracinha, acho que assisti umas quinhentas vezes! Gostava do jeito "medieval" de se vestir da Sofia...
E queria que a minha futura filha tivesse seu nome :)
Sobre Fantasmas, ainda tinha mais um que eu era apaixonada!
Gasparzinho, o Fantasminha Camarada. Perdi as contas de quantas vezes reassisti...
Esqueceram de mim!
Rapaz esse filme, quer dizer, os três, eram do tipo que a gente sempre assistia no final do ano e sentia um pouco a nostalgia do Natal ou de ter os pais ocupados e se sentir meio solitário. Acho que é por isso que gostávamos... Porque de certa forma nos identificávamos O.o
Riquinho. Do tipo que todo mundo queria ser pra ter esse monte de brinquedo e doce. x_x vocês viram como está o Macaulay Culkin hoje em dia? É assustador...

Push Pop, puxe o seu! :D
Sorveteria da Eliana. Alguém tinha uma dessas? Ela fazia sorvete MESMO! Eu adorava e só fazia de chocolate x_x minha irmã Amanda tinha a Pipoqueira xD poxa por que não fazem mais essas coisas pra incentivar mais as crianças?
A Fábrica de Chocolate eu também tinha, só que era mais difícil fazer porque bem, tinha que ter o chocolate... xD
Sim, eu tive Barbie, muitas! E não Pollys ou Susies. As Barbies eram mais divertidas, engravidavam, tinham filhos pela barriga, eu comprava o Ken que usava batom e móveis mais baratos na Torre de TV de Brasília (cada coisa mais linda!) porque meu pai sempre foi meio mão de vaca... Tinha a Skitter que era uma barbie adolescente muito bonitinha, era da minha irmã mas eu acabei brincando mais, tirando essa das Mechas Mágicas que eu ganhei de presente da minha mãe, a Skitter era a minha preferida!
Nossa como era legal chupar picolé! O Exagelado parecia ser do tamanho do mundo, e tinha aquela promoção da Kibon que quem tirava palitinho premiado ganhava mais um picolé de graça - naquela época a gente ganhava MESMO, eu me lembro de chupar vários em um dia só. xD teve também o dia que lançaram o Picolé Mega, a padaria da minha casa distribuiu de graça e eu e a minha irmã demos um jeito de pegar mais de um \o/ em Goiânia, quando íamos visitar a vovó Doraci, tinha uns picolés de vinte centavos, papai dava um real e a gente fazia a festa!
Dia 27 de setembro comemoravam o dia de Cosme e Damião, dia de pegar doce. Esses feriados cristãos nunca fizeram sentido na minha cabeça, eu fugi da primeira comunhão e nunca entendi muito bem o significado desses dias (como o das crianças, amanhã). Mas era tão bom! A gente chegava em casa depois da escola, pegava um sacão e ia bater de porta em porta procurando guloseimas. Aquele tempo parecia que não tinha violência na rua! Até as mães e irmãs mais velhas disputavam os doces que a gente conseguia por aí...

Era mais ou menos isso. Era bom demais! A gente relembra com carinho os momentos bons e vê que eles não voltam mais, e é por isso que eu volto a repetir aquilo de vários posts, Carpe Diem! Tem que aproveitar mesmo, a vida é curta, passa rapidinho, e se a gente passa por ela sem brincar, sem realizar sonhos, sem buscar sonhos, sem memórias gostosas... Não vivemos! A minha infância foi maravilhosa sim, e eu deixo esse post dedicado a todos nós que nunca deixamos de ser crianças!

"Todos os vivos morrem, mas nem todos os que morrem viveram de fato." (Mel Gibson)